Paraná
Público do Show Rural pode conferir inovações para o agro criadas por pesquisadores
Os visitantes do Show Rural 2026 podem conferir de perto como a ciência está desenvolvendo ferramentas para os desafios do campo e como a tecnologia transforma a rotina nas propriedades rurais. No estande da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) apresenta uma série de inovações desenvolvidas por pesquisadores de diferentes instituições de ensino superior, com o apoio de programas estratégicos do Governo do Estado. No mesmo estande, a Fundação Araucária, também tem atividades para difundir a ciência e inovações aplicadas ao agronegócio e à sustentabilidade.
O objetivo da mostra é demonstrar o forte investimento em pesquisa aplicada para fortalecer a competitividade empresarial e a sustentabilidade do agronegócio paranaense. O Show Rural 2026, que começou nesta segunda-feira e segue até sexta (13), já se tornou referência na difusão de soluções inovadoras.
A maior parte dos projetos são finalistas do programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), iniciativa coordenada da Seti que seleciona e financia, com aportes de R$ 200 mil, pesquisas acadêmicas com potencial para se tornarem produtos, serviços e negócios. No local, os participantes do evento podem interagir diretamente com os pesquisadores, ver os protótipos em exposição e entender detalhadamente como cada solução inovadora foi concebida.
Para o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, o destaque desses projetos no principal evento do agronegócio do Sul do Brasil confirma a estratégia do governo em posicionar a área de ciência e tecnologia como alicerces do desenvolvimento. “Ao conectar laboratórios universitários às necessidades do setor produtivo, o Paraná acelera a inovação e, ao mesmo tempo, gera novos negócios, aproveita recursos de forma mais inteligente e constrói caminhos para uma produção rural mais sustentável”, afirma.
RESÍDUOS E NUTRIÇÃO – Um dos projetos em destaque no estande é uma lixeira inteligente desenvolvida pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no câmpus de Apucarana, no Vale do Ivaí. O equipamento automatizado converte resíduos orgânicos domésticos e comerciais em adubo sólido e fertilizante líquido em poucos minutos, eliminando os odores. A solução busca reduzir o volume de lixo em aterros e oferecer um insumo sustentável para o solo.
Outro exemplo de inovação é um sanitizante natural, desenvolvido na Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Norte do Estado. Disponível nas formas líquida e em spray, o produto é destinado à higienização de carnes, frutas e verduras. A fórmula combina um óleo essencial com um ácido orgânico, sendo capaz de eliminar 99,9% de bactérias como a Salmonella em apenas dez minutos sem resíduos e odor, diferente dos sanitizantes convencionais.
Doutor em Genética e Biologia Molecular, o professor Gerson Nakazato, do Departamento de Microbiologia da UEL, destacou o evento como um ponto de encontro estratégico entre a academia e o setor produtivo. “Muitos profissionais do agronegócio buscam no Show Rural inovações tecnológicas para atender demandas ou otimizar a produção, o que torna o evento uma oportunidade para demonstrar como a ciência e a universidade são importantes para os principais desafios do campo”, diz o docente.
BIOTECNOLOGIA APLICADA – No estande da Unioeste, os visitantes do Show Rural também terão a oportunidade de conhecer pesquisas na área de biotecnologia apoiadas por meio do programa Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável ( Ageuni ). Coordenado pela Seti, esse programa estimula a integração entre universidades, empresas, governos e sociedade para financiar projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que aliam ciência ao setor produtivo e promovem o desenvolvimento socioeconômico.
Entre os projetos estão dois estudos desenvolvidos pela Unioeste nos câmpus de Toledo e Cascavel. O primeiro propõe um processo industrial para converter resíduos da piscicultura, como pele e escamas de peixe, em colágeno de alto valor agregado para as indústrias alimentícia e de suplementos.
O segundo, focado no setor agrícola, trabalha no aprimoramento de um fertilizante biológico do mercado, buscando ampliar a vida útil desse produto para até um ano sem refrigeração, uma solução mais durável e acessível para os produtores rurais.
Serviço:
Projetos de Ciência e Tecnologia no Show Rural 2026
Data: 9 a 13 de fevereiro
Horário: 8h30 às 17h
Local: Estande da Unioeste – Parque Tecnológico da Coopavel – Rua K.
Fonte: Governo PR
Paraná
Policial civil denunciado pelo MPPR em Umuarama perde o cargo e é condenado a 5 anos e 9 meses de prisão por desviar caça-níqueis para explorar jogos ilegais
Um agente da Polícia Civil do Paraná foi condenado à perda do cargo público e à pena de 5 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial fechado, mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 12.144,00, pelo crime de peculato. A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama, que julgou parcialmente procedente ação penal ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná a partir da Operação Alcova, deflagrada em setembro do ano passado contra uma organização criminosa que explorava jogos de azar e jogo do bicho no município.
A investigação revelou que o policial civil, valendo-se das facilidades de sua função, desviou sete máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas e que deveriam ser encaminhadas ao depósito judicial. O material foi transportado durante a noite e fora do horário de expediente, em uma viatura descaracterizada, até uma propriedade rural ligada ao grupo criminoso. Posteriormente, uma das máquinas foi localizada pela polícia, novamente em operação, em um dos bares pertencentes ao grupo.
Outras condenações – Além do policial, a Justiça condenou um empresário, apontado como gestor operacional e financeiro da organização criminosa, os proprietários de dois bares e o gerente dos equipamentos pelas práticas de organização criminosa e contravenção de jogos de azar e jogo do bicho. As penas foram de 6 anos, 4 meses e 10 dias mais cerca de R$ 75.900,00 de multa para o empresário, 5 anos, 4 meses e 5 dias mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 2.176 para um dos réus que administrava um bar e 8 anos, 4 meses e 5 dias de prisão mais multa de aproximadamente R$ 2.682 para os outros dois réus. Eles mantinham de forma estável pontos de aposta com máquinas de caça-níqueis, de apostas e aplicativos de bingo. Cabe recurso da decisão.
Processos 0005080-16.2025.8.16.0173 e 0013003-93.2025.8.16.0173
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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