Connect with us


Agro

Raça Santa Gertrudis consolida presença no Centro-Oeste com novo projeto em Mato Grosso

Publicado em

A raça Santa Gertrudis avança em sua expansão nacional e consolida presença em todo o Centro-Oeste brasileiro, região considerada o epicentro da pecuária de corte no país. O marco foi alcançado com a implantação de um novo projeto de criação de gado Puro de Origem (P.O.) no estado de Mato Grosso, resultado de uma parceria entre um novo investidor do setor e um criador tradicional da raça.

Com essa iniciativa, a Associação Brasileira dos Criadores de Santa Gertrudis (ABSG) passa oficialmente a contar com criatórios em todos os estados da região, ampliando o alcance da genética e fortalecendo a demanda por sêmen e touros Santa Gertrudis, conhecidos pela adaptação, rusticidade e alta eficiência produtiva.

Parceria entre Grupo Biancon e Fazenda Mangabeira impulsiona o projeto

O novo projeto, batizado de Mangabeira-Biancon, é fruto da união entre o Grupo Biancon, referência na produção de grãos em Mato Grosso, e a Fazenda Mangabeira, de Sergipe, que acumula 47 anos de seleção genética da raça Santa Gertrudis.

A parceria está sendo implementada em Itaúba (MT), próxima a Sinop, onde 120 embriões já foram transferidos, com meta de atingir 600 transferências até o fim do ano. O foco é o desenvolvimento de um rebanho puro, com uso intensivo de Fertilização In Vitro (FIV), genética avaliada e provas de desempenho integradas a programas como o Geneplus.

Leia mais:  Fenovinos 2026 terá julgamentos, leilões e programação jovem em Esteio (RS) durante a Fenasul Expoleite
Desempenho e eficiência despertam interesse dos novos criadores

De acordo com Ivan Biancon, diretor do Grupo Biancon, o interesse pela raça surgiu ao observar sua capacidade de adaptação e elevado ganho de peso.

“A Mangabeira tem uma longa tradição em genética e vimos no Santa Gertrudis um animal rústico, com excelente ganho de peso e carne de qualidade superior. Os resultados têm superado as expectativas: bovinos com dieta para ganhar 1,1 kg por dia estão alcançando 1,7 kg, comendo menos e entregando mais”, destaca o empresário.

Atuando há três décadas no agronegócio mato-grossense, o Grupo Biancon iniciou sua incursão na pecuária em 2018 e hoje mantém um sistema de ciclo completo (cria, recria e engorda) em 4 mil hectares. A meta da parceria é alcançar 2 mil vacas inseminadas com genética Santa Gertrudis até 2026, além de realizar o primeiro leilão conjunto em três anos.

Expansão nacional reflete valorização genética do Santa Gertrudis

O crescimento da raça não se limita ao Centro-Oeste. Em nível nacional, o Santa Gertrudis vem registrando aumento expressivo na presença de touros em centrais de inseminação, reflexo direto da valorização de suas características zootécnicas e da procura crescente por genética adaptada e produtiva.

“O projeto Mangabeira-Biancon reforça que o Santa Gertrudis é uma raça preparada para entregar desempenho, qualidade e eficiência em diferentes condições de produção no Brasil”, afirma Gustavo Baretto, vice-presidente da ABSG e criador da Fazenda Mangabeira.

Leilão da Fazenda Mangabeira destaca genética de ponta

O fortalecimento da raça também se reflete nos eventos do setor. No dia 4 de dezembro, será realizado o 4º Leilão Fazenda Mangabeira, em parceria com a Agreste Leilões e a Central Leilões. O evento trará à oferta machos e fêmeas Santa Gertrudis de alta qualidade genética, reafirmando o compromisso da associação com a excelência e o crescimento sustentável da raça no país.

Leia mais:  Paraná propõe R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/2027 e defende redução das taxas de juros

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

Published

on

A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

Leia mais:  Antecipação do acordo reacende debate sobre IGs, salvaguardas e acesso do agro brasileiro

A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

Leia mais:  Mercados globais operam com cautela antes da decisão do Fed; bolsas no Brasil e no mundo registram leves altas

Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262