Paraná
Registros no cadastro de turismo crescem 73% no Paraná e mostram força do setor
O número de empresas e profissionais registrados no cadastro de prestadores de serviços turísticos (Cadastur) cresceu 73% no Paraná de 2018 a 2022. Passou de 5,1 mil para 8,8 mil cadastros, mesmo com a pandemia de Covid-19 em meio ao período. Curitiba foi a cidade que apresentou a maior evolução, seguida de Foz do Iguaçu, Maringá e Londrina.
Os dados constam no quarto Boletim de Dados Turísticos de 2023, elaborado pela secretaria estadual do Turismo (Setu), que traz uma análise estatística do setor. “Os dados são muito positivos, pois o Cadastur é um sistema criado pelo Ministério do Turismo com o objetivo de promover a qualidade dos serviços turísticos, fomentar o desenvolvimento do setor e facilitar o acesso ao crédito e ao financiamento para as empresas e profissionais credenciados”, explica o secretário do Turismo do Paraná, Marcio Nunes.
Segundo ele, a evolução no cadastramento reflete o trabalho que o Governo do Paraná vem realizando para o desenvolvimento turístico no Estado, desde 2019, com estímulo a investimentos em toda a cadeia produtiva. Ele ressalta a importância do cadastramento no Cadastur. “Com o cenário mostrado neste cadastro, podemos melhorar a qualidade dos serviços turísticos oferecidos no Estado”, afirma Nunes.
O diretor de Gestão e Inteligência Turística da Setu, Marcelo Martini, reforça que o Cadastur é importante porque comprova que o empreendimento turístico está legalmente constituído, que está em funcionamento e em operação. “Além disso, o cadastro disponibiliza informações ao turista sobre os prestadores de serviços cadastrados”, diz ele.
OBRIGATÓRIO – O Cadastur é obrigatório para as empresas que atuam diretamente com a atividade turística em diversas modalidades, como acampamentos, agências, guias, meios de hospedagem, organizadores de eventos, parques temáticos e transportadoras turísticas. Mesmo para atividades em que o cadastro não é obrigatório, como bares e restaurantes e locadoras de veículos, é importante que ele seja feito.
Entre as vantagens de estar registrado no Cadastur está o acesso a financiamentos, oportunidades de qualificação exclusivas, apoio em eventos, feiras e ações do Ministério do Turismo e do Governo do Paraná, além de visibilidade nos sites do governo federal e do próprio Cadastur.
CURITIBA NA FRENTE – O boletim traz um detalhamento do registro nos municípios das dezenove Regiões Turísticas do Paraná durante 2022. Curitiba foi a cidade com maior número de cadastros no ano (2.394), seguida por Foz do Iguaçu (1.597), Maringá (472) e Londrina (418). Ponta Grossa apresentou 263 cadastros; Cascavel, 181; e Prudentópolis, 119. As demais cidades apresentaram de 4 a 100 empresas ou profissionais da área de turismo cadastrados no sistema do Ministério do Turismo.
Esses municípios estão localizados nas seguintes regiões turísticas: RMC, Cataratas do Iguaçu e Caminhos de Itaipu; Encanto dos Ipês; Vale do Ivaí; Campos Gerais; Riqueza do Oeste; Terra dos Pinheirais; Litoral do Paraná; Norte do Paraná e Vales do Iguaçu.
O Cadastur também trouxe as informações sobre a quantidade de Cadastros Regulares e respectivas atividades. O número de guias de turismos cadastrados foi o que mais chamou atenção dentro do boletim, em especial na Região das Cataratas e Caminhos ao Lago de Itaipu: mais da metade dos cadastrados trabalham nessas regiões (1.020).
Em todo o Paraná são cadastrados 2.021 guias de turismo; 1.908 agências de viagens; 1.485 restaurantes, bares ou similares; 1.035 transportadoras de turistas; 658 meios de hospedagem; 535 prestadores especializados em segmentos turísticos e 466 organizadoras de eventos.
As outras atividades apontadas são: locadora de veículos para turistas (127); acampamento turístico (56); casa de espetáculos e equipamentos de animação turística (34); empreendimento de turismo náutico ou pesca desportiva (30); parque aquático (24); centro de convenções (16); parque temático (13).
No gráfico, pode-se observar que os números de novos cadastros realizados, renovados ou alterados seguem uma tendência ao longo do ano, sendo que os meses com os menores valores são janeiro e dezembro.
Fonte: Governo PR
Paraná
Após conclusão da ponte, Guaratuba vai ganhar complexo náutico na área do ferry boat
Com a inauguração e liberação do trânsito na Ponte de Guaratuba em poucos dias, o Governo do Estado já trabalha para garantir um uso adequado dos antigos espaços ocupados pela estrutura do ferry boat. A maior novidade é a construção de um complexo náutico ao lado do acesso da região central da cidade, que passará por uma revitalização completa.
A mudança marca uma nova fase para uma das regiões mais simbólicas de Guaratuba, que por décadas concentrou o fluxo de veículos e passageiros na travessia da baía. Com o avanço da infraestrutura no Litoral, o espaço antes dedicado ao transporte passa a ganhar uma nova função, ampliando o potencial econômico e turístico da cidade.
A previsão é que as obras tenham início a partir de 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.
O projeto já vem sendo trabalhado pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) há cerca de seis meses. Ele prevê a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público.
