Paraná
Programa do Estado: Paranaguá é a 1ª cidade a aderir ao Turismo na Escola
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setu), realizou nesta quarta-feira (18) a transição do Turismo na Escola de projeto isolado para programa de governo. O lançamento da nova fase ocorreu em Paranaguá, com a assinatura do primeiro termo de adesão municipal e do termo de cooperação com a Instância de Governança Regional (IGR) do Litoral (Adetur Litoral).
Instituído pelo Decreto 12.550/2026, o programa une as áreas de Educação e Turismo para fomentar a consciência turística como instrumento pedagógico multidisciplinar. A iniciativa busca transformar o setor em uma ferramenta de transformação social e geração de renda, começando pela base escolar. A Secretaria Estadual da Educação (Seed) deu suporte para montar o programa e a implantação nas escolas conta com a parceria das secretarias municipais.
“Hoje é um dia especial porque o Turismo na Escola passa a ser uma política pública permanente. Escolhemos Paranaguá, a cidade mãe do Estado, por todo o seu simbolismo histórico”, afirmou o secretário de Estado do Turismo, Leonaldo Paranhos. “Percebemos a necessidade de, em parceria com a área da Educação, formar nossas crianças e jovens para essa ferramenta extraordinária de transformação social e distribuição de renda que o turismo proporciona”.
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METODOLOGIA E ADESÃO – Paranaguá foi o primeiro município a aderir formalmente ao programa dentro da nova estrutura. A meta da Setu é expandir a adesão para as demais prefeituras do Litoral e outras IGRs do Estado.
Segundo a diretora de Gestão, Sustentabilidade e Qualificação do Turismo da Setu, Tatiana Nasser e Silva, a formalização abre caminho para o trabalho direto com as unidades de ensino. “Agora começamos as capacitações dos professores para que eles levem o tema para a sala de aula. Após essa etapa teórica, trabalharemos em campo com os alunos, levando-os a eventos e atrativos locais”, explicou a diretora.
A capacitação é oferecida pela Setu de forma presencial ou online, com a disponibilização de materiais didáticos como o “Caderno do Professor” e a “Cartilha do Aluno”. O conteúdo também está disponível na plataforma da Escola de Gestão do Paraná.
Em Paranaguá, o programa será integrado ao projeto municipal “Pertencer”. De acordo com a vice-prefeita Fabiana Parro, a iniciativa é essencial para que a população reconheça o potencial da própria cidade. “O cuidar da cidade passa por esse sentimento de pertencimento. Precisamos que nossas crianças entendam que Paranaguá tem muita história e que as comunidades podem tirar seu sustento do turismo”, destacou.
O secretário municipal de Educação, Thiago Casas do Nascimento, adiantou que as atividades começarão pelas comunidades marítimas e ilhas, como a Ilha do Mel, sendo posteriormente expandidas para toda a rede municipal, especialmente em escolas de tempo integral.
PROGRAMA – O Turismo na Escola estimula a vivência direta do patrimônio histórico, cultural e natural. Entre os resultados esperados estão a valorização da identidade local, a formação de cidadãos conscientes sobre o uso sustentável dos recursos e o incentivo ao pensamento empreendedor no setor turístico. O programa prevê, ainda, o projeto “Turista Aprendiz”, que promove aulas lúdicas e visitas técnicas, e culmina em uma mostra turística com a entrega do certificado de “Professor Amigo do Turismo”.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná manifesta apoio à nota de repúdio sobre charge relacionada à morte de juíza após procedimento de coleta de óvulos
O Ministério Público do Paraná (MPPR) reitera o posicionamento manifestado pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) e se associa à nota pública divulgada nesta sexta-feira, 9 de maio, diante da repercussão envolvendo o falecimento da magistrada Mariana Francisco Ferreira.
O MPPR manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas, em um momento de profunda dor que sensibiliza todo o sistema de Justiça. Reafirma, ainda, a importância de que temas sensíveis, especialmente aqueles relacionados à maternidade, aos desafios das carreiras jurídicas e à dignidade da pessoa humana, sejam tratados com responsabilidade, respeito e sensibilidade.
O debate público e a liberdade de expressão são valores fundamentais em uma sociedade democrática. Ao mesmo tempo, situações marcadas pelo luto e pelo sofrimento humano exigem compromisso ético, empatia e responsabilidade.
A seguir, a íntegra da nota pública divulgada pelo CNPG:
Nota pública de repúdio
O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) manifesta veemente repúdio à charge publicada no jornal Folha de S.Paulo, pela absoluta falta de empatia com a perda precoce de uma vida humana e, também, por considerar que a abordagem adotada desrespeita tema extremamente sensível relacionado aos desafios da maternidade diante das exigências da atividade laboral dentro do sistema de Justiça brasileiro.
A publicação ocorre em contexto de profunda comoção pelo falecimento da juíza Mariana Francisco Ferreira, aos 34 anos, após procedimento de coleta de óvulos, fato que mobilizou magistrados, membros do Ministério Público e, especialmente, mulheres que convivem com os impactos pessoais e profissionais decorrentes das exigências das carreiras jurídicas.
O CNPG reafirma seu compromisso com a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão e o direito à crítica institucional, valores essenciais ao Estado Democrático de Direito. Essas garantias, contudo, não afastam a necessária responsabilidade ética e sensibilidade humana diante de episódios marcados por dor e luto.
O Ministério Público brasileiro reconhece a legitimidade do debate público sobre o sistema de Justiça e suas estruturas. O que não se pode jamais admitir é a banalização do sofrimento humano ou a desumanização de experiências profundamente sensíveis.
Neste momento, o CNPG se solidariza com os familiares, amigos e colegas da juíza Mariana Francisco Ferreira, reiterando respeito a todas as mulheres que enfrentam, diariamente, os desafios de equilibrar responsabilidade profissional e projetos legítimos de vida pessoal e familiar.
Brasília/DF, 9 de maio de 2026.
Pedro Maia Souza Marques
Fonte: Ministério Público PR
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