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Sanepar elimina no tratamento substância que causou sabor e odor na água em Ponta Grossa

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A Sanepar confirmou nesta semana que as otimizações do processo de tratamento realizado na Estação de Tratamento de Água (ETA), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, conseguiram eliminar em 100% a presença da substância geosmina, que vinha alterando a percepção de sabor e odor na água distribuída.

Desde o último domingo (1º), as análises da Companhia vinham indicando a eficácia das medidas adotadas, com significativo aumento na remoção da substância durante o processo de tratamento, que chegou a zero. Desta forma, a Sanepar consolida a normalização das características da água distribuída aos ponta-grossenses, inclusive àqueles com percepção sensorial mais apurada.

“Nossa prioridade absoluta é a estabilidade do sistema. Com as medidas que tomamos, os monitoramentos indicam que a crise da floração de algas foi vencida pela nossa operação técnica. A população sempre pode ter a segurança de que a água que sai da Estação de Tratamento de Água permanece com qualidade”, afirma a superintendente da Sanepar na Região Sudeste, Simone Alvarenga de Campos. 

Desde que as análises apontaram a hiperfloração de cianobactérias na Represa de Alagados – intensificada pela insolação e estiagem na região da bacia hidrográfica -, a Sanepar adotou soluções operacionais para minimizar a percepção de odor e sabor na água.

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A aplicação do carvão ativado nas captações, com adequações no seu ponto de inserção e ajuste rigoroso na dosagem do dióxido de cloro, foram estratégias fundamentais para superar o problema. A empresa também reduziu a adução da captação Alagados, de 28% para 12%, nos momentos mais críticos. 

EVENTO INÉDITO – A gerente de Avaliação de Conformidades da Sanepar, a bioquímica Cynthia Malaghini, revela que Ponta Grossa enfrentou uma situação sem precedentes na história do estado. 

“Enquanto o volume histórico de cianobactérias em Ponta Grossa costuma variar entre 100 e 150 mil células, este ano os índices saltaram para quase 300 mil. Essa hiperfloração elevou a concentração de geosmina a um patamar excepcional, o dobro que a enfrentada pela CEDAE, na crise vivida pela Estação Guandu, no Rio de Janeiro, em 2021”, compara. 

Cynthia destaca que o olfato e o paladar humano são extremamente sensíveis à substância geosmina. “Há pessoas que conseguem sentir o cheiro e o gosto de terra em uma concentração de 1 nanograma por litro. É como se fosse um grão de açúcar em uma piscina olímpica. Por isso, mesmo com a água dentro de todos os parâmetros de potabilidade, alguns consumidores ainda puderam sentir essa alteração, que agora foi totalmente eliminada no processo de tratamento”, explica.

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SEGURANÇA HÍDRICA – Embora tenha eliminado a substância no tratamento, a Sanepar segue atuando para evitar que futuras oscilações climáticas ou biológicas voltem a impactar o sistema. Entre as principais medidas, a Companhia contratou uma consultoria especializada para aperfeiçoamento dos processos, que já iniciou o trabalho diagnóstico. Também vai realizar a perfuração de seis novos poços, em diferentes regiões de Ponta Grossa, para diversificar as fontes de abastecimento e reduzir a dependência da Represa de Alagados. A Companhia também está trabalhando para viabilizar, em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), uma tecnologia canadense inovadora, que emite de ondas eletromagnéticas de baixa potência para a Represa de Alagados.

AÇÃO CONJUNTA – Em paralelo, a Sanepar também vem promovendo uma ação conjunta entre diferentes instituições, como IDR, Simepar, IAT e Adapar, na implementação do Plano de Segurança da Água para a gestão de riscos e conservação da bacia hidrográfica. O trabalho de diagnóstico vem sendo feito há um ano. A etapa atual deve envolver a sociedade civil, conselhos municipais e os diversos usuários da região da bacia hidrográfica nos municípios de Ponta Grossa, Carambeí e Castro para a preservação da qualidade da água in natura.

Fonte: Governo PR

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Em novo edital, Sanepar disponibiliza 1,5 mil toneladas de biossólido para a agricultura

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A Sanepar abriu nesta terça-feira (16) um novo credenciamento para uso do SaneBio, o biossólido fertilizante para culturas agrícolas produzido a partir do tratamento de esgoto. Produtores rurais e empresas de qualquer porte podem solicitar o credenciamento e garantir, mediante pagamento do Valor Básico de Disponibilidade (VBD), o material produzido nas unidades de Campo Mourão, Cianorte, Nova Londrina e Umuarama.

O primeiro edital de credenciamento aconteceu em março com oferta de 1,2 mil toneladas, sendo que todo volume disponível foi reservado. Nesta segunda chamada, a Sanepar aumentou o volume para 1,5 mil toneladas. Além disso, ampliou as categorias disponíveis. Além do SaneBio Tipo A — indicado para a maioria dos cultivos agrícolas, florestais e de fruticultura, conforme a legislação —, o edital passa a ofertar o Tipo B, de uso exclusivo no cultivo de cana-de-açúcar com finalidade sucroalcooleira.

Ao todo, são sete apresentações, que variam conforme o teor de sólidos e o tratamento, com valor de disponibilidade variando entre R$ 20 e R$ 100 por tonelada. O transporte pode ser próprio (licenciado), de empresas terceirizadas devidamente licenciadas ou contratado da Sanepar.

“Ao ampliar o atendimento ao setor sucroalcooleiro, abrimos caminho para novas e promissoras parcerias entre a Sanepar e os produtores rurais. O SaneBio consolida-se como uma solução altamente eficaz e ambientalmente segura para a destinação de resíduos, além de serem comprovados os índices de aumento de produtividade e competitividade para o agronegócio paranaense”, explica o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

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Para participar, o interessado preenche o formulário no site da Companhia, anexa a análise de fertilidade do solo da área e indica a cultura e o tamanho da área de aplicação. A Sanepar analisa a documentação e, havendo habilitação, emite a fatura de reserva, com pagamento em até 10 dias corridos. As solicitações são atendidas por ordem cronológica de inscrição e, para que mais pessoas tenham acesso, o edital prevê limites mínimos e máximos de reserva.

A modalidade gratuita para pequenos produtores continua ativa, por meio do programa de destinação agrícola do lodo.

O PROGRAMA – O SaneBio é tratado e higienizado sob rigorosos padrões técnicos e ambientais. Rico em matéria orgânica, nitrogênio, fósforo, cálcio, magnésio, enxofre e micronutrientes, o biossólido contribui para a fertilidade do solo e pode reduzir custos com fertilizantes e corretivos. Quando higienizado com cal, ele também atua na correção da acidez. Cada lote é acompanhado de um laudo analítico realizado previamente pela Companhia, e a aplicação segue projeto agronômico elaborado pela Sanepar.

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A destinação final do material proveniente do tratamento de esgoto é um dos maiores desafios do saneamento básico mundial. Apenas no ano passado, o gerenciamento de quase 300 mil toneladas de lodo úmido geradas nas 269 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Sanepar demandou um investimento superior a R$ 60 milhões.

“Através desse projeto de valoração do lodo de esgoto SaneBio, a Sanepar eleva sua eficiência, reduzindo custos e gerando receitas acessórias, ao mesmo tempo em que garante ao produtor rural o lodo para uso agrícola, a garantia do recebimento de um insumo agrícola de alta qualidade em sua propriedade, com preço competitivo e previsibilidade para o planejamento da próxima safra agrícola”, explica o engenheiro agrônomo Marco Aurelio Knopik, que orienta o projeto na região Noroeste do Paraná.

Fonte: Governo PR

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