Paraná
Rio Bonito do Iguaçu: quinze casas novas estão em construção na cidade
Passados dois meses do tornado que destruiu grande parte do município de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, a construção das casas contratadas pelo Governo do Estado continua. Até esta quarta-feira (7), 15 já foram erguidas e estão em diferentes fases de acabamento, sendo que uma delas foi finalizada e passa por vistoria pelos engenheiros da Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná) antes de ser entregue.
Os trabalhos continuaram inclusive durante o fim de ano nos terrenos liberados pela Prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu em parceria com a Cohapar, esta última responsável pelo gerenciamento das obras e o cadastro das famílias atingidas pelo fenômeno climático. Até 11 de dezembro de 2025 eram cinco casas construídas, ou seja, em menos de um mês outras 10 foram levantadas.
Essa rapidez é possível graças ao modelo construtivo das unidades, construídas no sistema light wood frame, que utiliza painéis pré-fabricados para formar a estrutura das paredes. Diferente da alvenaria tradicional, esse método permite que as peças sejam produzidas e transportadas prontas para montagem no local, garantindo rapidez, alta precisão e menor desperdício. Também oferece conforto térmico/acústico, melhorando a sensação térmica tanto em períodos de frio quanto de calor.
De acordo com o superintendente de Programas da Cohapar, Kerwin Kuhlemann, com o início do ano o objetivo é dar mais celeridade a esse processo. “Estamos trabalhando para liberar cada vez mais terrenos. Existem duas áreas da prefeitura onde está sendo realizada a terraplenagem e compactação do solo para a implantação das casas. Assim que esse trabalho for finalizado pelo município devemos ganhar ainda mais agilidade”, destacou.
Os moradores que são proprietários de terrenos adequados estão ganhando um novo teto no mesmo local. Aqueles que não possuem uma área própria terão suas moradias instaladas em uma região doada pela prefeitura e que ainda está sendo preparada. A área de cada unidade tem três variações: 45 m², 48 m² e 50 m². As casas contam com sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço. O prazo para a Tecverde, empresa contratada para realizar os serviços entregar as 320 unidades, é de 180 dias. O investimento é de R$ 44 milhões.
A construção das unidades segue uma ordem definida após 1,5 mil vistorias feitas em imóveis, realizadas pela Defesa Civil do Paraná e Cohapar, em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR) e Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (Ibape-PR).
OUTROS AUXÍLIOS – O Governo do Estado também já destinou R$ 21 milhões em ações de apoio às famílias de Rio Bonito do Iguaçu por meio dos programas Reconstrução e Superação, coordenados pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef).
Pelo Reconstrução, o Estado alocou R$ 17,8 milhões, sendo que R$ 15,1 milhões estão sendo aplicados diretamente na reconstrução de casas por meio do carregamento de 592 cartões entregues aos beneficiários. Outros R$ 2,7 milhões foram liberados especificamente para a compra de materiais de construção, por meio dos vouchers de serviço. Os valores dos benefícios individuais variam entre R$ 20 mil e R$ 50 mil, conforme o grau de dano identificado em cada imóvel.
Já o Programa Superação soma R$ 3,2 milhões destinados a 1.812 famílias do município. O auxílio prevê o pagamento de seis parcelas mensais de R$ 1 mil, com o objetivo de oferecer suporte financeiro imediato e ajudar na reorganização da vida das pessoas afetadas. Até o momento, foram liberados R$ 1,8 milhão referentes à primeira parcela (lotes 1 a 5) e R$ 1,4 milhão da segunda (lotes 1 a 4).
Fonte: Governo PR
Paraná
Com Ponte de Guaratuba, Maratona Internacional do Paraná se torna marco do Esporte no Estado
Guaratuba e Matinhos voltaram a ser o cenário do atletismo paranaense na manhã deste domingo (3) no encerramento da Maratona Internacional do Paraná (MIP). As provas de 10 km e a maratona (42 km) tiveram largadas a partir das 6h, reunindo corredores de elite, atletas com deficiência (ACD), amadores de diversas regiões e o pelotão da inclusão.
