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Safra de Café 2026/27 é Beneficiada por Chuvas e Expectativa de Produção Recorde

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A safra brasileira de café 2026/27 apresenta sinais positivos com as recentes chuvas nas principais regiões produtoras, mas o mercado ainda enfrenta forte volatilidade. Produtores e investidores seguem atentos ao clima e às negociações nas bolsas internacionais, em um cenário de ampla oferta e oscilações nos preços.

Chuvas impulsionam produção de arábica e podem levar a safra recorde

As precipitações deste mês têm favorecido o desenvolvimento do café, especialmente nas regiões produtoras de arábica. De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as chuvas aumentam a expectativa de uma safra que pode superar 60 milhões de sacas — a primeira desde 2020/21 — somando arábica e robusta, o que representaria um recorde histórico.

Dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mostram que, em fevereiro, Marília (SP) registrou 154,5 mm de chuva. Outros pontos com volumes significativos incluem a Mogiana Paulista, o Cerrado Mineiro e o Sul de Minas.

Nas regiões produtoras de robusta, que iniciam a colheita a partir de abril, os volumes de chuvas em fevereiro foram inferiores aos de janeiro. Em municípios do norte do Espírito Santo, como Linhares, o excesso de precipitação no fim de janeiro (370,6 mm) seguido de um fevereiro mais seco (13 mm) pode prejudicar o desenvolvimento de alguns talhões e favorecer doenças.

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O monitoramento climático segue sendo essencial, principalmente durante a fase final de enchimento dos grãos de arábica.

Mercado de café segue volátil com atenção ao clima e estoques

Os preços do café continuam com forte volatilidade, refletindo expectativas de safra maior e sensibilidade às informações climáticas e econômicas. Na manhã de quarta-feira (25), as cotações nas bolsas internacionais apresentavam movimentos divergentes.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, a melhora nas condições climáticas e a perspectiva de estoques mais confortáveis na Bolsa de Nova York trouxeram alívio ao mercado, mas as cotações permanecem sujeitas a correções rápidas, influenciadas também pela variação do dólar.

Conforme o Climatempo, Minas Gerais, principal produtor de arábica do país, registrou 62,8 mm de chuva na semana encerrada em 13 de fevereiro, 138% acima da média histórica, reforçando o otimismo quanto à produção.

Cotação do café: arábica e robusta apresentam oscilações

Na manhã desta quarta-feira (25), os contratos de café registravam os seguintes valores:

  • Arábica (cents/lbp): março/26 +710 pontos (288,25), maio/26 -130 pontos (284,20), julho/26 -105 pontos (279,25)
  • Robusta (US$/t): março/26 +17 (3.680), maio/26 +9 (3.649), julho/26 +11 (3.581)
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A movimentação demonstra a sensibilidade do mercado a fatores como clima, volume de estoques e variação cambial, reforçando a necessidade de acompanhamento contínuo por produtores e investidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

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Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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