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Projeto de estagiária do MPPR apoia mulheres vítimas de violência

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Incomodada desde muito cedo com a vulnerabilidade de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, a estagiária de graduação da Promotoria de Justiça de Mamborê Heloísa Perosa Lang sentiu a necessidade de fazer algo por essas pessoas. Assim, em 2018, criou o projeto “Somos Suficientes”, com o objetivo de dar apoio a mulheres vítimas de violência e contribuir para conscientizar a sociedade sobre a importância do comprometimento de todos no enfrentamento do problema.

O projeto começou a partir da criação de um perfil no Instagram, em que Heloísa publicava várias informações sobre o tema e considerações acerca da Lei Maria da Penha, criada para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Hoje, além de estar nas redes sociais (o projeto também tem um perfil no Facebook) e ter um site, a iniciativa vai até a comunidade, por meio de rodas de conversa e palestras para estudantes do ensino médio e mulheres de todas as idades de Mamborê e distritos vizinhos. Homens também podem participar.

“Essa preocupação surgiu quando eu cursava o ensino médio, e se intensificou quando ingressei no curso de Direito e, em seguida, no MPPR, onde diariamente tenho contato com situações de violência contra a mulher. Decidi que faria algo, mesmo que pequeno, para ajudar as vítimas, principalmente quando passei a perceber que as agressões eram vistas como algo normal no dia a dia de muitas famílias de Mamborê e de todo o país”, afirma Heloísa.

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Segundo a estagiária, os convites para os encontros com as comunidades foram surgindo naturalmente e geralmente partem de escolas, associações e Centros de Referência de Assistência Social dos Municípios. Neste ano, as conversas se intensificaram e ela decidiu criar um site para divulgação de artigos relacionados ao assunto e entrevistas com profissionais que agem direta ou indiretamente nas situações. Há ainda um espaço para que as mulheres relatem suas histórias, “pois precisamos mostrar que existe luz no fim do túnel e que a mulher é capaz de passar por cima disso tudo”, destaca.

Assuntos em pauta

Nos encontros, Heloísa coloca em debate aspectos que estão na Lei Maria da Penha, como quais são os tipos de violência, quem pode ser vítima, quem pode ser agressor, o que são as medidas protetivas de urgência, como denunciar, quais são as providências a serem tomadas, dentre outros assuntos. Ela ressalta que também aborda a necessidade de haver a empatia das pessoas em relação aos casos, já que existem inúmeros fatores que dificultam a tomada de atitude das vítimas diante das agressões sofridas.

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“Escolhi levar para as palestras informações básicas e que considero mais importantes para que as vítimas conheçam seus direitos, sintam-se seguras em denunciar e para que a sociedade entenda a importância de acolher essas mulheres e saiba ajudá-las. Além disso, é fundamental ‘desromantizar’ esse tipo de violência e salientar que isso não pode ser normal dentro da sociedade”, ressalta Heloísa.

Conheça o projeto Somos Suficientes

www.somossuficientes.com.br

Instagram: @somossuficientes

Facebook: Somos Suficientes

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná denuncia pelos crimes de tortura, lesão corporal e violência psicológica homem que agrediu esposa em Capitão Leônidas Marques

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Capitão Leônidas Marques, no Oeste do estado, denunciou por tortura, lesão corporal e violência psicológica um homem que praticou atos de violência contra a própria companheira, de 65 anos, em 22 de agosto último. A ação penal já foi recebida pelo Judiciário e tramita sob sigilo para preservação da intimidade da vítima.

Áudio do Promotor de Justiça Renato Sampaio Cavalheiro

Segundo as apurações, na data dos crimes, no interior da residência do casal, no Distrito de Alto Alegre do Iguaçu, em Capitão Leônidas Marques, o autor, um homem de 60 anos, valendo-se da condição de vulnerabilidade da vítima e da relação doméstica que mantinham, agrediu a esposa com socos, tapas e golpes na cabeça e no rosto utilizando um martelo de borracha. As agressões, que foram iniciadas após uma discussão, causaram graves lesões na ofendida.

Ao oferecer a denúncia, o Ministério Público sustentou o uso de meio cruel para a prática criminosa, uma vez que o agressor submeteu a vítima a intenso e continuado sofrimento físico e mental. Além das agressões físicas, o MPPR apontou a prática de violência psicológica reiterada durante toda a noite, com o ofensor limitando o direito de ir e vir da esposa e manipulando-a mediante constrangimentos para que não buscasse auxílio médico ou policial.

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Para garantir a proteção imediata da vítima, o Ministério Público requereu a manutenção da prisão preventiva do réu, que já está detido. Além disso, visando à reparação dos danos causados à mulher, pleiteou a fixação de valor mínimo de R$ 20 mil a título de indenização pelos danos causados.

Processo 0002402-36.2026.8.16.0062

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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