Assim como nas provas de sábado (2), a recém-inaugurada Ponte de Guaratuba voltou a ser o grande atrativo no trajeto dos corredores neste domingo. O percurso consolidou o evento como um marco para o esporte e para a infraestrutura do Estado, atraindo cerca de 20 mil atletas ao longo dos dois dias de competição.
Mesmo sob céu fechado, garoa e ventos fortes, a passagem pelo vão da ponte foi o ponto alto do trajeto, transformando o rigor físico da maratona em um momento de contemplação de um dos cenários mais emblemáticos do Paraná. Para Daniele Rodrigues, de 40 anos, moradora de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, a vista da estrutura é de tirar o fôlego: “O percurso foi lindíssimo, com a orla e a nova ponte. Foi sensacional”, comemorou.
DESAFIO TÉCNICO — Nos 10 km, o trajeto contou com duas subidas e duas descidas entre a ida e a volta, exigindo um preparo físico intermediário. Além do relevo, o vento costeiro e a alta umidade foram os principais obstáculos para os corredores.
Gustavo Bruisma, de 20 anos, natural de Pato Branco, no Sudoeste, destacou que a primeira metade da prova foi a mais exigente. “O maior desafio, no meu ponto de vista, foi o vento contra em alguns trechos”, relatou. “Quanto às subidas, foram difíceis, mas quem corre na região Sudoeste do Paraná já está acostumado”, brincou o atleta.
Já na prova principal (42 km), os maratonistas enfrentaram duas subidas acentuadas localizadas antes e depois da travessia da ponte. No total, o ganho de elevação foi de 232 metros, o que exigiu estratégia e controle rigoroso de ritmo para evitar o desgaste precoce.
Apesar do esforço nas inclinações, os corredores foram recompensados com extensos trechos planos pelas orlas de Matinhos e Guaratuba, setores que favoreceram a recuperação do fôlego e a manutenção da velocidade. A altimetria foi dividida em três fases: um início oscilante, um trecho intermediário com nova inclinação acentuada e uma reta final plana, permitindo que os atletas administrassem o fôlego ou acelerassem nos quilômetros decisivos.
INSPIRAÇÃO E APOIO — O suporte de quem está fora das pistas é essencial para quem corre. Jessica Rodrigues da Silva, 27 anos, moradora de Curitiba, acordou cedo, às 4h40, para apoiar o companheiro, Davi Rodrigues de Azevedo, em sua estreia nos 10 km. “Ele começou a correr há pouco tempo e já está completando uma prova com esse trajeto. É gratificante ver ele competir”, afirmou.
O exemplo também arrasta famílias inteiras. Gustavo Bruisma começou a correr em 2023 e já influenciou pais e irmãos. Para ele, a constância é o segredo: “Coloque um tênis, intercale corrida e caminhada. Daqui a alguns dias, pode ser você aqui fazendo história”, incentivou.
“A corrida é uma cura, uma terapia. Às vezes você acha que não vai dar conta pelo cansaço, mas a sensação ao terminar é sempre boa. Não desista no começo”, finalizou Daniele Rodrigues.
CAMPEÕES BRASILEIROS — A premiação total ultrapassa os R$ 300 mil. O destaque fica para os campeões da maratona (42 km), que receberam R$ 50 mil cada nas categorias masculina e feminina, além de bônus de R$ 10 mil para o primeiro brasileiro e a primeira brasileira a cruzar a linha de chegada.
O primeiro lugar masculino na prova da maratona foi para o pernambucano José Márcio Leão da Silva, que completou a maratona em 2h19m33s. Já na categoria feminina, a colocação principal foi para a amazonense Franciane Moura, com tempo de 2h44m18s.
MARATONA INTERNACIONAL DO PARANÁ — A Maratona Internacional do Paraná (MIP) foi realizada entre os dias 2 e 3 de maio de 2026, com percursos de 5 km, 21 km, 10 km e 42 km, entre as cidades de Guaratuba e Matinhos. A Ponte da Vitória, recém inaugurada, foi o ponto alto da prova.
Fonte: Governo PR
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