Paraná
Reajuste de bolsas da Fundação Araucária beneficia 354 pesquisadores da UEL
Um total de 354 pesquisadores serão beneficiados com o reajuste das bolsas de Pesquisa, Extensão e Inclusão da Fundação Araucária, segundo levantamento da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (ProPPG) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os novos valores foram anunciados na terça-feira (11) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, durante cerimônia em Curitiba, com a participação dos reitores das sete universidades estaduais.
Com a nova tabela, os valores das bolsas de doutorado passam de R$ 2.750 para R$ 3.100; de mestrado, de R$ 1.875 para R$ 2.100; e de iniciação científica, de R$ 500 para R$ 700. O reajuste equipara os valores do Paraná aos dos benefícios concedidos pelo governo federal, que recentemente tiveram reposição de 40%.
Segundo o Governo do Paraná, o novo valor entra em vigor a partir de maio, ou seja, deverá ser pago no início de junho. O reajuste deve beneficiar mais de 4 mil bolsistas da Fundação Araucária. Para a reitora da UEL, Marta Favaro, é impossível que um estado seja inovador sem pesquisa; portanto, defende como primordial a destinação de cada vez mais recursos às instituições de Ensino Superior.
“O papel da universidade é fundamental porque temos condição de fortalecer essa rede de produção de conhecimento, pesquisa e tecnologia. Fomentando essa rede, fortalecemos a função social da universidade e atendemos de forma efetiva e inovadora toda a sociedade”, disse.
Segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Silvia Meletti, a revisão dos valores pagos aos bolsistas, tanto dos que recebem do governo federal quanto os da Fundação Araucária, era uma questão urgente. Ela lembra que no ano passado o Governo do Paraná concedeu um reajuste de 25% aos bolsistas paranaenses, sendo que, neste ano, chegou aos valores que estão sendo pagos pelos beneficiários da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo Silvia, este reajuste está ligado ao incremento que será destinado em 2023 para o Fundo Paraná, de fomento científico e tecnológico, administrado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). A dotação orçamentária é de R$ 411,7 milhões, o que equivale a 2% da arrecadação do Estado. “Os recursos serão aplicados em áreas prioritárias, estabelecidas pelo Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT Paraná), que também responde pela Política Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico”.
Diante disso, a expectativa é de que nos próximos meses sejam anunciados novos editais de fomento à pesquisa, resultado da maior destinação de recursos orçamentários para a Seti e demais integrantes do sistema de desenvolvimento de ciência e tecnologia. No ano passado, a Fundação Araucária concedeu um total de 4.296 bolsas, somando R$ 60 milhões. Referência no País, o Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná é composto por 21 mil doutores e 23 mil mestres.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Campina Grande do Sul, Ministério Público do Paraná denuncia por homicídio culposo médica que dirigia UTI pediátrica na qual morreram seis crianças em 2024
O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma médica que exercia a direção técnica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica de um hospital. A profissional é acusada da prática de homicídio culposo contra seis crianças e recém-nascidos. A peça acusatória, oferecida no dia 14 de agosto, foi recebida pelo Judiciário nesta segunda-feira, 17 de agosto.
Áudio do Promotor de Justiça Éder Teodorovicz
As mortes ocorreram entre maio e julho de 2024. De acordo com a denúncia, os óbitos foram decorrentes de choque séptico e falência múltipla de órgãos, ocasionados por uma grave contaminação intra-hospitalar por bactérias multirresistentes no interior do setor.
A denúncia do Ministério Público aponta que a investigada deixou de observar regras técnicas de sua profissão e agiu com grave negligência ao se omitir na fiscalização e na garantia de aplicação de protocolos básicos de assepsia e biossegurança. A omissão da profissional permitiu um ambiente propício à contaminação cruzada por conta de práticas inaceitáveis realizadas pela equipe técnica, como a reiterada reutilização de luvas de procedimento entre pacientes distintos, a falta de higiene, incluindo privação de banhos, e o manuseio inadequado de tubos de intubação e acessos venosos.
Além da responsabilização penal, o MPPR requereu a fixação de reparação financeira mínima de R$ 50 mil para cada família afetada.
Processo 0015945-30.2024.8.16.0013 (sob sigilo)
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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