Agro
Preço da Cesta Básica Cai em 24 Capitais Brasileiras em Agosto, Apontam Conab e DIEESE
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgaram nesta sexta-feira (8) a Análise da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos referente a agosto de 2025. O levantamento acompanha o valor dos 12 ou 13 produtos que compõem a cesta básica em todas as capitais brasileiras.
Segundo o estudo, o preço médio da cesta básica apresentou redução em 24 das 27 capitais, enquanto Macapá (AP), Palmas (TO) e Rio Branco (AC) registraram aumento no período. A maior queda foi observada em Maceió (AL), com -4,10%.
Incentivos à produção agrícola contribuem para a queda de preços
O presidente da Conab, Edegar Preto, destacou que a parceria entre as duas instituições reforça a política de incentivo à produção de alimentos. Ele ressaltou ações recentes, como:
- Compra de cerca de 400 mil toneladas de arroz e 50 mil toneladas de feijão;
- Condições de juro baixo, de 3%, no Plano Safra;
- Facilitação do escoamento da produção de feijão da região Sul para centros consumidores.
“Esses números comprovam o acerto da nossa política agrícola e mostram que estamos no caminho certo para garantir alimentos acessíveis à população”, afirmou Preto.
Capitais com maior e menor custo da cesta básica
Entre julho e agosto de 2025, as quedas mais significativas foram registradas em:
- Recife (PE): -4,02%
- João Pessoa (PB): -4,00%
- Natal (RN): -3,73%
- Vitória (ES): -3,12%
- São Luís (MA): -3,06%
O levantamento também apontou que São Paulo registrou o maior custo da cesta básica, R$ 850,84, seguida por Florianópolis (R$ 823,11), Porto Alegre (R$ 811,14) e Rio de Janeiro (R$ 801,34). Já os menores valores foram encontrados em Aracaju (R$ 558,16), Maceió (R$ 596,23), Salvador (R$ 616,23) e Natal (R$ 622,00).
Comparativo anual e acumulado
Na comparação entre agosto de 2024 e agosto de 2025, todas as 17 capitais com série histórica apresentaram aumento no valor da cesta, variando de 3,37% em Belém a 18,01% em Recife.
- No acumulado de dezembro de 2024 a agosto de 2025:
- Maiores altas: Fortaleza (7,32%), Recife (6,93%) e Salvador (5,54%)
- Variação negativa: Goiânia (-1,85%), Brasília (-0,55%), Vitória (-0,53%) e Campo Grande (-0,20%)
Salário mínimo necessário para aquisição da cesta básica
Considerando a cesta mais cara do país, em São Paulo, o salário mínimo necessário para suprir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência foi estimado em R$ 7.147,91, equivalente a 4,71 vezes o salário mínimo vigente (R$ 1.518,00). Em julho de 2025, o valor havia sido de R$ 7.274,43.
O tempo médio de trabalho necessário para adquirir a cesta básica caiu para 101 horas e 31 minutos, comparado a 103 horas e 40 minutos em julho.
O percentual do salário mínimo líquido destinado à cesta básica ficou em 49,89%, abaixo do registrado em julho (50,94%).
Principais alimentos que registraram queda de preços
Entre julho e agosto, os produtos que mais contribuíram para a redução do valor da cesta foram:
- Arroz agulhinha: queda em 25 das 27 cidades, destaque para Macapá (-8,78%) e Florianópolis (-5,79%)
- Feijão: redução em 25 capitais; feijão preto caiu no Rio de Janeiro (-6,99%) e Vitória (-3,61%), enquanto o feijão carioca teve queda em São Luís (-5,22%), Belo Horizonte (-4,67%) e Porto Velho (-4,19%)
- Carne bovina de primeira: redução em 18 capitais, variando de -3,87% em Vitória a -0,12% em Florianópolis
- Batata: queda em 10 das 11 capitais pesquisadas, com destaque para Florianópolis (-18,35%)
- Tomate: diminuição em 25 cidades, variando de -26,83% em Brasília a -3,13% em Belém
- Açúcar: redução em 22 capitais, sendo mais expressiva em Manaus (-5,84%) e Cuiabá (-5,19%)
- Café em pó: queda em 24 das 27 cidades, com destaque para Brasília (-5,50%), João Pessoa (-4,79%) e Belo Horizonte (-4,75%)
Segundo Patrícia Costa, economista do DIEESE, a queda nos preços representa um alívio para o orçamento das famílias, mesmo diante de impactos externos, como o aumento das tarifas norte-americanas.
Parceria entre Conab e DIEESE amplia monitoramento
A parceria, firmada no final de 2024, visa monitorar os preços da cesta básica em todas as capitais brasileiras, contribuindo para a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e para a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Com a iniciativa, a coleta de preços passou de 17 para 27 capitais, permitindo análises mais precisas e abrangentes.
Para acessar a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos de agosto de 2025 e conferir todos os dados detalhados, consulte o site oficial da Conab. https://www.gov.br/conab/pt-br.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil apresenta diversidade de produtos agroalimentares na Thaifex Anuga Asia 2026
O Brasil marcou presença na Thaifex Anuga Asia 2026, realizada em Bangkok, na Tailândia, apresentando ao mercado asiático a diversidade e a qualidade dos produtos agroalimentares nacionais. A participação brasileira reforçou a estratégia de promoção comercial do agronegócio e de ampliação da presença de produtos de maior valor agregado em mercados internacionais.
Organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Pavilhão Brasil reuniu 14 empresas brasileiras, que apresentaram ao público uma ampla variedade de produtos, incluindo café, pão de queijo, açaí, vinhos, castanhas, carnes, coco, óleos vegetais, grãos, chocolates e snacks.
A participação na feira permitiu às empresas brasileiras ampliar contatos comerciais, prospectar novos clientes e fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e bebidas de qualidade.
Considerada a principal feira de alimentos e bebidas da Ásia, a Thaifex Anuga Asia 2026 reuniu 3.590 expositores de 56 países e atraiu mais de 90 mil visitantes profissionais de mais de 140 países. O evento é reconhecido como uma das mais importantes plataformas internacionais para promoção de produtos agroalimentares, geração de negócios e identificação de tendências do setor.
Ao longo da feira, o Pavilhão Brasil destacou a diversidade da produção agroalimentar brasileira e a capacidade do país de atender diferentes perfis de consumidores, combinando qualidade, sustentabilidade, inovação e competitividade.
A participação brasileira na Thaifex Anuga Asia 2026 reforça os esforços do governo brasileiro para ampliar mercados, diversificar a pauta exportadora e fortalecer a presença dos produtos agroalimentares nacionais em regiões estratégicas, como o Sudeste Asiático.
Informações à imprensa
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