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Produção agropecuária de Mato Grosso pode atingir R$ 199 bilhões em 2026, mas deve recuar após safra recorde

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A produção agropecuária de Mato Grosso deve apresentar desaceleração em 2026 após um período recente de forte expansão no campo. De acordo com o boletim divulgado em 9 de março de 2026 pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a primeira estimativa do Valor Bruto da Produção (VBP) do estado aponta para R$ 199,11 bilhões no próximo ano.

O resultado representa uma queda de 7,47% em relação à estimativa de 2025, que foi marcada por níveis recordes de produção e geração de receita no agronegócio estadual.

Mesmo com a retração projetada, Mato Grosso deve permanecer como o principal polo agropecuário do país, mantendo forte participação na produção nacional de grãos e proteínas animais.

Agricultura segue como principal motor da economia rural

Segundo o levantamento do IMEA, a agricultura continua concentrando a maior parcela da geração de valor no campo mato-grossense.

Em 2025, o setor agrícola respondeu por 77,75% do Valor Bruto da Produção do estado, enquanto a pecuária representou 22,25% do total.

Entre as principais cadeias produtivas responsáveis pela geração de riqueza no campo estão:

  • soja
  • milho
  • algodão

Essas culturas formam a base da economia agrícola estadual e representam a maior parte da produção e das exportações do agronegócio de Mato Grosso.

Soja continuará liderando o VBP estadual

Mesmo com expectativa de recuo na receita, a soja deve permanecer como a principal atividade econômica do agronegócio mato-grossense.

De acordo com o boletim do IMEA, o VBP da soja está estimado em cerca de R$ 86,9 bilhões em 2026, o que representa redução de 7,48% em relação à estimativa para 2025.

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O recuo está relacionado principalmente à expectativa de menor produtividade após uma safra considerada excepcional, além de ajustes nos preços e nas condições de mercado.

Ainda assim, a oleaginosa seguirá como o principal motor econômico da agricultura estadual.

Algodão pode registrar a maior queda entre as culturas

Entre as principais lavouras do estado, o algodão deve apresentar a maior retração proporcional no próximo ano.

A projeção indica que o Valor Bruto da Produção da cultura pode cair 17,47%, reflexo da combinação entre:

  • redução esperada na produção
  • preços menos favoráveis no mercado da fibra

Mesmo com a retração projetada, Mato Grosso permanece como o maior produtor de algodão do Brasil e um dos principais exportadores da commodity.

Pecuária bovina deve desacelerar em 2026

O setor pecuário também tende a apresentar desempenho mais moderado no próximo ano.

O boletim do IMEA estima que o VBP da bovinocultura de corte pode alcançar R$ 37,85 bilhões em 2026, o que representa queda de 3,37% em comparação ao ano anterior.

Segundo a análise do instituto, a redução está ligada à menor oferta de animais para abate, resultado da retenção de fêmeas pelos produtores para recomposição do rebanho.

Esse movimento faz parte do ciclo pecuário e pode limitar temporariamente o volume de abates.

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Suinocultura e avicultura tendem a crescer

Apesar da retração em algumas cadeias produtivas, outros segmentos da pecuária devem apresentar expansão.

Entre eles estão:

  • suinocultura
  • avicultura

Essas atividades devem ser favorecidas pela demanda interna e pelas exportações de proteína animal, que continuam sustentando o crescimento da produção no país.

Cenário econômico também influencia o agronegócio

O ambiente macroeconômico também tem impacto sobre o desempenho da atividade agropecuária. De acordo com dados recentes do Banco Central do Brasil, a política monetária segue em patamar restritivo, com juros elevados como estratégia para controle da inflação.

Esse contexto influencia diretamente fatores como:

  • custo do crédito rural
  • investimentos no campo
  • decisões de produção e comercialização

Além disso, a taxa de câmbio e o comportamento das commodities no mercado internacional continuam sendo determinantes para a rentabilidade das cadeias produtivas do agronegócio.

Mato Grosso segue líder da produção agropecuária nacional

Mesmo com a previsão de queda no Valor Bruto da Produção em 2026, Mato Grosso deve continuar ocupando posição de destaque no agronegócio brasileiro, liderando a produção nacional de grãos e mantendo forte presença nas exportações agrícolas.

A expectativa do setor é que o estado siga como um dos principais motores da economia do país, sustentando a geração de renda, empregos e produção de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fundesa-RS muda modelo de arrecadação para bovinos e búfalos e passa a cobrar contribuição por rebanho declarado a partir de julho

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A cadeia produtiva de bovinos e búfalos de corte e leite no Rio Grande do Sul passa a operar, a partir deste ano, sob um novo modelo de contribuição ao Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS). A principal mudança é a substituição da cobrança no momento do abate pela arrecadação com base no rebanho declarado na Declaração Anual de Rebanho.

Com a alteração, a contribuição passa a ser paga diretamente pelo produtor rural, de forma proporcional ao número de animais informados no cadastro oficial, ampliando a participação de toda a cadeia na manutenção do fundo.

Transição do sistema e novos prazos de pagamento

A mudança estava prevista para entrar em vigor em 1º de julho, porém foi ajustada devido à prorrogação do prazo da Declaração Anual de Rebanho até 10 de julho.

Com isso, a emissão dos boletos de contribuição poderá ser realizada a partir de 15 de julho, marcando oficialmente o início do novo modelo operacional.

O pagamento deverá ser efetuado até o último dia útil de julho. No entanto, em função da extensão do prazo da declaração em 2026, os produtores terão até 31 de agosto para quitar a contribuição sem incidência de juros ou multas.

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Como será feita a cobrança do Fundesa-RS

De acordo com o novo modelo, todos os produtores com propriedade cadastrada e registro atualizado no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) receberão, por e-mail, o link para emissão do boleto.

Caso não recebam a notificação, os produtores deverão acessar o site oficial do Fundesa-RS a partir de 15 de julho e utilizar o banner específico para geração da guia, informando CPF ou CNPJ.

O valor da contribuição será de R$ 1,33 por animal declarado, incluindo bovinos e búfalos de corte e leite.

No caso de movimentação interestadual ou exportação de animais vivos, também será aplicada a mesma taxa por cabeça. Já animais que retornam ao Rio Grande do Sul após participação em eventos e exposições não serão novamente tributados.

Para animais com alto valor genético, como reprodutores, a contribuição será de R$ 2,67 por cabeça, com emissão realizada pelo sistema específico disponível no endereço guiasfundesa.com.br.

Regularidade no sistema é condição para indenizações

O Fundesa-RS reforça que a regularidade cadastral e a adimplência junto ao fundo são requisitos fundamentais para que a propriedade seja elegível a indenizações em casos de sacrifício sanitário.

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O fundo atua como instrumento de proteção sanitária e econômica, garantindo resposta rápida em situações de emergência, como ocorrência de doenças de notificação obrigatória, a exemplo da febre aftosa.

Função do Fundesa-RS na defesa agropecuária

O Fundesa-RS é um fundo privado formado por entidades representativas de produtores rurais e agroindústrias das cadeias de aves, suínos e bovinos de corte e leite.

Os recursos arrecadados são destinados ao pagamento de indenizações aos produtores, além de investimentos em ações de defesa sanitária, como aquisição de equipamentos, capacitação de equipes e desenvolvimento de tecnologias voltadas à vigilância agropecuária.

A mudança no modelo de arrecadação busca tornar o sistema mais amplo e equitativo, garantindo maior previsibilidade financeira ao fundo e fortalecendo as ações de defesa sanitária animal no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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