Agro
Programação de embarques de açúcar no Brasil permanece acima de 3 milhões de toneladas
O total de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros era de 83 na semana encerrada em 10 de setembro, uma leve redução em relação aos 87 registrados na semana anterior, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil.
O relatório aponta que foram agendadas cargas de 3,183 milhões de toneladas de açúcar, contra 3,207 milhões na semana anterior.
Distribuição dos embarques por portos e tipos de açúcar
O Porto de Santos (SP) concentra a maior parte das cargas, com 2,118 milhões de toneladas, seguido por:
- Paranaguá (PR): 730,890 mil toneladas
- São Sebastião (SP): 186,300 mil toneladas
- Imbituba (SC): 50,300 mil toneladas
- Itajaí (SC): 25 mil toneladas
- Suape (PE): 11 mil toneladas
- Recife (PE): 62,250 mil toneladas
Em relação aos tipos de açúcar programados para exportação:
- VHP: 2,896,589 toneladas
- Cristal B150: 85,200 toneladas
- Refinado A-45: 71,5 mil toneladas
- TBC: 99,200 toneladas
O levantamento considera embarcações já ancoradas, em largo aguardando atracação e as previstas para chegada até 12 de novembro.
Exportações de setembro registram queda no valor e no volume
De acordo com dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a receita diária média das exportações brasileiras de açúcar e melaços atingiu US$ 65,089 milhões em setembro (com cinco dias úteis). O volume médio diário exportado foi de 153,807 mil toneladas.
No total, 769.037 toneladas de açúcar foram embarcadas em setembro, gerando US$ 325,449 milhões, a um preço médio de US$ 423,20 por tonelada.
Em comparação com setembro de 2024:
- A receita diária média caiu 23,4%, de US$ 84,931 milhões para US$ 65,089 milhões.
- O volume médio diário teve redução de 16,7%, ante 184,738 mil toneladas.
- O preço médio do açúcar recuou 7,9%, de US$ 459,70 por tonelada para US$ 423,20.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil
O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.
Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.
Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho
De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.
Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.
No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.
Preços do suíno vivo recuam na média nacional
Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.
No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.
Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais
No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.
Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:
- No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
- Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
- No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
- Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
- Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
- Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
- Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.
Exportações seguem em queda no comparativo anual
As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.
O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.
Na comparação com junho de 2025, houve:
- queda de 5,2% no valor médio diário
- recuo de 1% na quantidade média diária
- redução de 4,3% no preço médio
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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