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Programa Nota Paraná já destinou mais de R$ 340 milhões a entidades sociais

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O Nota Paraná, programa do Governo do Estado vinculado à Secretaria da Fazenda, já destinou a entidades sociais cadastradas mais de R$ 342 milhões, no período de 2015, quando foi criado, até março de 2023. São 1.678 entidades sociais participantes. Elas atuam nas áreas de assistência social, educação, saúde, geração de emprego e recebem créditos do programa, oriundos da devolução de parte do ICMS cobrado em compras no comércio e, todos os meses, participam dos sorteios, concorrendo a dez prêmios de R$ 20 mil e a 20 mil prêmios de R$ 100.

Dos R$ 342 milhões já destinados, foram R$ 106,6 milhões em prêmios e R$ 235,7 em créditos. O cidadão pode doar à instituição de sua escolha as notas fiscais em que ele próprio não informar o CPF. Assim, a entidade escolhida terá mais chances de ser contemplada tanto em crédito como nos sorteios. Há três formas de efetivar a doação, uma decisão exclusiva do consumidor: acessar o site do Nota Paraná com seu CPF e senha. Na aba “Minhas Doações” escolher a entidade e digitar a chave de acesso da nota fiscal.

Outra opção é utilizar o aplicativo Nota Paraná, que está disponível para Android e iOS. Na opção “Doações”, o cidadão busca a entidade desejada e lê o QR Code da nota fiscal. O doador também pode depositar a nota em das  urnas disponibilizadas pelas entidades nos estabelecimentos comerciais. A própria instituição recolhe as notas e se encarrega de cadastrá-las.   

CRIANÇAS E ADOLESCENTES – A Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente (Acrica) é uma das instituições beneficiadas. Com 30 anos de atividades em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, ela atua para garantir os direitos da criança e do adolescente e o fortalecimento de vínculos com a família. Desde 2016, quando passou a participar do Nota Paraná, já recebeu mais de R$ 200 mil, que foram convertidos aos projetos e estrutura do local.

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Somente no ano de 2022, cerca de R$ 11 mil foram arrecadados pela instituição através do programa. “O Nota Paraná é uma fonte de renda para auxiliarmos as crianças e adolescentes em situação de risco. Trata-se de um presente para que a gente possa subsidiar os gastos”, diz Neuci Hopka, voluntária da instituição.  

Em atividade desde 1993, a Acrica utilizou no começo a estrutura de uma escola municipal cedida pela Prefeitura de Piraquara. Até 1998, atuava com o objetivo de propiciar às famílias melhores condições de vida, integrando-as à sociedade com programas como alfabetização de adultos, distribuição de enxovais para recém-nascidos, formação de hortas, curso de tricô, crochê, bordados e pintura em tecidos, além de um coral para crianças e adolescentes. Em 1998 inaugurou a Escola Casa dos Girassóis de Educação Infantil e Ensino Fundamental, onde funcionou por mais de 20 anos.

Atualmente a instituição mantém o projeto de contraturno escolar, atendendo 124 alunos. O projeto oferece às crianças e jovens diversas atividades extracurriculares, como teatro, artes marciais, futebol, capoeira, reforço de português e matemática, ensino de informática, além de atendimento psicológico. Os alunos desenvolvem habilidades em dicção, memória, controle do corpo, lógica e convivência social. A instituição também oferece espaço de biblioteca, para confecção de artesanatos e um bazar para arrecadação de fundos com doações. 

Além dos créditos repassados pelo Programa Nota Paraná, a Acrica também faz captação de recursos através do Imposto Renda, doações de roupas, calçados e utensílios que são vendidos no bazar da entidade, além de constantes doações monetárias e da elaboração de projetos sociais. “Temos feito um trabalho para conquistar novos doadores e empresas para recolhimentos de notas fiscais oriundas de compras no comércio. Fazemos campanha para que as pessoas emitam notas sem CPF e doem para a entidade”, explica a voluntária Neuci.

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INSTITUTO COMPARTILHAR – O Instituto Compartilhar é outra instituição sem fins lucrativos cadastrada no Nota Paraná. Localizada em Curitiba, atua com o esporte nas escolas públicas paranaenses e já recebeu do programa, entre créditos e prêmios, mais de R$ 79 mil. Os beneficiários são crianças e adolescentes de 9 a 15 anos.

