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Paraná

Sanepar vai investir R$ 60 milhões em Foz do Iguaçu para expandir o atendimento

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O município de Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado, comemora nesta quarta-feira (10) 112 anos de emancipação, consolidando-se como destaque no cenário do saneamento brasileiro. O resultado reflete o robusto cronograma de investimentos executado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que mantém o compromisso com o desenvolvimento socioeconômico da cidade na tríplice fronteira.

Neste ano, Foz do Iguaçu ficou entre os 10 municípios com os melhores índices de saneamento no grupo das 100 maiores cidades do País, de acordo com o Ranking do Saneamento 2026, publicado pelo Instituto Trata Brasil. Os aportes da Sanepar na cidade superaram R$ 165 milhões nos últimos sete anos, fundamentais para esse desempenho.

“A Sanepar trabalha com uma programação de investimentos constantes para manter a oferta de água tratada de qualidade, garantindo saúde e conforto à população e buscando a universalização do serviço de esgoto. Investir em saneamento é sinônimo de saúde e desenvolvimento econômico”, afirma o presidente da Sanepar, Wilson Bley. Para os próximos anos, estão em execução e previstos investimentos superiores a R$ 60 milhões, priorizando a expansão dos serviços e a eficiência técnica, com reflexos diretos nos indicadores sociais.

Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,751 — patamar considerado alto —, Foz do Iguaçu demonstra que o acesso ao saneamento impulsiona a saúde e a economia. O superintendente da Sanepar para a região, Marcio Luis de Souza, diz que a ampliação dos sistemas de água e esgoto gera economia direta nos serviços públicos. “Para cada real investido em saneamento, economizam-se quatro reais em saúde pública, promovendo a redução de doenças de veiculação hídrica”.

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INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA – A missão de promover a saúde pública materializa-se também na parceria com o Governo do Estado e com a Prefeitura de Foz do Iguaçu para a urbanização da Ocupação Bubas, uma das maiores áreas informais do Paraná.

Com aporte de quase R$ 4 milhões, a Sanepar contribui na implantação de 15 quilômetros de redes de água, 15 quilômetros de redes de esgoto e uma unidade de bombeamento para atender cerca de 1.350 famílias. As obras, que integram um projeto amplo de drenagem urbana, rede elétrica e pavimentação, têm previsão de conclusão para 2028.

Ainda em 2026, a Sanepar prevê a execução de mais de 80 quilômetros de tubulações de esgoto, além de estações elevatórias e a ampliação da Estação de Tratamento Ouro Verde — referência ambiental pela produção de energia elétrica a partir do biogás. Até 2028, está previsto outro empreendimento com a execução de mais 87 quilômetros de rede coletora  e uma estação de bombeamento para atender a região sudeste da cidade, além de duas estações de bombeamento que beneficiarão os moradores do Parque da Lagoa e das Oliveiras, no bairro Três Lagoas.

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A médio prazo, com meta para 2029 e foco em manter o abastecimento de água potável para 100% da população da cidade, o planejamento inclui a ampliação da captação no Lago de Itaipu e a modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Vila C, que completará 30 anos de operação em 2028.

TECNOLOGIA CONTRA O “INIMIGO OCULTO” – Os investimentos em infraestrutura hídrica também priorizam tecnologias de ponta para tratamento, monitoramento de vazamentos e aumento da capacidade de reservação, garantindo a segurança hídrica em uma região de altas temperaturas. Atualmente, o principal desafio não são os vazamentos visíveis na superfície, mas as perdas subterrâneas.

A Sanepar atua diariamente no combate ao desperdício na distribuição. Em um período de cinco anos, o volume total economizado ultrapassou 7 bilhões de litros de água. Essa quantidade seria suficiente para abastecer, por 18 meses, um município do porte de Medianeira, também no Oeste.

Para combater o desperdício invisível, o Centro de Controle Operacional (CCO) opera 24 horas por dia, monitorando em tempo real todas as etapas do abastecimento. Por meio de sistemas de telemetria, as equipes controlam redes, reservatórios e estações para acelerar a resposta a vazamentos e interrupções e assegurar a eficiência do sistema.

