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Receita Estadual orienta motoristas sobre baixa no MDF-e para isenção de pedágio

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Motoristas de veículos de carga que circulam vazios precisam dar baixa no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) para poderem contar com a isenção da tarifa de pedágio sobre eixos suspensos. O alerta é da Receita Estadual do Paraná, que elaborou um guia prático para facilitar o encerramento do documento e evitar cobranças indevidas.

O MDF-e é um documento digital que consolida todas as informações sobre o transporte de uma carga, incluindo as notas fiscais, o veículo utilizado e o motorista responsável pela operação. Ele é de responsabilidade das transportadoras e a fiscalização fica a cargo das concessionárias, cabendo à Receita Estadual apenas o gerenciamento do sistema.

E o encerramento do manifesto é uma etapa essencial, pois confirma oficialmente o término do transporte e o descarregamento completo da mercadoria — além de garantir a isenção da tarifa de pedágio sobre eixos suspensos. O alerta vem após relatos de problemas enfrentados por motoristas na última semana. Por não terem dado baixa no manifesto em cargas passadas, eles não conseguiram se beneficiar da isenção da tarifa. Por isso, a Receita Estadual reforça a necessidade de encerrar o MDF-e tão logo finalize um transporte.

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Esse encerramento deve ser feito pelo aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), disponível gratuitamente para download. O app permite visualizar todos os manifestos abertos e realizar o encerramento de forma rápida e segura, evitando cobranças indevidas. Além disso, o próprio contratante pode verificar se há MDF-es pendentes emitidos com a placa do veículo.

Confira o passo a passo:

1. Confirme as entregas: Verifique se todas as Notas Fiscais relacionadas à viagem foram entregues e estão devidamente listadas no MDF-e.

2. Acesse o aplicativo: Abra o app Nota Fiscal Fácil (NFF) no celular e faça login com seus dados. Se for o primeiro acesso, selecione o tipo de nota que deseja emitir — no caso, Transportador Autônomo de Carga.

3. Entre na área de MDF-e/Transportador: Vá até a seção destinada aos Transportes Abertos e procure o MDF-e correspondente à viagem.

4. Localize o manifesto: Busque pelo número do MDF-e, data ou placa do veículo. Se houver mais de um manifesto, confirme o correto observando o destino ou o conteúdo das notas fiscais listadas.

5. Confirme o descarregamento: Certifique-se de que o descarregamento foi concluído, verificando itens/volumes, assinatura do recebedor e notas fiscais entregues.

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6. Encerre o MDF-e: Toque na opção “Encerrar MDF-e” e preencha os dados solicitados com o local de encerramento (cidade/estado).

7. Confirme a operação: Após preencher as informações, selecione “Confirmar/Encerrar” e aguarde o recebimento do PIN para confirmar a operação.

8. Verifique o status: O MDF-e será atualizado para o status “Aguardando Encerramento” ou “Encerrado”. Guarde o protocolo ou recibo gerado, pois ele comprova o encerramento do manifesto.

A Receita Estadual do Paraná reforça ainda que o encerramento deve ser feito somente após o descarregamento total da carga, evitando inconsistências nos registros e garantindo o direito à isenção da cobrança de pedágio sobre eixos suspensos. Caso o manifesto não seja encerrado corretamente, o sistema pode registrar o veículo como em trânsito, o que pode gerar a cobrança indevida de pedágio, mesmo quando o caminhão estiver vazio.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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