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Produtores rurais enfrentam juros elevados e crédito restrito, alerta presidente da FPA

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O aumento do endividamento no campo, aliado à dificuldade de acesso ao crédito e à fragilidade das políticas de seguro rural, tem colocado o produtor brasileiro sob forte pressão financeira. A avaliação é do deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que vem reforçando o tema nas discussões recentes na Câmara dos Deputados.

Juros elevados e crédito limitado pressionam o setor agropecuário

De acordo com Lupion, o cenário atual vai além de desafios pontuais e exige uma resposta estrutural. A combinação de juros elevados, restrições no crédito e aumento dos custos de produção tem comprometido a capacidade de investimento no campo e a sustentabilidade da atividade rural.

Levantamentos apresentados pela FPA indicam que o volume de crédito rural disponível não tem sido suficiente para atender à demanda do setor. Na prática, produtores — especialmente pequenos e médios — enfrentam dificuldades para acessar financiamento, enquanto as taxas de juros podem ultrapassar 20% ao ano, dependendo das condições e garantias exigidas.

Falta de seguro rural amplia riscos para o produtor

Outro ponto crítico destacado é a limitação das políticas de proteção ao produtor. Programas como o Proagro e o Plano de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) vêm perdendo alcance nos últimos ciclos, reduzindo a cobertura e deixando produtores mais expostos a perdas climáticas e oscilações de mercado.

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A avaliação dentro da FPA é de que a ausência de um seguro rural robusto amplia significativamente o risco da atividade, especialmente em um cenário de maior instabilidade climática.

Custos de produção seguem em alta e impactam rentabilidade

O avanço dos custos de produção também tem sido um fator determinante para o aumento da pressão sobre o setor. A dependência de fertilizantes importados, aliada a gargalos logísticos e à elevação do frete, segue impactando diretamente o bolso do produtor.

Esse cenário se intensifica em períodos estratégicos, como o plantio do milho, quando a demanda por insumos cresce e pressiona ainda mais os preços.

Efeito em cadeia aumenta endividamento no campo

Na avaliação de Lupion, o conjunto desses fatores gera um efeito em cadeia: custos mais elevados, acesso restrito ao crédito e maior exposição ao risco resultam em produtores mais endividados e com menor capacidade de प्रतिक्रिया financeira.

O tema tem sido debatido no Congresso Nacional, com parlamentares da bancada do agro defendendo medidas que ampliem o acesso ao crédito e fortaleçam os instrumentos de gestão de risco.

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Câmara dos Deputados e FPA discutem medidas estruturais

Diante desse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária tem intensificado as articulações na Câmara dos Deputados em busca de soluções estruturais para o setor. Entre os pontos em discussão estão o fortalecimento do crédito rural, a ampliação dos recursos para o seguro rural e a melhoria dos instrumentos de financiamento.

A proposta defendida pela bancada inclui maior participação do Estado no apoio à produção, além do fortalecimento das cadeias produtivas locais e da ampliação da assistência técnica no campo.

Perspectiva aponta necessidade de mudanças no modelo de financiamento

A avaliação predominante entre lideranças do setor é de que o atual modelo de financiamento rural precisa ser reestruturado para garantir maior previsibilidade e segurança ao produtor.

Sem avanços nessas frentes, o risco é de continuidade do cenário de endividamento elevado e redução da capacidade produtiva, especialmente entre pequenos e médios produtores, que são os mais afetados pelas restrições de crédito e pela ausência de proteção adequada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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CV Nelore Mocho leva 50 reprodutores ao leilão da Feicorte 2026 e reforça genética de ponta na pecuária de corte

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A CV Nelore Mocho, referência nacional em melhoramento genético bovino, participará da 22ª edição da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que será realizada entre os dias 23 e 26 de junho de 2026, em Presidente Prudente (SP). O evento é considerado um dos mais importantes do calendário da pecuária de corte brasileira.

Em 2026, a marca celebra 40 anos de seleção genética contínua e marcará presença na feira com estande próprio e programação especial voltada a criadores, investidores e profissionais do setor.

Leilão reúne 50 reprodutores com avaliação genética completa

O ponto alto da participação da CV Nelore Mocho será o seu primeiro leilão de 2026, agendado para o dia 24 de junho, a partir do meio-dia. Na ocasião, serão ofertados 50 reprodutores da safra 2024, todos com avaliação genética completa pelos principais programas de melhoramento do país, incluindo PMGZ, Geneplus e GMA.

Os animais representam o resultado de décadas de investimento em tecnologia, ciência aplicada e eficiência produtiva, pilares que sustentam o trabalho da marca na pecuária moderna. A seleção busca reunir características como desempenho, rusticidade e ganho genético consistente, fundamentais para a evolução dos rebanhos de corte no Brasil.

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Leilão será realizado presencialmente e com transmissão nacional

O evento será conduzido pela Leilosul e realizado de forma presencial no Espaço Tatersal do Recinto de Exposições Jacob Tosello, dentro da programação oficial da Feicorte 2026.

Para ampliar o alcance e facilitar a participação de compradores de diferentes regiões do país, o leilão também será transmitido ao vivo pelo Canal do Boi, tradicional plataforma de difusão de negócios agropecuários no Brasil.

Marca reforça legado e compromisso com a pecuária moderna

Com quatro décadas de atuação, a CV Nelore Mocho destaca que sua participação na Feicorte reforça o compromisso com inovação genética, produtividade e sustentabilidade na pecuária de corte.

A trajetória da marca está associada ao trabalho de Carlos Viacava, nome reconhecido no setor por sua contribuição à evolução do melhoramento genético bovino no país, consolidando a empresa como uma das referências na seleção de Nelore Mocho no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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