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Agro

Safra 2025 exige inteligência financeira para enfrentar desafios do agro

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O agro brasileiro enfrenta um cenário desafiador em 2025, marcado por câmbio volátil, inflação elevada e juros altos, fatores que impactam diretamente o planejamento da safra. Segundo Marcos Dallagnese, diretor Comercial da Orbia, maior plataforma digital integrada do agronegócio na América Latina, essa conjuntura exige que os produtores adotem estratégias mais inteligentes de financiamento para garantir a condução eficiente da safra.

“Apesar da resiliência histórica do setor, em 2025 só ela não basta: o jogo agora se vence com inteligência financeira somada à digitalização”, afirma Dallagnese.

Plano Safra 2025/26: recorde de recursos ainda não cobre demanda

O Plano Safra 2025/26 alcançou um recorde de R$ 516,2 bilhões, mas os recursos ainda não atendem totalmente à demanda do setor, principalmente nas linhas de investimento e equalização de juros. Produtores com menor poder de negociação ficam mais expostos às variações de custo, levando muitos a buscar alternativas privadas, como cooperativas de crédito, bancos digitais e tradings, aumentando a transparência e competitividade no agro.

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Plataformas digitais como aliadas estratégicas

Soluções financeiras digitais, como a Orbia Pag, surgem como ferramentas importantes, oferecendo meios de pagamento digitais, antecipação de recebíveis e taxas competitivas. Esses recursos complementam o crédito oficial, facilitam a aquisição de insumos e reduzem a burocracia, garantindo previsibilidade e liquidez para o produtor rural.

Diversificação e tecnologia são essenciais para o sucesso

Para enfrentar o contexto atual, Dallagnese reforça que o produtor deve diversificar fontes de financiamento e usar tecnologia para aumentar a eficiência. No agro brasileiro, a combinação de resiliência, inteligência financeira e digitalização se mostra essencial para superar os desafios e garantir crescimento sustentável na safra de 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Espírito Santo crescem 97% em maio e acumulam mais de 2 milhões de sacas em 2026

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As exportações de café do Espírito Santo seguem em ritmo acelerado em 2026, consolidando o estado como um dos principais polos exportadores do Brasil. Em maio, os embarques somaram 549 mil sacas, alta de 97% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando o forte desempenho do setor no acumulado do ano.

No período de janeiro a maio de 2026, o volume total exportado ultrapassou 2,03 milhões de sacas, o equivalente a cerca de 48% de todo o volume exportado no ano anterior, evidenciando uma expansão consistente da demanda internacional pelo café capixaba.

Conilon lidera crescimento e impulsiona resultado do estado

O desempenho foi puxado principalmente pelo café conilon, que respondeu pela maior parte do volume embarcado. Em maio, foram exportadas 444 mil sacas da variedade, mesmo com leve queda de 4% frente ao mês anterior, mas com alta expressiva na comparação anual.

O café arábica também teve avanço relevante, com 67 mil sacas embarcadas em maio, crescimento de 26% na comparação mensal. Já o café solúvel somou 48 mil sacas, com alta de 51%, mostrando recuperação no segmento industrializado.

Em termos de receita, as exportações do mês ultrapassaram US$ 128 milhões, com destaque para o conilon, que respondeu por US$ 94 milhões, seguido pelo arábica com US$ 23 milhões e pelo solúvel com US$ 11 milhões.

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Crescimento expressivo no acumulado de 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o Espírito Santo exportou mais de 2 milhões de sacas de café, um crescimento de 78% em relação ao mesmo período do ano passado.

O conilon liderou com 1,5 milhão de sacas (+122%), seguido pelo arábica com 287 mil sacas (+18%) e pelo solúvel com 166 mil sacas (-12%).

A receita total no período ultrapassou US$ 509 milhões, alta de 39% na comparação anual. O conilon respondeu por US$ 364 milhões (+65%), o arábica por US$ 107 milhões (+14%) e o solúvel por US$ 39 milhões (-28%).

Principais destinos do café capixaba

Em maio de 2026, os embarques tiveram como principais destinos mercados estratégicos da Ásia, Europa e Américas.

Entre os países compradores, destaque para:

  • Espanha: 13% das exportações totais
  • Estados Unidos: 13%
  • México: 12%
  • Alemanha: 10%
  • Colômbia: 7%
  • Turquia: 6%
  • Itália: 6%
  • Bélgica: 5,5%
  • Argentina: 5%
  • Indonésia: 3%

Esses mercados concentraram cerca de 80,5% de todo o café exportado pelo estado no mês.

Na segmentação por tipo de café, a Turquia liderou as importações de arábica, enquanto a Espanha foi o principal destino do conilon. Já o café solúvel teve como principal comprador os Estados Unidos.

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No acumulado do ano, a Colômbia lidera as importações totais, seguida por México, Reino Unido, Espanha e outros mercados relevantes da Europa e América Latina.

Panorama do mercado internacional e bolsas globais

No cenário financeiro mais recente, os mercados internacionais operam com movimentos mistos, refletindo a cautela dos investidores diante de dados econômicos globais e expectativas sobre juros nas principais economias.

As bolsas da Europa apresentam variações moderadas, com investidores acompanhando indicadores de inflação e crescimento. Nos Estados Unidos, os índices futuros sinalizam ajustes após sessões de volatilidade, com o mercado atento à política monetária do Federal Reserve.

No Brasil, o mercado financeiro também registra comportamento cauteloso, com investidores monitorando o câmbio e os desdobramentos do cenário externo, fatores que influenciam diretamente o fluxo de exportações agrícolas, incluindo o café.

Perspectiva para o setor

O forte crescimento das exportações de café do Espírito Santo reforça a competitividade do estado no mercado internacional, especialmente no segmento de conilon, que segue ganhando espaço em importantes destinos globais.

A tendência é de manutenção de um ambiente favorável para exportações ao longo de 2026, sustentado pela demanda externa firme e pela diversificação de mercados compradores, mesmo diante de um cenário global de maior volatilidade financeira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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