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Agro

Produção de maçã em Santa Catarina avança quase 28% e cenário macroeconômico no Brasil influencia mercado

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Safra de maçã em Santa Catarina deve ter forte recuperação

A produção de maçã no Santa Catarina está caminhando para um desempenho robusto na temporada 2025/26. Segundo o último Boletim Agropecuário da Epagri/Cepa, a safra deve subir 27,9% em relação ao ciclo anterior, impulsionada por condições favoráveis de cultivo nas principais regiões produtoras.

Esse crescimento projeta um forte aumento na oferta da fruta e reforça a posição do Estado como um dos principais fornecedores de maçã no Brasil, destacando a expansão em áreas como Campos de Lages, Joaçaba e Curitibanos.

Variedades de maçã impulsionam o crescimento da produção

Dentro da estimativa de produção total, a variedade Fuji representa 51,2% do volume esperado, com um aumento de 14,4%. A Gala, que responde por 47,2%, deve ter crescimento ainda mais expressivo, de 48,3%, enquanto as variedades precoces participam com 1,6% e expansão prevista de 2,2% em relação à safra passada.

Esses números indicam um cenário de recuperação consistente em diferentes segmentos da fruticultura catarinense, com destaque para a Gala, que teve bom desenvolvimento no campo.

Oferta maior começa a impactar os preços no mercado

O aumento da produção já começou a se refletir nas negociações. Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, a maior entrada de maçãs no mercado, especialmente das precoces, e o escoamento dos estoques remanescentes pressionaram os valores no atacado.

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Na Ceasa/SC, o preço médio da maçã caiu 0,7% entre dezembro e janeiro, e ficou 7,6% abaixo do patamar observado em janeiro de 2025. A maçã Gala registrou retração de 1,2% no período, enquanto a Fuji teve leve redução de 0,2% nos preços.

Para fevereiro, com a intensificação da colheita da Gala e o aumento da oferta, a expectativa é de nova pressão descendente nas cotações. No entanto, na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a maçã catarinense manteve preços mais firmes no início de 2026, sustentada pela demanda por frutas frescas nacionais.

Condições climáticas e desenvolvimento da safra nas regiões produtoras

Segundo a Epagri/Cepa, desafios climáticos tiveram impactos variados nas microrregiões. Em Campos de Lages, as condições favoreceram o desenvolvimento geral da cultura, apesar de alguns episódios isolados de granizo e falhas de polinização na Gala, sem comprometer os resultados.

Em Joaçaba, o florescimento e frutificação ocorreram sob boas condições, garantindo bom pegamento dos frutos mesmo com eventos pontuais de granizo. Já em Curitibanos, excesso de chuvas e baixa luminosidade na fase inicial da safra afetaram a frutificação, ajustando as expectativas produtivas na região.

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Cenário econômico brasileiro e política monetária influenciam o agronegócio

No plano macroeconômico, o Banco Central do Brasil tem mantido a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, com o objetivo de assegurar a convergência da inflação à meta e controlar pressões de preços na economia. Essa decisão foi reiterada em janeiro pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que deixou a Selic estável pela quinta reunião consecutiva e sinalizou possibilidade de início de cortes a partir de março de 2026, desde que as expectativas de inflação permaneçam sob controle.

A manutenção da Selic elevada afeta diretamente o custo de crédito e o ambiente de investimentos, o que pode influenciar decisões de produtores e agentes do agronegócio nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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