A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.
O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos.
A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados. Após a conclusão do projeto, o processo de concessão e a fiscalização do contrato serão conduzidos pela Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seil), já que as áreas do ferry boat pertencem ao Estado e são administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR).
Durante a obra, está prevista a geração de cerca de 1.425 empregos diretos e indiretos, o que deve injetar aproximadamente R$ 100 milhões em salários na economia local. Já na fase de operação, outros 695 postos de trabalho devem ser criados de forma direta e indireta.
PRÓXIMOS DIAS DO FERRY BOAT – A desmobilização do sistema atual será feita de forma gradual, garantindo uma transição segura entre os dois modelos de travessia.
Segundo o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti, a estrutura do ferry boat será mantida temporariamente para assegurar o atendimento à população durante o período de adaptação. “As duas áreas que são ocupadas pelo ferry boat num primeiro momento vão permanecer para que o ferry boat permaneça operacional, até que a gente possa adaptar o movimento em cima da ponte. Finalizada essa parte, vamos ter uma revitalização tanto do lado que dá acesso a Matinhos quanto do lado de Guaratuba”, afirmou.
Ele destacou que está prevista uma requalificação completa dos espaços, evitando o abandono deles após o fim da operação. “Do lado de Guaratuba teremos uma marina, área de convívio, espaços reservados ao setor privado e outros abertos ao público. Enfim, uma revitalização completa em ambos os lados da ponte”, acrescentou Furiatti.
MODELO DE CONCESSÃO – Dentro dessa estratégia de requalificação e atração de investimentos, o projeto foi estruturado para viabilizar a participação da iniciativa privada, por meio de um modelo de concessão. A modelagem é conduzida pela Secretaria de Estado do Planejamento, por meio do programa de parcerias.
De acordo com o chefe da Unidade Gestora do Programa de Parcerias do Paraná, Luiz Moraes Júnior, a iniciativa surgiu da necessidade de dar uma nova destinação a uma área estratégica da cidade. “Com a construção da ponte, o governo entendeu que o espaço onde hoje funcionava o ferry boat deveria ter uma nova utilidade. A partir daí começamos a planejar um complexo náutico que aproveitasse esse potencial”, explicou.
Ele ressaltou que a proposta vai além da marina e busca criar um novo ponto de referência no litoral paranaense. “Estamos pensando em um espaço que sirva para a comunidade e também para os turistas. Será uma orla pública com ciclovia, pista de caminhada, espaço pet, além de restaurantes, bares e lojas. Um ambiente amplo, como um grande espaço aberto de convivência”, disse.
A estrutura também deve atender a uma demanda antiga da região por infraestrutura náutica. “Hoje há uma procura grande por vagas para embarcações e falta estrutura adequada. O projeto vai permitir que moradores e visitantes utilizem melhor a baía de Guaratuba”, afirmou Moraes Júnior.
Além do uso turístico e comercial, o complexo prevê espaços públicos e de apoio a serviços essenciais. Estão previstos pontos para atuação do Corpo de Bombeiros, acessos para pescadores e moradores à baía de Guaratuba, além da possibilidade de uso por instituições como a Marinha do Brasil. Também está prevista a implantação de uma área para pequenos eventos públicos e privados, ampliando as possibilidades de uso ao longo do ano.
Como bem público, o complexo terá uma ampla área de livre circulação, reforçando a integração com a cidade e garantindo acesso democrático à nova estrutura, mesmo com a presença de empreendimentos comerciais.
PRÓXIMAS ETAPAS – O projeto já teve suas diretrizes aprovadas e agora avança para a fase externa, com a abertura de consulta pública e a realização de audiência em Guaratuba. A proposta é permitir a participação da população e de investidores interessados, possibilitando ajustes antes da versão final.
As contribuições devem ocorrer ao longo de um período de 30 dias, dentro de um cronograma que também prevê sondagem de mercado. Após essa etapa, o processo ainda passará por autorização legislativa e análise da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), até a publicação do edital de concessão, prevista para outubro de 2026.
A modelagem contou com estudos apresentados por empresas por meio de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), mecanismo que permite ao setor privado colaborar com levantamentos técnicos, análises de viabilidade e propostas de estruturação.
“Agora entramos em uma fase de escuta. Vamos abrir o projeto para contribuições e, a partir disso, consolidar uma versão final mais robusta”, explicou Moraes Júnior.
IMPACTO LOCAL – A iniciativa também é vista com otimismo pela administração municipal, que acompanha o avanço do processo e seus impactos diretos na cidade. Segundo o prefeito de Guaratuba, Maurício Lense, o complexo representa uma oportunidade de dar uma nova destinação a uma região estratégica que perderá sua função original com a conclusão da ponte.
“É uma iniciativa que aproveita uma área que, depois da construção da ponte, ficaria ociosa, porque ali é onde funciona atualmente o canteiro de obras e a estrutura de apoio ao ferry boat. É uma oportunidade de transformar este espaço em algo moderno e funcional”, afirmou o prefeito.
A expectativa da Prefeitura de Guaratuba é de que a implantação contribua diretamente na atração de turistas para a cidade. “É de nosso interesse que o comércio local, a rede hoteleira e os serviços em geral sejam movimentados até em épocas de baixa temporada, dessa forma a população terá estabilidade durante o ano todo”, acrescentou Lense.
Fonte: Governo PR
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