“O instituto começou a fazer um movimento em 2016 para maior captação de recursos. Com a pandemia, os valores de arrecadação diminuíram um pouco, mas sempre mantivemos o cadastro no Nota Paraná e a busca por doações de notas fiscais para manutenção da nossa estrutura e do projeto de esporte nas escolas. Acreditamos que a prática esportiva por crianças e jovens contribui para a vida deles e para transformar a sociedade”, explica Luiz Fernando, gerente do Compartilhar.

Atualmente, o projeto do Instituto Vôlei em Rede – Núcleos Paraná atende a cerca de 1,8 mil crianças e adolescentes em 17 núcleos do programa, que funcionam em escolas públicas estaduais e contam com professores de educação física disponibilizados pela secretaria estadual de Educação para ministrarem as aulas no horário do contraturno escolar.  O Instituto atua, também, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte com núcleos de iniciação ao voleibol. 

Fonte: Governo PR

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Bombeiros do Paraná mantêm busca por sobreviventes na força-tarefa na Venezuela

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Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando de forma ininterrupta na Venezuela, onde restam apenas dois dias da chamada janela de resgate considerada mais favorável para localização de sobreviventes sob estruturas colapsadas. Na região de La Guaira, uma das mais atingidas pelo terremoto que devastou o país na última quarta-feira (24), as equipes permanecem mobilizadas em uma operação iniciada após a detecção de indícios da presença de uma vítima com vida em um edifício de oito pavimentos colapsado.

A missão brasileira – coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – atua em conjunto com equipes internacionais nas operações de busca e resgate. Desde a tarde desta quarta-feira (1º), bombeiros do Paraná, São Paulo e Minas Gerais trabalham ao lado de equipes do Equador e da Inglaterra na tentativa de acessar o ponto onde foram identificados sinais compatíveis com a presença de um sobrevivente. Os trabalhos avançaram durante toda a noite e seguiram ao longo desta quinta-feira (02).

“Na data de ontem, as nossas equipes detectaram vida no subsolo desse edifício que foi totalmente destruído. Já foram removidos alguns corpos aqui, mas foi detectada vida tanto pela nossa equipe quanto pelas equipes do Equador e da Inglaterra. Esse trabalho começou na tarde de ontem, durou toda a noite, hoje o dia inteiro e deve continuar amanhã”, relatou em vídeo enviado ao comando do CBMPR, em Curitiba, o líder da equipe paranaense na missão, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert.

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CORRIDA CONTRA O TEMPO – As operações entram agora na fase mais crítica das buscas. De acordo com protocolos internacionais adotados em missões de resposta a terremotos, os primeiros dez dias após o colapso de edificações concentram as maiores chances de localização de sobreviventes. Isso ocorre porque algumas vítimas podem permanecer vivas em chamados espaços vitais — vazios formados entre elementos estruturais da construção —, onde ainda conseguem respirar e aguardar o resgate. Com o passar dos dias, porém, as possibilidades diminuem em razão da desidratação, da falta de alimento e do agravamento das condições no interior dos escombros.

Segundo o tenente-coronel Gabriel, embora a maior parte das vítimas de mais fácil acesso já tenha sido retirada pelas equipes locais, ainda há registros de pessoas sendo encontradas com vida, o que mantém mobilizadas as forças de resgate internacionais

“A maior parte das vítimas superficiais já foi retirada. Nesse momento é muito difícil encontrar pessoas com vida, mas elas ainda estão sendo encontradas. Ontem foram localizadas mais duas vítimas com vida e nós seguimos nessa corrida. Até completar dez dias do terremoto vamos trabalhar com esforço máximo para tentar localizar pessoas que ainda estejam sob os escombros e retirá-las com vida”, afirma.

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MISSÃO BRASILEIRA – A mobilização da força-tarefa brasileira teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. Os militares embarcaram em dois grupos, partindo de Curitiba e Guarapuava, seguindo para a Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, onde se reuniram aos demais integrantes da missão brasileira

Na sexta-feira (26), a equipe embarcou em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino à Venezuela. Após a chegada ao país, os bombeiros instalaram a base operacional e iniciaram as buscas em campo na manhã de sábado (27). Desde então, permanecem atuando continuamente nas operações de busca e resgate em estruturas colapsadas ao lado de equipes brasileiras e de diversos outros países mobilizados para a resposta ao desastre.

Fonte: Governo PR

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