Agro
Preços do algodão caem em outubro com menor demanda e retração nas principais praças
O mercado de algodão registrou queda nos preços ao longo de outubro, influenciado pela menor demanda e pela retração nas praças produtoras, segundo levantamento da Safras Consultoria. A comercialização apresentou oscilações, com operações de trading voltadas para a safra 2026 e negócios pontuais da indústria tanto no mercado spot quanto para 30 dias.
Em São Paulo, o algodão posto foi cotado a R$ 115,08 por arroba (R$ 3,48 por libra-peso, sem ICMS), representando uma queda de 0,57% em relação à semana anterior, quando era negociado a R$ 115,74/arroba (R$ 3,50/libra-peso). Na comparação mensal, houve retração de 4,66% em relação a setembro, quando o preço médio era de R$ 3,65/libra-peso.
Em Rondonópolis (MT), o cenário foi semelhante, com a pluma registrando queda de R$ 0,96/arroba na semana, cotada na quinta-feira (30) a R$ 109,01/arroba (R$ 3,30/libra-peso). Em relação a outubro do mês passado, quando estava em R$ 3,47/libra-peso (R$ 114,60/arroba), a queda acumulada chegou a 4,88%.
Paridade de exportação indica menor competitividade
De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), as paridades de exportação do algodão em Mato Grosso seguem em tendência baixista nos últimos meses. A combinação da queda das cotações na Bolsa de Nova York e a desvalorização do dólar pressionou os preços das paridades.
Na semana de 20 a 24 de outubro, a paridade julho/26 ficou em R$ 122,82/arroba, enquanto a paridade dezembro/25 registrou R$ 110,05/arroba, retrações de 10,97% e 11,72%, respectivamente, em comparação com julho/25.
O cenário de paridades mais baixas reduz a competitividade do algodão mato-grossense, impactando a margem do produtor e o ritmo de comercialização. O Imea alerta que isso reforça a necessidade de estratégias para mitigar riscos e preservar a rentabilidade.
Exportações brasileiras têm leve alta em outubro
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o Brasil exportou 255.008 toneladas de algodão em outubro (considerando 18 dias úteis), com média diária de 14.167 toneladas. A receita total com vendas ao exterior alcançou US$ 413,701 milhões, correspondendo a média diária de US$ 22,983 milhões.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 10,9% no volume diário exportado, que em outubro de 2024 era de 12.770 toneladas diárias. A receita diária apresentou crescimento mais modesto, de 0,5%, ante US$ 22,864 milhões em outubro de 2024.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Vacinação bovina com contenção individual aumenta eficiência, reduz perdas e fortalece o bem-estar animal
A vacinação do rebanho é uma das práticas mais importantes para garantir a sanidade animal e a sustentabilidade da produção pecuária. No entanto, a eficiência do procedimento depende não apenas da qualidade das vacinas, mas também das condições de manejo e da estrutura utilizada durante a aplicação.
Especialistas alertam que a utilização de equipamentos adequados de contenção pode reduzir significativamente os riscos de acidentes, melhorar o bem-estar dos animais e aumentar a eficácia da imunização, trazendo benefícios diretos para a produtividade das propriedades rurais.
Contenção individual oferece mais segurança para animais e trabalhadores
Segundo a Beckhauser, referência no desenvolvimento de equipamentos para manejo bovino, a vacinação exige atenção especial para garantir a correta aplicação dos imunizantes e minimizar situações de estresse.
De acordo com Carla Ferrarini, gerente de Comunicação e Bem-Estar Animal e Humano da empresa, a contenção individual dos animais proporciona maior controle durante o manejo, aumentando a segurança da equipe e do próprio rebanho.
“Quando o animal é contido individualmente, há mais segurança para quem realiza o manejo e para o próprio bovino. Isso reduz o risco de acidentes, minimiza o estresse e garante maior precisão na aplicação da vacina, tanto na dosagem quanto no local correto de administração”, destaca.
Manejo coletivo pode aumentar perdas e comprometer a imunização
Em muitas propriedades, a vacinação ainda é realizada em bretes coletivos, onde diversos animais permanecem juntos durante o procedimento.
Nessas condições, são mais frequentes situações como empilhamento dos animais, quedas, contusões e lesões, além de aumentar o risco de acidentes de trabalho. O excesso de movimentação também pode comprometer a correta aplicação das vacinas, reduzindo sua eficácia.
Além dos impactos sobre o bem-estar animal, falhas durante a vacinação podem gerar prejuízos financeiros ao produtor. Entre os problemas mais comuns estão desperdício de insumos, aplicação incorreta de doses, quebra de agulhas e formação de abscessos vacinais, fatores que afetam o desempenho produtivo do rebanho.
Eficiência operacional melhora com manejo adequado
A adoção de sistemas de contenção individual também contribui para a otimização das operações dentro da fazenda.
Segundo Carla Ferrarini, os benefícios econômicos tornam-se evidentes quando o manejo sanitário é realizado de forma correta e planejada.
“Quando o manejo é feito adequadamente, os ganhos aparecem de forma muito clara. O produtor reduz desperdícios, diminui riscos operacionais e torna todo o processo mais eficiente”, afirma.
Estudos apontam ganhos sem aumento do tempo de trabalho
Pesquisas realizadas pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), de Jaboticabal (SP), demonstram que o tempo necessário para vacinar bovinos em sistemas de contenção individual é praticamente o mesmo observado em manejos coletivos.
A principal diferença está nos resultados obtidos. O modelo individual reduz perdas, diminui a incidência de acidentes, melhora o bem-estar animal e aumenta a eficiência operacional das atividades sanitárias.
Técnica de familiarização reduz estresse durante o manejo
Outra estratégia recomendada para melhorar o desempenho dos manejos sanitários é a chamada “escolinha”, prática utilizada antes de operações que envolvem grandes grupos de animais.
O método consiste em manter os equipamentos de contenção abertos para que os bovinos apenas transitem pelo local, sem a realização de qualquer procedimento.
Essa etapa de familiarização ajuda os animais a se adaptarem ao ambiente, reduzindo a reatividade e o estresse durante os manejos posteriores, o que favorece a segurança, a eficiência e o bem-estar em todas as etapas da produção pecuária.
Bem-estar e produtividade caminham juntos
Com a crescente demanda por sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis, o investimento em infraestrutura adequada para o manejo sanitário vem se consolidando como uma ferramenta estratégica para a pecuária moderna.
Além de promover melhores condições de trabalho para as equipes, a contenção individual contribui para a saúde do rebanho, reduz perdas econômicas e fortalece os indicadores de produtividade, fatores cada vez mais valorizados dentro da cadeia da carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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