Agro
Preço do milho recua no Brasil com dólar em queda e avanço da safra, aponta TF Agroeconômica
Queda do milho reflete câmbio, Chicago e avanço da safra
O mercado de milho iniciou o dia sob pressão no Brasil, com recuo nas cotações influenciado por fatores externos, cambiais e pelo avanço da produção nacional. A análise é da TF Agroeconômica.
De acordo com a consultoria, o ambiente atual combina maior oferta interna, melhora nas condições climáticas em parte das regiões produtoras e perda de competitividade nas exportações, o que tem pesado sobre os preços.
Dólar mais baixo reduz competitividade das exportações
Um dos principais fatores de pressão é o comportamento do câmbio. O dólar voltou a operar próximo de R$ 5,10, mantendo-se em patamares mais baixos — o que reduz a atratividade do milho brasileiro no mercado internacional.
Com a moeda norte-americana enfraquecida frente ao real, os exportadores enfrentam margens mais apertadas, diminuindo o ritmo dos negócios externos e aumentando a oferta disponível no mercado interno.
Contratos futuros do milho recuam na B3
Na B3, os contratos futuros de milho encerraram o último pregão em queda, acompanhando o movimento negativo da Bolsa de Chicago e a desvalorização do dólar.
Os vencimentos para maio, julho e setembro de 2026 registraram perdas tanto no dia quanto no acumulado semanal, refletindo:
- Maior oferta com o fim da safra de verão
- Avanço do plantio da segunda safra (safrinha)
- Menor sustentação do mercado externo
Mercado físico segue travado no Sul do país
No mercado disponível, o cenário permanece heterogêneo, especialmente nos estados do Sul, com baixa liquidez e negociações pontuais.
Rio Grande do Sul: baixa liquidez e preços estáveis
No Rio Grande do Sul, os compradores seguem priorizando estoques próprios, limitando novas aquisições.
- Preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca
- Média estadual estável
- Produção impactada pela irregularidade das chuvas
Santa Catarina: diferença entre pedidas e ofertas trava negócios
Em Santa Catarina, o mercado apresenta forte desalinhamento entre compradores e vendedores:
- Pedidas próximas de R$ 75,00
- Ofertas ao redor de R$ 65,00 por saca
- Negociações pontuais e travadas
Paraná: incertezas com a safrinha limitam fluidez
No Paraná, o cenário é semelhante, com baixa movimentação. O clima irregular — com calor intenso e chuvas mal distribuídas — gera incertezas sobre o potencial produtivo da segunda safra, apesar de ainda haver alguma sustentação nos preços.
Mato Grosso do Sul tem suporte do setor de bioenergia
Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 49,00 e R$ 58,00 por saca, com negócios ocorrendo de forma pontual.
O setor de bioenergia segue como importante fator de sustentação da demanda, ajudando a equilibrar parcialmente o mercado, mesmo diante de um ambiente mais competitivo e com atuação cautelosa dos agentes.
Perspectiva: oferta elevada e cautela devem manter pressão nos preços
Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de milho no Brasil tende a permanecer pressionado no curto prazo, com destaque para:
- Avanço da safrinha aumentando a oferta
- Dólar em patamar mais baixo
- Menor ritmo das exportações
- Incertezas climáticas em algumas regiões
Diante desse cenário, a tendência é de continuidade da volatilidade, com o mercado atento às condições climáticas e ao comportamento do câmbio nos próximos dias.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Produção de leite de búfala ultrapassa 20 milhões de litros e ganha força no Sul e Sudeste do Brasil
Produção de leite de búfala no Brasil supera 20 milhões de litros por ano
A produção de leite de búfala no Brasil já ultrapassa a marca de 20 milhões de litros anuais, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste. O desempenho acompanha a expansão do rebanho bubalino, que cresceu cerca de 20% na última década, segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB).
Crescimento da demanda por queijos e iogurtes impulsiona o setor
O avanço da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda por derivados lácteos, como mussarela, burrata e iogurtes. Esse cenário tem ampliado a presença do leite de búfala no mercado e incentivado a entrada de novos produtores, principalmente em propriedades de menor escala.
Produção ainda é concentrada no Rio Grande do Sul
De acordo com a presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos e vice-presidente da ABCB, Desireé Möller, a atividade ainda apresenta espaço para expansão no Rio Grande do Sul.
Segundo ela, a produção segue concentrada no estado. Atualmente, o Laticínio Kronhardt é o principal responsável pela fabricação de queijos de búfala, operando sob o Selo de Pureza, certificação da ABCB que garante produtos elaborados exclusivamente com leite bubalino.
Produção artesanal agrega valor e amplia mercado regional
A cadeia também avança com iniciativas de produção artesanal. Em Passo do Sobrado (RS), produtores vêm investindo na fabricação de queijos de búfala, agregando valor à matéria-prima e ampliando a diversificação da oferta regional.
Leite de búfala se destaca por características nutricionais
Segundo Desireé Möller, o mercado combina expansão da demanda com boa rentabilidade. Ela ressalta ainda o diferencial do produto.
“O leite de búfala tem como diferencial sua composição. Classificado como A2A2, o produto apresenta maior facilidade de digestão e menor potencial inflamatório quando comparado ao leite de vaca”, afirma.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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