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Sanepar disponibiliza sistema de monitoramento de bacias para Defesa Civil do Paraná

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A Sanepar disponibilizou um sistema de monitoramento de bacias hidrográficas para a Defesa Civil do Paraná. O chamado Infohidro monitora em tempo real as condições hidrometeorológicas nas bacias do Estado. Estações meteorológicas e telemétricas instaladas em todas as regiões enviam dados sobre volume de chuvas, vazão dos corpos hídricos, projeções hidrológicas, além de indicar previsão para sete dias.

A ferramenta foi desenvolvida em parceria com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e o Instituto Água e Terra (IAT) e é utilizada pela Sanepar para a operação dos sistemas de abastecimento de água e de diluição do efluente de esgoto. Para a Defesa Civil, os dados irão contribuir para a gestão de risco de desastres em situações de extremos climáticos.

“As mudanças climáticas vêm acelerando a ocorrência dos ciclos de estiagens e cheias, o que requer um monitoramento preciso e em tempo real a fim de agilizarmos o tempo de resposta”, afirma o diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile.

Nesta quarta-feira (11), o presidente se reuniu com o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, e o coordenador executivo Adriano de Melo, juntamente com o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky, a gerente de Recursos Hídricos, Ester Assis Mendes, e o coordenador de Recursos Hídricos, Raul Marcon, com o objetivo de detalhar essa cooperação técnica. No período da tarde, técnicos da Sanepar treinaram a equipe da Defesa Civil para o uso do Infohidro.

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“Para nós, da Defesa Civil, essa ferramenta irá colaborar para melhorar a previsão de situações que requeiram ações antecipadas. Vai facilitar a gestão dos riscos”, destaca o coronel Schunig.

BARRAGEM PIRAQUARA – A Sanepar também comunicou à Defesa Civil que, na semana passada, interrompeu os serviços de manutenção periódica da Barragem de Piraquara II, que mantinham o nível em 70%. Com a suspensão do serviço, a barragem voltou a armazenar a carga de chuvas. Desde a suspensão, a barragem acumulou cerca de 5 bilhões de litros de água. O processo de manutenção será retomado após o período de alta pluviosidade.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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