Agro
Preços da mandioca se mantêm firmes com oferta restrita e demanda aquecida
Os preços da mandioca seguem firmes no mercado brasileiro, sustentados por um cenário de oferta limitada e demanda aquecida. De acordo com análises do Cepea, a última semana foi marcada por menor movimentação no setor, influenciada por fatores pontuais.
Feriado reduz ritmo da indústria e da comercialização
Na semana passada, a maior parte das indústrias reduziu os dias de operação em função do feriado da Paixão de Cristo, celebrado na sexta-feira (3). Ao mesmo tempo, produtores também limitaram a comercialização, seja pela busca por melhores margens, seja pelo recesso no período.
Esse cenário resultou em menor volume de esmagamento da raiz, contribuindo para a manutenção dos preços em patamares estáveis.
Oferta controlada sustenta preços da mandioca
Segundo pesquisadores do Cepea, a combinação de menor oferta e demanda consistente manteve o mercado equilibrado, sem grandes oscilações nos preços.
Além disso, muitos produtores têm adotado uma postura mais cautelosa, evitando elevar a oferta no curto prazo enquanto avaliam melhores oportunidades de comercialização.
Produtores sinalizam retomada das vendas no curto prazo
Com o objetivo de reforçar o caixa, parte dos produtores indica que pode ampliar a comercialização nas próximas semanas. Essa movimentação pode aumentar gradualmente a oferta no mercado, dependendo das condições de colheita.
Chuvas podem limitar avanço da oferta
Apesar da expectativa de maior volume de vendas, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia indica o retorno das chuvas em grande parte das regiões produtoras a partir desta semana.
As condições climáticas podem dificultar a colheita em algumas áreas, restringindo o avanço da oferta e mantendo o mercado ajustado.
Cenário aponta continuidade de preços firmes
Diante da combinação entre demanda aquecida, oferta ainda limitada e possíveis impactos climáticos, a tendência é de manutenção dos preços da mandioca em níveis firmes no curto prazo.
O comportamento do mercado seguirá atrelado à evolução das condições climáticas e à intensidade da retomada das vendas por parte dos produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Atenção para a declaração de rebanho obrigatória
A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.
Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.
A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.
Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.
Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.
A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.
Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.
O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.
Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.
Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.
Fonte: Pensar Agro
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