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Agro

Raça Brangus impulsiona crescimento do Promebo, que supera 45 mil avaliações em 2025

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Expansão da genética reforça adesão ao Promebo

O Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), mantido pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), encerrou 2025 com 45.476 avaliações registradas, incluindo análises de desmama, sobreano, ultrassonografia e genômica. O volume representa um aumento de 2,6% em comparação ao ano anterior, confirmando a confiança dos produtores nas ferramentas de avaliação genética como apoio à tomada de decisão dentro das fazendas.

Brangus lidera crescimento com aumento de 17%

Entre as raças participantes, o Brangus se destacou como o principal vetor de expansão do programa. O número de avaliações da raça cresceu 17% entre 2024 e 2025, reforçando sua consolidação no cenário nacional.

Segundo Laerte Rochel, coordenador do Promebo, o avanço do Brangus reflete o sucesso da seleção genética voltada à adaptação ao clima e às condições brasileiras. “A raça vem mostrando um crescimento expressivo e sustentado. Nos últimos dez anos, o Brangus registrou aumento médio de 10% ao ano, e o resultado de 2025 mostra que essa tendência se intensificou”, explicou.

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Seleção genética é pilar estratégico da pecuária moderna

Rochel também destacou o papel central do Promebo como ferramenta estratégica de seleção genética, fundamental para orientar cruzamentos e escolhas dentro das propriedades. “O trabalho iniciado há cerca de 50 anos pelo zootecnista Luiz Alberto Fries continua sendo essencial para a evolução da pecuária de corte. O programa ajuda os criadores a identificar as melhores matrizes e realizar acasalamentos mais eficientes”, afirmou.

Avanço moderado reflete desafios recentes do setor

Apesar dos resultados positivos, o crescimento total das avaliações em 2025 foi considerado mais moderado. De acordo com Rochel, esse ritmo está relacionado aos desafios enfrentados pela pecuária nos últimos anos, marcados pela expansão da agricultura — especialmente das culturas de soja e arroz —, o que reduziu o espaço destinado à atividade pecuária em várias regiões.

Perspectivas otimistas para 2026

Mesmo diante das dificuldades, o coordenador avalia que o setor vive um momento de retomada e valorização. “A pecuária está entrando em uma nova fase, com maior reconhecimento e relevância econômica. O avanço observado de 2024 para 2025 é um indicativo positivo, e acreditamos que 2026 deve trazer resultados ainda mais expressivos”, concluiu Rochel.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Por que o milho das festas juninas está mais caro mesmo com safra recorde no Brasil? Entenda os fatores por trás do aumento

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O milho é o grande protagonista das festas juninas no Brasil, presente em receitas tradicionais como pamonha, canjica, curau, bolos e na espiga cozida vendida em barracas e quermesses. No entanto, o que chama atenção em 2026 é o contraste entre a abundância da produção agrícola e o preço elevado do alimento nas celebrações.

Mesmo com uma safra recorde, o consumidor final ainda paga caro pelo produto pronto, evidenciando que o valor do milho vai muito além da porteira.

Brasil registra safra recorde, mas preço do milho em grão recua no campo

De acordo com dados do IBGE, a produção brasileira de milho atingiu 141,7 milhões de toneladas em 2025, estabelecendo um novo recorde nacional. O cenário é de ampla oferta do cereal no mercado interno.

No campo, os preços seguem em trajetória de queda. Levantamentos do setor indicam que:

  • O milho em grão acumula queda superior a 4% em 12 meses
  • A saca do cereal registra desvalorização próxima de 10% em relação ao ano anterior

Apesar disso, essa redução não tem sido repassada ao consumidor final que compra o produto pronto nas festas juninas.

Espiga pode custar até R$ 15 em festas juninas pelo país

Enquanto o preço do grão recua, o valor da espiga cozida nas festas juninas segue elevado. Em diferentes regiões do país, os preços variam significativamente:

  • Boa Vista e Recife: cerca de R$ 5 por espiga
  • São Paulo (eventos estruturados): até R$ 15 por unidade
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A diferença evidencia que o custo do milho servido nas quermesses é influenciado por uma cadeia complexa de serviços, e não apenas pelo valor da matéria-prima.

Do campo à festa: cadeia de custos explica distorção de preços

A formação do preço do milho consumido nas festas juninas envolve uma série de etapas além da produção agrícola. Entre os principais fatores estão:

  • Transporte e logística
  • Combustível
  • Gás e carvão utilizados no preparo
  • Mão de obra temporária
  • Aluguel de espaços em eventos
  • Taxas e custos operacionais de festas e quermesses

Esses elementos acabam representando uma parcela significativa do valor final pago pelo consumidor, muitas vezes superior ao custo do próprio alimento.

Qualidade do milho começa no manejo da lavoura

Antes de chegar às festas, o milho depende diretamente das condições de produção no campo. Fatores como fertilidade do solo, disponibilidade de nutrientes e manejo agronômico adequado são determinantes para a qualidade da espiga.

A adubação correta influencia o desenvolvimento da planta, garantindo melhor enchimento de grãos, uniformidade e aparência comercial valorizada no mercado de alimentos.

O fornecimento equilibrado de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio também impacta diretamente produtividade e qualidade do milho destinado ao consumo humano.

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Fertilidade do solo e tecnologia elevam valor agregado do milho

Segundo o CEO da GIROAgro, Leonardo Sodré, a boa safra não impacta apenas o volume produzido, mas também a necessidade de investimentos em tecnologia e manejo adequado.

“A perspectiva de uma boa safra é importante não apenas para garantir o abastecimento, mas também para estimular investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento de soluções que aumentem a produtividade e a qualidade das lavouras”, destaca.

Ele ressalta ainda que, no milho destinado ao consumo humano, a fertilização adequada é essencial para garantir padrão comercial e valor agregado.

Milho segue como símbolo cultural e motor econômico das festas juninas

Muito além do campo, o milho ocupa papel central nas celebrações juninas em todo o país, especialmente em estados como Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo.

A cadeia produtiva envolvida nas festas movimenta produtores rurais, cooperativas, distribuidores, supermercados, comerciantes ambulantes, restaurantes e organizadores de eventos.

O resultado é um fenômeno econômico e cultural: mesmo com a queda no preço do grão, o valor final ao consumidor segue elevado, refletindo a complexidade da cadeia entre a produção agrícola e o consumo nas festas populares brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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