Agro
Preços firmes e exportações sustentam equilíbrio para o produtor brasileiro
O mês de outubro foi de estabilidade e valorização para a carne de frango no Brasil, marcando cenário positivo para o setor. Com oferta ajustada ao longo da cadeia, os preços mantiveram firmeza tanto no atacado quanto nas vendas independentes do vivo, beneficiando produtores e garantindo competitividade frente à carne bovina.
Exportações continuam sustentando o equilíbrio da cadeia produtiva. Em outubro (18 dias úteis), o Brasil embarcou 395.074 toneladas de carne de aves e miudezas, gerando receita de cerca de R$ 3,574 bilhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em aproximadamente R$ 9.042.
Apesar da queda de 2% no valor diário comparado a outubro de 2024 e baixa de quase 12% no preço médio por tonelada, a quantidade exportada subiu mais de 11%, mostrando demanda internacional aquecida e funcionando como válvula de equilíbrio para o mercado interno.
Em São Paulo, a evolução dos preços dos cortes congelados foi notável: o peito fechou cotado a R$ 11,00/kg no atacado e R$ 11,20/kg na distribuição; a coxa avançou para R$ 8,10/kg (atacado) e R$ 8,30/kg (distribuição); já a asa atingiu R$ 11,10/kg (atacado) e R$ 11,30/kg (distribuição). Cortes resfriados seguiram tendência semelhante, com o peito superando R$ 11,00/kg e as coxas e asas valorizadas em todo o canal.
Nas regiões produtoras, o quilo vivo teve estabilidade ou leve valorização: R$ 5,60 em Minas Gerais, R$ 6,40 em São Paulo, entre R$ 4,75 e R$ 4,90 no Sul e integração catarinense. Já no Nordeste e Norte, os aumentos foram mais expressivos, como em Pernambuco (R$ 8,00/kg), Ceará (R$ 8,30/kg) e Pará (R$ 8,50/kg).
A perspectiva para o último bimestre de 2025 é positiva, com expectativa de aumento na procura impulsionada por festas, celebrações e movimentações ligadas ao décimo terceiro salário. Esse dinamismo deve fortalecer vendas no varejo e garantir margem ao produtor, que pode se planejar para ampliar negócios nesse período estratégico do ano.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Etanol gera economia bilionária e reduz impacto da alta da gasolina no Brasil
O etanol voltou a desempenhar papel estratégico no mercado de combustíveis brasileiro em março de 2026, ajudando a conter os efeitos da alta da gasolina. Em um cenário de volatilidade no mercado internacional de petróleo, o biocombustível se manteve estável nas bombas, gerando uma economia superior a R$ 2,5 bilhões para os consumidores e para o país.
Etanol segura preços enquanto gasolina avança
Durante o mês de março, a gasolina registrou alta significativa, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. O preço médio passou de R$ 6,30 para R$ 6,78 por litro.
Em contraste, o etanol hidratado apresentou variação muito mais moderada, saindo de R$ 4,61 para R$ 4,70 por litro no mesmo período. Esse comportamento garantiu maior competitividade ao biocombustível frente à gasolina.
Na primeira semana de abril, a paridade entre os combustíveis ficou em 69,3%, abaixo do limite técnico de 73%, considerado o ponto de equilíbrio para vantagem econômica do etanol, reforçando sua atratividade para o consumidor.
Fatores estruturais explicam diferença de comportamento
A diferença no desempenho dos preços entre gasolina e etanol está ligada a fatores estruturais do mercado.
Enquanto a gasolina foi pressionada por custos ao longo da cadeia, mesmo sem reajustes nas refinarias, o etanol permaneceu sustentado pela oferta doméstica e pelas expectativas de uma safra recorde em 2026.
No nível do produtor, o preço do etanol apresentou leve recuo ao longo de março, passando de R$ 2,94 para R$ 2,89 por litro em São Paulo, contribuindo para a estabilidade nas bombas.
Redução das importações reforça impacto econômico
Além de aliviar os preços ao consumidor, o etanol também teve papel relevante na balança energética do país.
Sem a oferta do biocombustível, o Brasil teria necessidade de importar aproximadamente 2,3 bilhões de litros de gasolina apenas em março. Esse volume representaria um custo adicional superior a R$ 2,2 bilhões.
Ao somar a economia direta nas bombas com o custo evitado das importações, o impacto total positivo ultrapassa R$ 2,5 bilhões no mês.
Políticas públicas fortalecem o setor de biocombustíveis
O desempenho do etanol é resultado de uma estratégia de longo prazo no setor energético brasileiro. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), políticas públicas adotadas ao longo das últimas décadas foram fundamentais para garantir a competitividade do biocombustível.
Entre as iniciativas destacadas estão:
- Ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina;
- Programa Combustível do Futuro;
- Programa MOVER;
- Fortalecimento do RenovaBio.
Essas medidas contribuíram para o aumento da capacidade produtiva e para a consolidação de uma cadeia robusta no país.
Setor chega a 2026 com safra recorde e maior resiliência
De acordo com a avaliação da UNICA, o Brasil alcança 2026 com uma estrutura produtiva mais sólida e preparada para enfrentar cenários de instabilidade internacional.
O presidente-executivo da entidade, Evandro Gussi, destaca que a proteção ao consumidor é fruto de decisões estratégicas adotadas ao longo do tempo.
Segundo ele, a estabilidade do etanol frente à alta da gasolina demonstra a importância de políticas consistentes e de uma cadeia produtiva fortalecida, capaz de responder rapidamente a choques externos.
Etanol se consolida como aliado do consumidor e da economia
O desempenho do etanol em março reforça seu papel como um dos principais instrumentos de equilíbrio no mercado de combustíveis brasileiro.
Além de oferecer alternativa mais econômica ao consumidor, o biocombustível contribui para reduzir a dependência de importações e mitigar os impactos da volatilidade do petróleo, consolidando-se como elemento-chave na estratégia energética nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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