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Agro

Produtores apostam em cultivares resistentes para recuperar a produção de kiwi no Rio Grande do Sul

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Recuperação do kiwi após perdas causadas por fungo

A cultura do kiwi vem enfrentando um processo de recuperação na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente no município de Farroupilha, após fortes impactos causados pelo fungo Ceratocystis fimbriata. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o patógeno dizimou parte significativa das áreas produtoras, comprometendo a atividade nos últimos anos.

Segundo o levantamento, o Ceratocystis fimbriata tem sido o principal fator limitante para o desenvolvimento da fruticultura na região. O fungo afeta diretamente o vigor das plantas e reduz a produtividade, o que levou muitos produtores a abandonarem a cultura em períodos anteriores.

Cultivares tolerantes e manejo adequado impulsionam nova fase da cultura

Apesar das dificuldades, o cenário atual é mais promissor. A Emater/RS-Ascar destaca que, com o uso de cultivares mais tolerantes e o manejo sanitário adequado, tem sido possível obter frutos de qualidade e retomar gradualmente a produção.

O trabalho integrado entre instituições de pesquisa, órgãos públicos, empresas privadas e técnicos da Emater/RS-Ascar tem sido essencial nesse processo, incentivando os produtores a apostarem novamente na cultura do kiwi.

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Esses esforços têm resultado na introdução de materiais genéticos mais adaptados às condições locais, o que aumenta a resistência das plantas e reduz os impactos de doenças. O manejo sanitário, que inclui práticas como o controle de umidade e a eliminação de plantas infectadas, tem sido determinante para evitar novos surtos do fungo.

Kiwi se consolida como alternativa de renda e diversificação

Além do foco na recuperação, o cultivo do kiwi também é visto como uma importante alternativa de diversificação e geração de renda para agricultores familiares da Serra Gaúcha.

A Emater/RS-Ascar reforça que a atividade contribui para o fortalecimento da fruticultura regional e para a sustentabilidade econômica das propriedades, ampliando as oportunidades de mercado e agregando valor à produção local.

Com o apoio técnico e o uso de tecnologias mais avançadas, o setor aposta em uma nova fase de crescimento, buscando consolidar novamente o kiwi como uma fruta símbolo da diversificação agrícola no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Trigo: El Niño aumenta risco climático e produção brasileira pode cair 20% na safra 2026/27

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O mercado brasileiro de trigo entra na safra 2026/27 cercado por desafios. A combinação de redução da área cultivada, custos elevados de produção e a confirmação do fenômeno El Niño deve impactar significativamente a produção nacional, que pode registrar queda próxima de 20% em relação ao ciclo anterior.

A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal de junho, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um cenário de maior risco para os produtores, especialmente devido aos possíveis efeitos climáticos sobre a qualidade dos grãos.

Plantio avança, mas produtores reduzem investimentos

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura do trigo já alcançou 45,3% da área prevista para a temporada 2026/27. As condições iniciais das lavouras são consideradas favoráveis, principalmente na Região Sul, onde a umidade tem contribuído para a boa emergência das plantas e o desenvolvimento vegetativo.

Apesar disso, o ambiente econômico segue desafiador. A rentabilidade considerada insatisfatória tem levado muitos produtores a reduzirem investimentos e diminuírem a área destinada ao cereal.

A projeção da Conab aponta retração de 13,4% na área cultivada. Somada a uma expectativa de produtividade 7,6% menor, a produção brasileira deverá atingir aproximadamente 6,2 milhões de toneladas, representando uma queda de cerca de 20% frente ao ciclo anterior.

Além da redução de área, os custos mais elevados de produção têm limitado o uso de tecnologias e investimentos em manejo, fator que também contribui para o viés baixista da safra.

El Niño amplia preocupação com a qualidade do trigo

A confirmação do El Niño adiciona uma nova camada de incerteza ao mercado. Embora o fenômeno possa favorecer o fornecimento de água durante as fases iniciais de desenvolvimento das lavouras, o excesso de chuvas ao longo do ciclo preocupa produtores e analistas.

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O principal risco está relacionado ao aumento da incidência de doenças e à perda de qualidade dos grãos na fase final de maturação e colheita, situação historicamente observada em anos sob influência do fenômeno climático.

A qualidade do trigo é um fator decisivo para a indústria moageira e para a formação dos preços, tornando o clima uma variável estratégica para o mercado nos próximos meses.

Mercado doméstico registra valorização durante a entressafra

Enquanto a nova safra está sendo implantada, os preços do trigo seguem firmes no mercado interno. No Paraná, principal estado produtor do país, o cereal foi negociado próximo de R$ 70 por saca na primeira quinzena de junho, acumulando valorização nos últimos 30 dias.

O movimento reflete a baixa liquidez típica do período de entressafra. Produtores permanecem retraídos nas vendas, enquanto os moinhos adotam postura cautelosa diante das dificuldades de repassar aumentos aos preços da farinha.

A valorização recente do dólar também contribuiu para sustentar as cotações domésticas, elevando a paridade de importação e fortalecendo o mercado interno.

Cenário internacional segue volátil

No mercado global, o trigo apresentou forte volatilidade entre maio e junho. As cotações em Chicago chegaram a superar US$ 6,60 por bushel durante maio, impulsionadas pela seca nas regiões produtoras dos Estados Unidos.

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No entanto, o avanço da colheita no Hemisfério Norte, a melhora das condições climáticas em áreas produtoras americanas e perspectivas mais favoráveis para a safra russa provocaram correções nos preços no início de junho.

Apesar disso, persistem incertezas relevantes em importantes origens globais, como Ucrânia e Rússia, o que mantém o mercado sensível a qualquer alteração climática ou geopolítica.

Dependência de importações deve continuar elevada

Com a perspectiva de menor produção nacional, o Brasil deve manter elevada dependência das importações para abastecer o mercado interno.

Nesse contexto, a formação dos preços domésticos continuará fortemente influenciada pelo câmbio e pela competitividade do trigo argentino, principal fornecedor do cereal ao mercado brasileiro.

A expectativa é que os preços permaneçam sustentados durante a entressafra, embora o amplo abastecimento global limite movimentos mais expressivos de valorização no mercado internacional.

Perspectivas para o setor

O cenário para o trigo em 2026/27 combina fundamentos de oferta mais restrita no Brasil com riscos climáticos crescentes associados ao El Niño. Para os produtores, o momento exige atenção redobrada ao manejo das lavouras, estratégias de comercialização e gestão de riscos.

Enquanto o mercado acompanha a evolução do clima e do plantio, a qualidade da safra deverá ser um dos principais fatores para determinar o comportamento dos preços e a competitividade do cereal brasileiro nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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