Fonte: Governo PR

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Paraná reduz tempo do diagnóstico de febre amarela em primatas e agiliza vigilância

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O Paraná passou a fazer no Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) os exames de RT-qPCR para detecção da febre amarela em primatas não humanos (PNH), reduzindo o prazo de liberação dos resultados de cerca de 15 dias para um período entre um e cinco dias úteis. A mudança fortalece a vigilância epidemiológica e permite respostas mais rápidas diante da circulação do vírus no território paranaense. O Lacen é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Antes da transição, as amostras coletadas eram encaminhadas para a Fiocruz-PR. Com a descentralização do diagnóstico molecular, o processamento passa a ser feito na estrutura do próprio Estado, garantindo mais agilidade no monitoramento epidemiológico e na comunicação dos resultados aos municípios.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a implantação do exame no Lacen/PR amplia a autonomia técnica do Estado e fortalece a capacidade de resposta das equipes de vigilância. “Essa descentralização representa um avanço importante para a vigilância epidemiológica do Paraná. Reduzir o tempo de diagnóstico significa agir com mais rapidez diante da circulação do vírus, fortalecendo a prevenção e protegendo a população. O Estado ganha autonomia técnica e mais eficiência no enfrentamento das arboviroses”, disse.

A vigilância da febre amarela em primatas não humanos, como bugios, macacos-prego e micos, é considerada estratégica para a saúde pública. Esses animais funcionam como sentinelas da circulação viral, indicando precocemente a presença do vírus em determinada região, muitas vezes antes do surgimento de casos em humanos.

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Sempre que um primata é encontrado doente ou morto, as equipes de vigilância ativam um protocolo de investigação específico. Esse protocolo inclui a coleta de amostras biológicas, que deve ser realizada preferencialmente em até 24 horas. O material coletado é enviado ao Lacen/PR, onde é processado para o exame de RT-qPCR, que identifica a presença do vírus da febre amarela. Paralelamente, parte da investigação é conduzida em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pelas análises histopatológicas e de imuno-histoquímica dos órgãos coletados.

Célia Fagundes da Cruz, diretora do Lacen-PR, enfatiza o papel crucial da unidade no suporte diagnóstico e sua consolidação como referência em nível nacional. “O laboratório hoje é o coração de uma rede que garante dados precisos e alta tecnologia para a saúde pública, resultado dos recentes investimentos do Governo do Estado que promoveram uma reestruturação, potencializando a precisão e a excelência dos serviços prestados à população”, afirmou.

Com a redução do prazo para liberação dos resultados, o Estado ganha mais rapidez para orientar medidas de prevenção, intensificar ações de vacinação e reforçar o monitoramento em áreas com circulação viral.

É importante ressaltar, diz o diretor técnico da Divisão de Vigilância Laboratorial do Lacen/PR, André Dedecek, que a Fiocruz-PR permanece como a grande referência laboratorial regional para essas doenças. Dentro do fluxo de vigilância, todas as amostras que apresentarem resultado positivo nos primatas não humanos (PNH) são encaminhadas imediatamente para a Fiocruz. Lá, os especialistas fazem o sequenciamento genético, um passo essencial para monitorar possíveis mutações do vírus e entender como estão se espalhando pela região.

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André Dedecek diz que o Lacen/PR agora tem a autonomia técnica para processar o diagnóstico molecular da febre amarela com a rapidez que a vigilância epidemiológica exige. “Os primatas não humanos são nossos sentinelas, e reduzir o tempo de resposta laboratorial permite que nossas equipes atuem de forma imediata e estratégica nos territórios monitorados”.

Além dessa novidade, o Lacen segue para a próxima etapa do cronograma técnico que prevê a inclusão da detecção do vírus Oropouche dentro deste mesmo processo. Na prática, isso significa que, em breve, será possível identificar dois dos principais arbovírus em circulação utilizando uma única reação. Essa inovação trará muito mais agilidade aos resultados, permitindo que o sistema de saúde responda com rapidez e precisão aos desafios epidemiológicos da nossa região.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que os primatas não transmitem febre amarela para humanos. A infecção ocorre por meio da picada de mosquitos silvestres infectados. A orientação é para que a população comunique imediatamente às secretarias municipais de saúde ou órgãos ambientais casos de macacos encontrados mortos ou debilitados.

Fonte: Governo PR

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