Paraná
Profissionais de saúde do Sudoeste recebem certificação internacional de atendimento
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou nesta semana mais uma etapa do curso AMLS (Advanced Medical Life Support), que percorre várias regiões do Paraná. A capacitação, inédita no Estado, é embasada em protocolos internacionais e destinada para profissionais da linha de frente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O encontro aconteceu no município de Dois Vizinhos, situado na região Sudoeste, e reuniu 60 profissionais das Regionais de Pato Branco (7ª RS) e Francisco Beltrão (8ª RS).
A certificação é o principal curso internacional direcionado para o atendimento pré-hospitalar, especialmente de emergência clínica. No total, mil profissionais serão treinados no programa, sendo que 840 já passaram pelo curso. Este foi o 27⁰ encontro realizado desde abril deste ano. Os outros já aconteceram nas regiões Oeste (Foz do Iguaçu e Cascavel), Noroeste (Maringá e Umuarama), Norte (Londrina), Campos Gerais (Ponta Grossa), Sudoeste (Pato Branco) e Região Metropolitana (Curitiba).
Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a iniciativa pretende expandir os serviços emergenciais. “Esse é um compromisso da Sesa, atendendo a um pedido do governador referente à política de regionalização, levando o que há de melhor para o Interior”, ressaltou. “Disponibilizamos esse treinamento para médicos e enfermeiros do Samu e das UPAs em municípios fora da Capital, para que as equipes estejam ainda mais capacitadas”.
Ao todo, o Governo investiu R$ 4,5 milhões nesta ação. O Paraná é o único estado a investir no treinamento de urgência para um número tão grande de profissionais. A implantação dessa capacitação atende a proposta de qualificação da Rede de Atenção, indicada no Plano Estadual de Saúde, logo após a cobertura de 100% do Samu.
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AMLS – Ensinado em todo o mundo desde 1999, o treinamento foi o primeiro programa de educação para serviços de emergência a abordar, de maneira completa, a melhor forma de tratar pacientes com patologias clínicas.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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