Brasil
Salão do Turismo promove capacitação inédita para gestores, empresários e profissionais do setor
Pela primeira vez na história, o Salão do Turismo vai promover uma capacitação estratégica voltada a gestores, empresários, representantes do poder público, estudantes, governança e profissionais que atuam no setor. A qualificação vai ocorrer durante a realização do 3º Seminário Nacional de Regionalização do Turismo.
O Salão é organizado pelo Ministério do Turismo e será realizado de 7 a 9 de maio no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.
Serão abordados temas como inovação, inclusão, avanços de tecnologias e uso de inteligência artificial no turismo. Também haverá momentos para troca de conhecimentos e experiências entre participantes das cinco regiões do Brasil, com apresentações de boas práticas.
No âmbito de inovação, por exemplo, será debatida a criação de rotas de observação de aves.
Em relação à inclusão a capacitação abordará o afroturismo (focado na valorização da ancestralidade, história e cultura da comunidade negra) – com apresentação de cases de sucesso no país. Também será trabalhado o turismo inclusivo e neurodiversidade (como vetor de transformação social).
Em avanços de tecnologias, os participantes vão aprender como usar novas ferramentas tecnológicas para tornar os destinos mais competitivos.
Outro tema que será discutido é o uso de inteligência artificial no turismo. A qualificação levará informações sobre o uso de Sistemas de Inteligência Turística (SITs) – que são plataformas tecnológicas e ferramentas de gestão para consolidar, analisar e transformar grandes volumes de dados (big data) em informações estratégicas para o setor.
O seminário terá, também, uma palestrada ministrada pelos ministérios do Turismo e do Meio Ambiente sobre trilhas de longo curso.
Entre outros temas estão, ainda, a valorização de patrimônios culturais, e captação de recursos e caminhos para estruturação de projetos turísticos em municípios e regiões.
Seminário
A qualificação ocorrerá dentro do Salão, durante 3º Seminário Nacional de Regionalização do Turismo. É a primeira vez que o Salão do Turismo será promovido no Nordeste brasileiro.
O seminário é uma iniciativa compartilhada entre o Ministério do Turismo, interlocutores estaduais e as Instâncias de Governança Regionais (IGRs), funcionando como um canal direto de diálogo para o avanço das políticas do setor e o fortalecimento da comunicação entre os gestores do turismo dos municípios, das regiões turísticas e o Ministério do Turismo.
As IGRs são organizações compostas por representantes do poder público, setor privado e sociedade civil, responsáveis por coordenar o turismo em uma região específica. Elas atuam de forma colaborativa para planejar, gerenciar e promover o desenvolvimento turístico integrado entre municípios vizinhos.
O público-alvo do seminário são os secretários estaduais de turismo, presidentes das Instâncias de Governanças Regionais – IGR’s (gestores públicos e privados), interlocutores estaduais do Programa de Regionalização do Turismo, gestores municipais de turismo (secretários, diretores e técnicos), representantes de conselhos municipais de turismo (COMTURs) e membros da Câmara Temática da Regionalização do Turismo.
O evento
Considerado o maior evento do setor, o Salão do Turismo reunirá representantes de todos os 26 estados e do Distrito Federal, e contará com espaços de manifestações culturais, artesanato, culinária e experiências imersivas, funcionando como um grande centro de oportunidades para o turismo e para os visitantes.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
É falso que o Ministério do Turismo vai monitorar dados pessoais de turistas; confira tudo sobre a Ficha Digital de Hóspedes
Meios de hospedagem de todo o Brasil, como hotéis, pousadas, hostels e resorts, vêm implementando a nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNHR). O que antes era feito no papel, tomando tempo de turistas e gerando custos ao setor, agora é feito em formato 100% digital, que agiliza a identificação de clientes cumprindo rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Inspirada nos check-ins de aeroportos, a plataforma passou a ser exigida desde segunda-feira (20). A ficha digital é preenchida pelo hóspede, que pode digitar as informações ou optar pelo preenchimento automático pelo Gov.br.
A FNRH Digital foi desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e pode ser preenchida antes da chegada no hotel, por link enviado pela hospedagem, ou direto no balcão da recepção, por meio de um QRCode. Pessoas sem celular podem fazer pelo serviço próprio da hospedagem.
