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Projeto de inteligência ambiental do Ministério Público do Paraná é finalista do Prêmio Brasil Mais 2026

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Gaia

O combate a crimes ambientais no Paraná ganhou reforço com o uso de inteligência artificial, análise geoespacial e cruzamento automatizado de dados para identificar desmatamentos, queimadas e outras irregularidades ambientais. A ferramenta Gaia – Geointeligência Ambiental Integrada, desenvolvida pelo Ministério Público do Paraná por meio da Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional, também permite a emissão de alertas automatizados e o direcionamento das informações às Promotorias de Justiça locais. Nesta quarta-feira, 20 de maio, a iniciativa foi indicada como finalista do Prêmio Brasil Mais 2026. 

O MPPR é o único representante do Ministério Público brasileiro entre os finalistas do Prêmio Brasil Mais 2026, que recebeu nesta edição mais de 50 trabalhos de órgãos públicos de diferentes estados do país.
 

Geointeligência Ambiental Integrada

Criada em ambiente de software livre, a ferramenta automatiza a produção de Relatórios de Inteligência Ambiental, integrando diferentes bases de dados ambientais e cadastrais de pessoas físicas e jurídicas. O sistema cruza informações territoriais com dados sobre contratos públicos, doações eleitorais e vínculos com o poder público municipal, ampliando a capacidade de identificar possíveis responsáveis por irregularidades ambientais.

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Além de produzir análises mais rápidas e precisas, o Gaia organiza automaticamente os alertas conforme as divisões político-administrativas do MPPR, agilizando a atuação institucional. A ferramenta também realiza a sistematização, o processamento e a análise de grandes volumes de dados, gerando informações de inteligência qualificadas para subsidiar ações de fiscalização, responsabilização e prevenção.

“A integração de diferentes bases de dados e o uso de inteligência artificial permitem transformar informações dispersas em inteligência qualificada para apoiar a atuação do Ministério Público. Isso traz mais agilidade, precisão e capacidade de resposta no enfrentamento de irregularidades ambientais”, destaca o Procurador de Justiça Bruno Galati, responsável pela Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional do MPPR.
 

Premiação

Promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e pelo Fundo Nacional de Segurança Pública, o Prêmio Brasil Mais reconhece projetos desenvolvidos por instituições públicas parceiras a partir da utilização da plataforma Brasil Mais. Os vencedores serão anunciados durante o Encontro Nacional de Usuários da RedeMais 2026, marcado para 17 de junho, em Brasília. 

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Fonte: Ministério Público PR

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Paraná

Tribunal do Júri de Campina da Lagoa condena a 32 anos de prisão homem que tentou matar esposa com golpe de faca e a manteve em cárcere privado

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O Tribunal do Júri de Campina da Lagoa, no Centro Ocidental do estado, condenou a 32 anos, 11 meses e 10 dias de prisão um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por tentativa de feminicídio e cárcere privado. Os crimes foram praticados no dia 4 de setembro de 2025, na residência em que morava o casal.

De acordo com a denúncia do MPPR, ele tentou matar a então esposa com socos, golpes na cabeça e golpe de faca. Após as agressões, ainda permaneceu com a vítima por algumas horas em casa, depois a levou a um hospital, mas a impediu de relatar aos profissionais de saúde a violência sofrida, mantendo-se ao seu lado durante todo o atendimento médico. Em seguida, ele retornou com a mulher para casa, onde a manteve sob ameaça por cerca de 10 horas, sem qualquer possibilidade de comunicação com familiares ou pedido de ajuda, mesmo com ela ainda sangrando por conta dos ferimentos. A vítima só foi libertada após a chegada do filho do casal na residência, um adolescente de 13 anos, que acionou a avó para socorrer a mãe.

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Prisão e indenização – Na sessão de julgamento, ocorrida nesta quarta-feira, 8 de julho, o Conselho de Sentença acolheu os pedidos feitos pela Promotoria de Justiça na ação penal, reconhecendo a prática dos crimes de feminicídio tentado, praticado no contexto de violência doméstica e familiar e tendo como causa de aumento da pena o fato da vítima ser mãe de um adolescente e quatro crianças e de cárcere privado.

Também a pedido do MPPR foi determinada a obrigação de pagamento, pelo autor dos crimes, indenização por danos morais à vítima. A Promotoria de Justiça requereu o valor de R$ 50 mil, mas foi fixado o valor de R$ 15 mil, considerando a condição financeira do agora condenado.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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