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Projeto “Mulheres do Café” promove visita técnica a cafeteria referência em Minas Gerais

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Cafeicultoras capixabas conhecem experiências de sucesso em Tiradentes (MG)

Nesta terça-feira (3), 22 mulheres ligadas à cafeicultura capixaba participaram de uma visita técnica à cafeteria Café da Madre, localizada em Tiradentes (MG). A atividade faz parte do projeto Mulheres do Café, iniciativa voltada à valorização da produção feminina e à agregação de valor aos cafés do Espírito Santo.

A comitiva foi acompanhada por servidores da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). O objetivo da visita é estimular o intercâmbio de experiências, conhecer estratégias de comercialização e avaliar como os cafés capixabas estão sendo posicionados em um mercado reconhecido pelos cafés especiais.

A ação integra o projeto “Mulheres do Café: igualdade de gênero e agregação de valor na cafeicultura capixaba”, desenvolvido pelo Incaper dentro do Programa Inovagro, conduzido pela Seag em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).

Governo reforça políticas públicas para valorização da mulher no campo

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, o projeto reforça a política estadual de ampliação do acesso a mercados diferenciados e o reconhecimento do papel das mulheres no desenvolvimento do agronegócio capixaba.

“Estamos investindo em políticas públicas que unem qualificação, inovação e acesso a mercado. O projeto Mulheres do Café mostra que, ao apoiar o protagonismo feminino e agregar valor ao produto, conseguimos ampliar renda, fortalecer a identidade do café capixaba e gerar novas oportunidades para o meio rural”, destacou Bergoli.

Protagonismo feminino e identidade capixaba no café

A visita técnica é coordenada pela extensionista do Incaper e coordenadora do projeto Mulheres do Café, Patrícia Matta. Participam também, pela Seag, Patrícia Ferraz, coordenadora do projeto Elas no Campo e na Pesca e gerente de Programas e Projetos Sustentáveis, e Vinícius Soares da Costa, gerente de Comercialização e Mercados.

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Segundo Patrícia Matta, a imersão proporciona uma experiência prática de mercado e fortalece a autonomia das produtoras.

“A visita à Café da Madre é valiosa porque permite que as produtoras vejam seus cafés inseridos em um contexto real de consumo e assumam o protagonismo na comunicação dos seus produtos. Ao contarem suas histórias e participarem de ações de divulgação, elas reforçam a identidade feminina na cafeicultura capixaba”, destacou.

A gerente Patrícia Ferraz acrescenta que a ação é essencial para conectar as produtoras a experiências de sucesso e ampliar as possibilidades de acesso a novos mercados.

“Quando aproximamos as cafeicultoras de exemplos práticos de comercialização, abrimos caminhos para agregar valor, aumentar renda e consolidar o reconhecimento da qualidade do café capixaba”, afirmou.

Espírito Santo amplia presença no mercado mineiro de cafés especiais

Com o apoio do projeto Mulheres do Café, 20 cafeicultoras do Espírito Santo passaram a acessar o mercado mineiro de cafés especiais. Desde dezembro de 2025, seus produtos estão sendo comercializados na cafeteria Café da Madre, que destina um espaço exclusivo para cafés produzidos por mulheres.

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O cardápio reúne variedades arábica e canéfora, destacando a diversidade de origens e perfis sensoriais dos cafés capixabas. A parceria foi articulada durante a Semana Internacional do Café (SIC) de 2024, quando o projeto foi apresentado ao proprietário da cafeteria no estande capixaba.

Após visitas técnicas e seleção das produtoras, os cafés foram enviados à cafeteria, onde hoje representam a qualidade, a diversidade e a força feminina na cafeicultura do Espírito Santo.

Intercâmbio fortalece o papel das mulheres na cafeicultura

A iniciativa do projeto Mulheres do Café evidencia a importância do intercâmbio técnico e comercial para o fortalecimento da cadeia produtiva do café. A partir do compartilhamento de experiências, as produtoras ampliam suas redes de contato, conquistam novos espaços de mercado e reafirmam o papel fundamental da mulher no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa

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Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).

Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.

A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.

Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.

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Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.

Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.

No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.

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Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.

No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.

A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.

O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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