A nova Ficha Digital de Hóspedes foi aprovada pelo Congresso Nacional (deputados[a] e senadores[a]) e sancionada em 2024 pela Presidência da República, e foi apoiada pelo setor. O processo de adesão da hotelaria à ferramenta – iniciado ainda em novembro do ano passado, com a permanente orientação do Ministério ao setor – marca o fim da era do papel e da burocracia desnecessária no balcão dos empreendimentos de norte a sul do país.
Aos viajantes, o benefício é imediato: rapidez. Com o sistema, o check-in agora pode ser concluído em segundos. Já para os meios de hospedagem, a plataforma representa redução de custos, eliminando a necessidade de se manter arquivos físicos por longos períodos.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça a segurança do novo sistema e incentiva a adequação da hotelaria.
“Todo o sistema foi construído sob o rigor da LGPD, com dados criptografados e total respeito à privacidade. O que estamos fazendo é usar a tecnologia para facilitar a vida do hóspede e profissionalizar o setor, garantindo que ele esteja preparado para oferecer as melhores experiências possíveis aos seus clientes. Especialmente no momento em que o turismo brasileiro vem alcançando recordes históricos de desempenho”, destaca o ministro.
A VERDADE SOBRE A FICHA – Para que hóspedes e hoteleiros possam aproveitar as vantagens da nova ficha digital de registro, o Ministério do Turismo esclarece alguns dos principais pontos da ferramenta e desmente falsas informações sobre a plataforma. Confira!
– A coleta de dados de hóspedes começou com a nova FNRH Digital?
Não. A Lei Geral do Turismo de 2008 definiu o envio de dados ao Ministério do Turismo, e a portaria nº 41 do Ministério do Turismo, de 14 de novembro de 2025, apenas estabeleceu a digitalização do processo, tornando-o mais rápido e seguro.
– O sistema permite a apropriação indevida de dados?
Não. O Gov.br funciona somente como um validador de identidade. O sistema apenas confirma o CPF do hóspede para evitar fraudes e erros de preenchimento, garantindo que o cliente é quem diz ser.
– As informações recolhidas pelo sistema ficam expostas?
Não. Os registros são criptografados e armazenados no banco de dados do Serpro. O Ministério do Turismo acessa apenas dados macro (quantitativos); dados individuais só são acessados por ordem judicial ou policial, como já ocorre hoje.
– A ferramenta colhe informações sobre gastos dos hóspedes?
Não. A FNRH Digital não coleta dados a respeito de despesas dos hóspedes. Ela serve exclusivamente para estatísticas oficiais de fluxo turístico e apoio à segurança pública.
– O check-in vai ficar mais difícil com a nova ficha digital?
Não. Quem utiliza a conta Gov.br finaliza o registro em segundos. O processo é antecipado via sistema Gov.br e concluído por meio da leitura de QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo próprio estabelecimento.
– É obrigatório fazer o check-in antes de chegar ao meio de hospedagem?
Não. O check-in pode ser feito previamente ou, caso o hóspede prefira, é possível optar pelo preenchimento digital já no hotel, com auxílio do atendente diretamente no balcão do estabelecimento.
– O novo sistema é pago pelo meio de hospedagem?
Não. O sistema oficial é gratuito, o Ministério do Turismo não cobra pelo acesso. Eventuais custos dependem apenas do contrato do hotel com seus fornecedores de softwares de gestão (PMS).
– Hoteleiros ainda podem aderir ao sistema da FNRH Digital?
Sim, empreendimentos não adequados ainda podem fazê-lo. O Ministério do Turismo reforça que está à disposição da hotelaria de todo o país para orientar o processo de transição.
– Como o Ministério do Turismo vem acompanhando a transição?
O foco inicial é sensibilizar o setor quanto à necessidade de adaptação, conscientizando quanto aos benefícios da utilização do sistema para seus hóspedes e a gestão dos próprios negócios.
ORIENTAÇÕES – O Ministério reitera que o processo de transição para a nova FNRH Digital exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.
A Pasta disponibiliza uma página eletrônica com todo o passo a passo da ferramenta para hóspedes e hoteleiros. (Acesse AQUI)
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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