Connect with us


Agro

Projeto de algodão orgânico com irrigação avança no Semiárido paraibano

Publicado em

O cultivo de algodão orgânico consorciado no Semiárido da Paraíba ganhou novo impulso com projeto desenvolvido pela Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer) em parceria com o Instituto Casaca de Couro (ICC). A ação, que utiliza sistema de irrigação capaz de viabilizar até três colheitas por ano, teve início no município de Pilar, na Comunidade Chã de Areia, envolvendo três produtores locais.

Além do algodão, o projeto prevê o plantio de milho e gergelim, oferecendo alternativas de renda e fortalecendo a segurança econômica dos pequenos agricultores.

Parcerias garantem assistência técnica e mercado seguro

O modelo de cultivo combina diferentes formas de apoio: a Empaer fornece assistência técnica, a prefeitura de Pilar preparou a terra para o plantio e o ICC garante a compra da produção a preço fixo, além de fornecer certificação orgânica.

“O Governo do Estado, por meio da Empaer, vai prestar toda a assistência técnica. A prefeitura municipal de Pilar entrou com o corte da terra. Já o Instituto Casaca de Couro garante a compra da produção”, explicou Paulo Emílio, gerente regional da Empaer em Itabaiana.

Uso estratégico da água e expansão do projeto

O projeto aproveita as águas da transposição do Rio São Francisco, com perspectiva de expansão do sistema irrigado do Cariri até o Agreste, abrangendo municípios às margens do Rio Paraíba. Para apoiar os investimentos em irrigação, os produtores podem contar com financiamentos do Banco do Nordeste por meio do programa Agroamigo.

“Inicialmente, queremos chegar a todos os municípios que estão às margens do Rio Paraíba. Mas se alguém tem um poço, um açude ou manancial capaz de irrigar, estaremos juntos, Empaer e ICC, para executar o projeto”, afirmou Paulo Emílio.

Sustentabilidade e fortalecimento da economia regional

Com a iniciativa, o projeto busca consolidar um modelo produtivo sustentável, garantindo mercado seguro para a produção agrícola e oferecendo novas oportunidades aos pequenos produtores do Semiárido paraibano. A ação também fortalece a economia local ao criar alternativas de cultivo diversificado e com certificação orgânica.

Leia mais:  Seleon projeta novo recorde na produção de sêmen bovino em 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

Published

on

O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

Leia mais:  Demanda fraca após o Carnaval reduz preços do etanol em São Paulo, aponta Cepea

Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

Leia mais:  Arroz hoje: mercado trava com custos em alta e expectativa por leilões do governo no Brasil

Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262