Brasil
Projeto Guanabara fortalece energia no Sudeste com nova conexão entre Rio e Espírito Santo
A infraestrutura elétrica brasileira deu mais um passo com a entrada em operação da Linha de Transmissão (LT) 500 kV Terminal Rio – Lagos, que conecta a região metropolitana do Rio de Janeiro ao Espírito Santo e amplia a capacidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). A nova linha, em circuito duplo, acrescenta 454 km de extensão ao sistema elétrico e marca a conclusão das instalações referentes ao Lote 2 do Leilão de Transmissão nº 4/2018.
O empreendimento integra o Projeto Guanabara, conjunto de obras estruturantes voltado ao escoamento da energia gerada pelas usinas termelétricas das regiões de Macaé e Campos dos Goytacazes e conta com investimento avaliado em R$ 1,01 bilhão. O projeto fortalece a integração da rede de transmissão entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, ampliando a confiabilidade do fornecimento de energia e a segurança operativa do SIN.
Além da Linha de Transmissão 500 kV Terminal Rio – Lagos, o Projeto Guanabara contempla a Linha de Transmissão 500 kV Lagos – Campos 2, que possui cerca de 202 km de extensão total e está em operação desde maio de 2025. O escopo inclui ainda a implantação da Subestação 500 kV Campos 2 e a ampliação da Subestação Lagos, com a construção de um novo pátio de 500 kV. Somadas, as instalações representam um acréscimo de 656 km de linhas de transmissão ao SIN.
Integrante da carteira do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), no eixo de Transição e Segurança Energética, o Projeto Guanabara também engloba estruturas associadas, como entradas de linha, interligações de barramentos, reatores, sistemas de proteção, telecomunicação, supervisão e controle operacional.

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Brasil
Ministério da Saúde inicia jornada para a Nuvem Soberana do SUS
O Ministério da Saúde inicia, nesta terça-feira (11), a Jornada para a Nuvem Soberana do SUS, estratégia desenvolvida em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para ampliar progressivamente a soberania digital sobre a infraestrutura que sustenta dados, sistemas e serviços digitais de saúde. Com isso, o Brasil será um dos únicos países com soberania sobre dados públicos do setor e, pela primeira vez, dados do SUS serão armazenados e processados em território nacional, submetidos exclusivamente à legislação brasileira.
“Hoje é dia que o SUS sobe de patamar com a consolidação dessa nuvem soberana. A partir de hoje o SUS começa a ter a casa própria dos dados de saúde da população brasileira. Esta parceria com o Serpro garante o controle a segurança dos dados que estão submetidos apenas às leis brasileiras, inclusive à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). É a garantia da soberania dos dados da área da saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A iniciativa tem como primeira grande frente o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), infraestrutura nacional de interoperabilidade do SUS e que reúne atualmente mais de 5 bilhões de registros de saúde. A Rede permite que diferentes sistemas compartilhem informações de forma padronizada, apoiando a integração dos dados e a continuidade do cuidado em diferentes pontos da rede de saúde.
O planejamento que começa nesta terça-feira representa o avanço de uma construção técnica já realizada entre as instituições. Nesta etapa, as equipes irão consolidar o modelo de trabalho e as definições de escopo e premissas, atualizar o inventário dos ambientes, revisar a arquitetura atual, mapear os requisitos da arquitetura futura e concluir o desenho da arquitetura-alvo.
“Essa jornada não é apenas tecnológica. Ela é institucional e estratégica. Estamos realizando uma convergência arquitetural faseada, começando pelos dados, produzindo evidências, validando cada etapa e somente depois avançando para a próxima”, detalhou a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad.
O que muda para o cidadão
O Serpro e o DataSUS vão gerenciar a infraesturutra, com acesso exclusivo aos dados armazenados. Para o cidadão, a jornada não aparece como troca de arquitetura, e sim como maior capacidade de continuidade, segurança e evolução dos serviços digitais de saúde.
Com a Nuvem Soberana, o Ministério da Saúde garante capacidade pública para sustentar o SUS Digital, com menor risco de interrupção de serviços, com mais proteção aos dados – com aumento da governança, controle e continuidade do cuidado e integração federativa das informações.
Infraestrutura pública e soberania digital
Parceiro tecnológico do Ministério da Saúde na iniciativa, o Serpro é a empresa pública de tecnologia do Governo Federal e terá papel estratégico na oferta da infraestrutura soberana que dará suporte à jornada, sendo responsável por disponibilizar capacidades de data center, processamento, armazenamento, rede e operação tecnológica.
“O papel do Serpro nessa jornada é oferecer infraestrutura, arquitetura, consultoria técnica e conectividade para que os dados críticos e sensíveis dos cidadãos brasileiros processados no âmbito do Ministério da Saúde permaneçam em ambiente nacional, com controle, auditoria e jurisdição aplicáveis: atributos técnicos que competem a uma empresa pública federal como o Serpro”, explicou o presidente do Serpro, Wilton Mota.
A parceria reúne a experiência do DataSUS na gestão dos ambientes digitais da saúde e a capacidade do Serpro de prover infraestrutura tecnológica de governo para serviços públicos de grande escala.
A infraestrutura soberana ofertada pelo Serpro integra a estratégia de fortalecimento da soberania digital do Estado e amplia a capacidade pública de governança, operação e evolução tecnológica dos ambientes que sustentam o SUS Digital.
Proteção de dados
A proteção das informações de saúde será transversal a toda a Jornada para a Nuvem Soberana. Dados de saúde são considerados dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
A arquitetura considera mecanismos como criptografia, autenticação multifator, gestão de identidades, controle de acessos, monitoramento, auditoria, backup e recuperação de dados.
A ampliação da governança sobre a infraestrutura não altera as regras de acesso às informações dos cidadãos. O tratamento dos dados permanece submetido às regras de finalidade, segurança, controle de acesso e proteção previstas na legislação.
A Jornada para a Nuvem Soberana será orientada por quatro eixos: continuidade, proteção, interoperabilidade e autonomia, fortalecendo a capacidade pública de sustentar e evoluir a transformação digital do SUS.
Jornada em fases
O CadSUS e a RNDS estão na primeira grande frente da estratégia. Nas etapas seguintes, que poderão avançar de forma simultânea de acordo com o planejamento técnico, a Jornada para a Nuvem Soberana alcançará os demais sistemas e soluções digitais sob custódia do Datasus.
Atualmente, o CadSUS reúne 228.602.858 usuários ativos com CPF e 4.822.980 usuários ativos sem CPF. O Datasus também estima aproximadamente 459 sistemas e soluções digitais sob sua custódia, considerando aplicações e outros componentes tecnológicos.
Cada ambiente será analisado de acordo com suas características e necessidades. Ao longo da jornada, as soluções poderão passar por migração, modernização, substituição ou descontinuação. A estratégia será desenvolvida progressivamente durante o período do novo contrato previsto.
Max de Oliveira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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