Paraná
Programa inédito vai incentivar viagens para pessoas idosas no Paraná
Pessoas acima de 60 anos de idade de 346 municípios terão a oportunidade de viajar e conhecer outros locais do Paraná de forma gratuita nos próximos meses. Essa é a proposta do projeto Viaja + 60, iniciativa que faz parte do programa Paraná + Viagem, que já virou lei. As diretrizes para o funcionamento do Viaja + 60 foram explicadas aos gestores nesta semana pelas secretarias do Turismo e Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa.
Nesta primeira fase foram repassados R$ 3,5 milhões do Fundo Estadual da Pessoa Idosa para os municípios que tinham atestado de regularidade no Conselhos Municipais dos Direitos da Pessoa Idosa incentivarem a atividade turística local. Os recursos devem ser usados na contratação de transporte, pagamento de hospedagem, guias turísticos e demais atividades relativas à organização das viagens, sempre adequadas e acessíveis ao público-alvo. Os municípios podem aportar recursos próprios para complementar as viagens, quando necessário.
As prefeituras que já demonstraram interesse devem organizar viagens para pessoas idosas (acima de 60 anos) e informar o roteiro e detalhes às secretarias estaduais envolvidas. O Plano de Trabalho deve especificar as informações para a identificação da atividade contemplada, tais como: município de origem, município ou localidade de destino, objetivo da viagem, roteiro detalhado e perfil do público atendido.
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As viagens devem buscar um enfoque social, desportivo, pedagógico, técnico, cultural e/ou ambiental dentro das 19 Regiões Turísticas do Paraná, contribuindo para a valorização de destinos e atrações turísticas emergentes que possuem baixa ou média demanda turística. Elas podem ter formatos diversos como: Interregional (viagens de até 4 dias entre regiões turísticas); Regional (viagens de até 3 dias dentro das regiões turísticas); ou Local e Microrregional (viagens de 1 a 2 dias dentro das regiões turísticas).
“Pessoas com mais de 60 anos de idade de 346 municípios terão a oportunidade de viajar e conhecer outros locais do Paraná. Essa é a proposta do projeto Viaja + 60”, afirmou a secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte. “Acreditamos que em 60 dias estaremos com um número significativo de roteiros em execução, considerando que os primeiros meses do ano envolvem a organização administrativa”.
O secretário do Turismo do Paraná, Márcio Nunes, lembra que o Viaja + 60 contribuí para uma melhor qualidade de vida dessa parcela da população e, ao mesmo tempo, aquece a indústria turística estadual. “Muitos idosos desistem de viajar devido à falta de inclusão nos roteiros tradicionais. Com essa iniciativa, vamos mostrar que é possível conhecer vários pontos turísticos do Paraná com segurança, qualidade e o devido cuidado que a pessoa idosa merece, fortalecendo nossos destinos regionais”, comentou.
As informações detalhadas sobre o programa estão no Caderno Orientativo entregue aos municípios.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Campina Grande do Sul, Ministério Público do Paraná denuncia por homicídio culposo médica que dirigia UTI pediátrica na qual morreram seis crianças em 2024
O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma médica que exercia a direção técnica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica de um hospital. A profissional é acusada da prática de homicídio culposo contra seis crianças e recém-nascidos. A peça acusatória, oferecida no dia 14 de agosto, foi recebida pelo Judiciário nesta segunda-feira, 17 de agosto.
Áudio do Promotor de Justiça Éder Teodorovicz
As mortes ocorreram entre maio e julho de 2024. De acordo com a denúncia, os óbitos foram decorrentes de choque séptico e falência múltipla de órgãos, ocasionados por uma grave contaminação intra-hospitalar por bactérias multirresistentes no interior do setor.
A denúncia do Ministério Público aponta que a investigada deixou de observar regras técnicas de sua profissão e agiu com grave negligência ao se omitir na fiscalização e na garantia de aplicação de protocolos básicos de assepsia e biossegurança. A omissão da profissional permitiu um ambiente propício à contaminação cruzada por conta de práticas inaceitáveis realizadas pela equipe técnica, como a reiterada reutilização de luvas de procedimento entre pacientes distintos, a falta de higiene, incluindo privação de banhos, e o manuseio inadequado de tubos de intubação e acessos venosos.
Além da responsabilização penal, o MPPR requereu a fixação de reparação financeira mínima de R$ 50 mil para cada família afetada.
Processo 0015945-30.2024.8.16.0013 (sob sigilo)
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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