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Promotoria de Justiça recomenda ao Estado do Paraná a adoção de medidas para a proteção de dados em eventual processo de desestatização da Celepar

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A 4ª Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba expediu recomendação administrativa ao Estado do Paraná para que sejam adotadas medidas para a garantia do cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em eventual processo de desestatização da Companhia Paranaense de Tecnologia da Informação (Celepar).

Áudio da Promotora de Justiça Suzane Maria Carvalho do Prado

Sem tratar do mérito da decisão de desestatização, a medida administrativa busca assegurar que a possível transferência do controle societário da estatal não implique risco de acesso indevido a dados sensíveis da segurança pública do Estado. O envio da recomendação decorre de acompanhamento realizado pela Promotoria de Justiça, a partir de Procedimento Preparatório (nº 0046.25.187768-7) destinado a apurar questões relacionadas à gestão, tratamento e eventual compartilhamento de dados da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, atualmente hospedados na Celepar.

A recomendação considera recente decisão liminar proferida pelo Supremo Tribunal Federal, que suspendeu o leilão de desestatização da Celepar, destacando a necessidade de observância estrita da LGPD, da preservação do controle estatal sobre bases sensíveis e da elaboração de Relatório de Impacto à Proteção de Dados específico para a eventual transição societária.

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Medidas – Dirigida aos gestores públicos à frente da Casa Civil, da Secretaria da Segurança Pública e demais órgãos responsáveis pela condução do processo de desestatização, a medida administrativa recomenda, entre outras providências, a elaboração de um plano formal de migração das bases de dados da Sesp atualmente mantidas na Celepar, o aperfeiçoamento das cláusulas de proteção de dados no edital e no contrato de desestatização e a promoção de uma auditoria independente de segurança da informação antes da retomada do processo de desestatização ou da transferência do controle societário. Além disso, foi recomendado que, no caso de ser retomado o processo de desestatização, seja promovida pelo Estado uma campanha institucional de esclarecimento público, em linguagem acessível, sobre as medidas adotadas para a proteção e segregação dos dados relativos à segurança pública.

Enviada nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, a recomendação administrativa fixa o prazo de 15 dias para que seja enviada à Promotoria de Justiça manifestação dos destinatários quanto às medidas indicadas.

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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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