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Reflexão pós COP 30: como o agronegócio pode regenerar o planeta a partir do solo?

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O Dia Mundial do Solo (5 de dezembro) celebra anualmente a base da nossa segurança alimentar e, fundamentalmente, um dos principais reguladores do clima global. Em um cenário pós COP 30, onde o Brasil assumiu a centralidade das discussões climáticas, surge uma pergunta importante: como o agronegócio pode transformar a saúde do solo em sua maior ferramenta de competitividade e sustentabilidade? A resposta está na capacidade do setor de abraçar inovações que unam produtividade e a robusta agenda ESG (Environmental, Social and Governance, em português Ambiental, Social e Governança), provando que é possível ser uma potência agrícola e, simultaneamente, um líder em soluções baseadas na natureza.

O solo saudável representa um ativo ambiental insubstituível. Além de sustentar as lavouras, funciona como um gigantesco reservatório de carbono, exercendo papel decisivo no sequestro de gases atmosféricos. Adotar um manejo que priorize sua vitalidade vai além de uma boa prática, trata-se da essência da sustentabilidade no campo. Empresas brasileiras, como a Ajinomoto do Brasil, estão na vanguarda dessa transformação ao aplicar sua expertise em aminoácidos, intitulada de AminoScience, para otimizar o manejo nutricional e recuperar áreas degradadas, mostrando como a inovação pode reduzir impactos ambientais e agregar valor ao processo produtivo.

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Com mais de uma década de vivência no setor de agronegócios, percebo na prática como essas soluções têm transformado a relação do produtor com o solo. A aplicação dos aminoácidos e seus derivados eleva a eficiência do sistema, com ganhos climáticos mensuráveis e alinhados às metas da COP 30. A sustentabilidade deixou de ser um conceito distante para se tornar parte da rotina no campo, traduzida em ganhos de produtividade, eficiência no uso de recursos e regeneração ambiental. Tais iniciativas, que também incluem bioestimulantes capazes de aumentar a produtividade e reduzir o uso de água e fertilizantes, demonstram a seriedade do setor em converter ciência em resultados tangíveis.

O Brasil saiu da COP 30 com a responsabilidade de atuar como o grande laboratório global da sustentabilidade tropical. Para o agronegócio, isso significa que a saúde do solo deixará de representar um diferencial competitivo e passará a constituir um requisito inegociável para o acesso a mercados e capital. Ao integrar ciência, tecnologia e compromisso ESG, empresas como a Ajinomoto do Brasil reforçam seu compromisso com a longevidade do agronegócio brasileiro. Por meio de fertilizantes que ajudam a fixar carbono no solo e contribuem para a recuperação de ecossistemas degradados, a companhia incentiva o uso eficiente dos recursos naturais. E o sucesso da transição climática do país dependerá da replicação e da escalabilidade desses exemplos de inovação.

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Neste Dia Mundial do Solo, a mensagem deve estar clara: investir no solo é investir no futuro do planeta!

Reflexão pós COP 30: como o agronegócio pode regenerar o planeta a partir do solo?

Fonte: Ajinomoto do Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil projeta mercado de R$ 705 bilhões com integração entre agronegócio e floresta

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O estudo “O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global” — que balizará a posição oficial do Brasil nas três Conferências das Partes (COPs) da ONU em 2026 — projeta um novo modelo de negócio para o campo: a integração entre lavoura e floresta como ativo financeiro, e não apenas como obrigação legal.

O levantamento, produzido por especialistas e centros de estudos climáticos, indica que o país pode ampliar sua cobertura florestal de 517 milhões para 525 milhões de hectares até 2035, transformando 8 milhões de hectares de áreas improdutivas em ativos econômicos capazes de movimentar R$ 705 bilhões até 2050.

Para o produtor, o valor não vem da preservação estática, mas da exploração de subprodutos. O mercado de restauração florestal (créditos de carbono, bioenergia e biomassa) ainda é incipiente, mas projeta uma escala agressiva. A oportunidade imediata reside em 2,6 milhões de hectares de pastagens degradadas — identificadas em 8 mil propriedades rurais — que podem ser convertidas em florestas comerciais ou de restauração. A conta é simples: a floresta plantada (eucalipto ou pinus) deixa de ser um custo de “Reserva Legal” e passa a ser uma commodity de energia.

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A conexão com o milho A relação entre floresta e etanol de milho, que parece distante, é puramente energética. O processo de destilação do milho exige volumes massivos de calor. Para reduzir o custo operacional e elevar a nota de sustentabilidade (o que garante acesso a financiamentos mais baratos), as usinas de etanol de milho substituíram combustíveis fósseis por biomassa florestal. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 8,2 milhões de metros cúbicos de etanol de milho. A meta para 2035 é de 22,55 milhões. Cada litro extra de etanol de milho precisa de um volume correspondente de biomassa para ferver as caldeiras. É aí que entra o eucalipto do produtor: a usina compra a lenha/cavaco da floresta plantada na borda da propriedade para gerar o calor necessário à produção do etanol. A floresta vira, portanto, o combustível da fábrica de etanol.

Dados de mercado O Brasil fechou 2025 consolidando sua posição como potência agroindustrial e, no primeiro quadrimestre de 2026, os indicadores de produção mantêm o ritmo. A economia gerada pelos “serviços climáticos” das florestas — como o transporte de umidade (rios voadores) que sustenta a safra do Centro-Oeste e Sul — foi precificada pelo estudo em R$ 100 bilhões anuais em produtividade agrícola evitada. Em termos práticos, se o regime de chuvas fosse alterado pela perda de cobertura, o custo para o produtor manter a produtividade seria, no mínimo, esse valor em perdas e insumos de adaptação.

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O desafio agora, segundo os autores, é o financiamento. O produtor tem a terra e a exigência de restauração, mas falta o crédito de longo prazo para cobrir o custo de implantação da floresta comercial. A estratégia proposta às COPs é a criação de garantias governamentais que destravem o capital privado, permitindo que a árvore plantada na área de baixa aptidão agrícola sirva de lastro para crédito de investimento na própria lavoura. O objetivo não é ambientalismo abstrato, mas elevar a rentabilidade da propriedade rural ao transformar passivo ambiental em fonte de energia para a indústria de transformação.

Fonte: Pensar Agro

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