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Curitiba

Restaurantes e lanchonetes devem abrir até às 22 horas em Curitiba

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Após reunião nesta segunda-feira (15) entre a Prefeitura de Curitiba e representantes do comércio, duas entidades ligadas ao setor de bares e restaurantes confirmaram que o setor irá voltar a atender até às 22 horas.

Confirmaram a abertura de lanchonetes e restaurantes das 12 horas às 22 horas a Abrasel-PR (Associação Brasileiras de Bares e Restaurantes do Paraná ) e a Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas).

O presidente da Abrabar, Fábio Aguayo, afirmou que a mudança não é o suficiente para o setor e que a Prefeitura de Curitiba tem criminalizado de forma generalizada os proprietários desses estabelecimentos.

“Não é uma vitória. É apenas um alento. As pessoas precisam voltar a trabalhar e aí temos bares clandestinos trabalhando em Curitiba nessa pandemia, assim vai voltar o mundo do Al Capone. Quem é sério, que paga imposto não é valorizado, é demonizado e tratado como marginal”, pontuou Aguayo.

 

No sábado (13), a Prefeitura de Curitiba avaliou que os índices do novo coronavírus (Covid-19) na cidade chegaram ao nível de “alerta médio” e por isso era necessário que lanchonetes e restaurantes ficassem abertos ao público somente entre às 11 horas e 15 horas,

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Mas segundo a Abrasel e a Abrabar um novo decreto será assinado pela Prefeitura de Curitiba nos próximos dias permitindo o turno de dez horas desses estabelecimentos com portas abertas ao consumidor.

Procurada pela reportagem sobre a confirmação da elaboração de um novo decreto para lanchonetes e restaurantes, a Prefeitura de Curitiba não se posicionou sobre o tema.

Estimativa da Abrabar aponta que entre 17 mil a 20 mil pessoas perderam o emprego devido ao coronavírus em bares, casas noturnas e restaurantes de Curitiba. Desses, 30% não devem retomar suas vagas com a reabertura desses locais.

Nesta segunda-feira a Abrabar entrou com uma ação na Justiça para garantir o direito de manifestações em Curitiba. Mas Aguayo pediu desculpas ao prefeito de Curitiba, Rafael Greca, e a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, por ter ameaçado ambos de montar acampamentos na frente de suas residências.

“Às vezes usamos uma palavra, que no calor da emoção e colocamos todo o desabafo para fora. Vamos continuar nos manifestando dentro do ordenamento legal e sem ofender ninguém”, finalizou Aguayo.

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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