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Porto de Itajaí conecta Santa Catarina ao mundo na exportação de frango congelado

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Santa Catarina tem no agronegócio uma de suas maiores forças econômicas e, dentro desse setor, a avicultura ocupa papel central. Inserido na região Sul, principal polo produtor de carne de frango do país, o estado se destaca tanto no Brasil quanto no exterior. Nesse cenário, o Porto de Itajaí se consolida como elo estratégico, permitindo que a proteína catarinense alcance mercados em diferentes continentes.

O frango catarinense que deixa o Porto de Itajaí abastece mercados de diferentes continentes. Hoje, mais de 120 países recebem carne de frango do estado. Em 2025, os principais destinos foram Países Baixos, Arábia Saudita, China e Japão; mercados exigentes e diversificados, que confirmam a qualidade da produção brasileira e a importância do terminal como porta de saída para o comércio global de alimentos.

De janeiro a julho deste ano, as exportações de Santa Catarina somaram mais de R$ 37,8 bilhões (US$ 6,95 bilhões), com movimentação de 5,49 milhões de toneladas.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destaca a importância do terminal para Santa Catarina e para o Brasil. “O Porto de Itajaí é fundamental para a economia de milhares de famílias catarinenses, que vivem da produção agroindustrial, e estratégico para a logística nacional. Desde que reassumimos a gestão, nosso compromisso tem sido garantir investimentos e previsibilidade para operadores e exportadores. Os resultados já estão aparecendo”.

A principal força da avicultura de Santa Catarina está no Oeste do estado, responsável por cerca de 80% da produção de frangos e suínos. É ali que se concentram as principais unidades de abate, localizadas a distâncias que variam entre 380 km e 680 km do Porto de Itajaí, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com dados sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), do estado de Santa Catarina.

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O trajeto até o litoral se dá principalmente pelas rodovias federais BR-282 e BR-470, por onde circulam diariamente caminhões frigoríficos carregados. Esse fluxo constante de cargas garante que a produção chegue ao porto mantendo o rigor da cadeia de frio, condição essencial para atender às exigências sanitárias e de qualidade dos mercados internacionais.

Rota do Frango Rumo ao Porto de Itajaí
Rota do Frango via Porto de Itajaí

Empregos e impacto social

São mais de 90 mil empregos diretos nas agroindústrias de carnes e quase 20 mil produtores integrados à produção primária. Quando somados os indiretos – em transporte, insumos e serviços associados –, centenas de milhares de pessoas dependem dessa cadeia produtiva em todo o estado.

Cada contêiner embarcado em Itajaí carrega também o esforço de milhares de famílias que transformaram a avicultura em motor de desenvolvimento econômico e social.

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos, responsável pela gestão atual do complexo, entre janeiro e julho de 2025, o porto embarcou 7.713 contêineres de frango congelado, totalizando 243.984 toneladas. O produto representou quase 20% de todos os contêineres movimentados no período, consolidando-se como a principal commodity de Itajaí.

Esse protagonismo reforça o papel do terminal como hub especializado na exportação de carnes, especialmente de frango congelado, produto que responde por 60% das exportações da avicultura catarinense.

Modernização e fortalecimento

O desempenho do Porto de Itajaí em 2025 está associado não apenas à força produtiva do Oeste catarinense, mas também ao processo de reorganização conduzido pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). Após período de paralisação em 2022, o terminal voltou a ser administrado pelo Governo Federal em janeiro de 2025, quando registrou retomada histórica: entre janeiro e junho foram movimentadas 1,859 milhão de toneladas, contra 104,1 mil no mesmo período do ano anterior.

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Para sustentar essa trajetória, o MPor anunciou investimentos de R$ 689 milhões até 2026 em obras de infraestrutura, como dragagem, readequação do Molhe de Navegantes, obras na Bacia de Evolução, reforço de energia, entre outras melhorias que impactam diretamente a logística de contêineres refrigerados. Até 2030, o pacote de modernização deve alcançar R$ 844 milhões, incluindo a construção de um píer para cruzeiros.

Outro passo importante foi a criação de um Grupo Técnico de Trabalho encarregado de estruturar a futura Autoridade Portuária própria de Itajaí (Companhia Docas), que dará autonomia administrativa ao complexo. A medida representa maior previsibilidade e segurança para operadores, arrendatários e exportadores que dependem do terminal.

Além da logística

Mais do que uma estrutura de embarque, o Porto de Itajaí simboliza a ligação entre o interior produtivo de Santa Catarina e consumidores de diferentes partes do mundo. Cada navio que parte do terminal carrega não apenas frango congelado, mas também o resultado de décadas de trabalho e investimento em uma cadeia produtiva que gera emprego, renda e reconhecimento internacional para o Brasil.

Com a modernização em curso e a consolidação de sua gestão, Itajaí se projeta não apenas como um porto estratégico para a avicultura catarinense, mas como um ator central no esforço de posicionar o Brasil entre os líderes mundiais da produção e exportação de alimentos.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil destaca transição justa, igualdade salarial e regulação digital em conferência da OIT

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, concluiu sua agenda oficial na 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça, com participação em reuniões estratégicas sobre transição justa, igualdade salarial e regulação do trabalho em plataformas digitais.

O último dia de atividades, que ocorreu nesta quinta-feira (11), teve início com a participação do ministro na Reunião do Conselho Consultivo Internacional Ministerial sobre Transição Justa. No encontro, Luiz Marinho destacou o papel do Brasil na articulação de políticas que integram desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental. O ministro ressaltou que o país tem contribuído para o avanço dessa agenda ao alinhar metas climáticas à geração de empregos e à promoção do trabalho decente.

Na sequência, o ministro participou de reunião da Coalizão Internacional pela Igualdade Salarial (EPIC), que reúne governos e organizações comprometidos com a promoção da igualdade de remuneração entre homens e mulheres. Durante o encontro, foi debatida a construção de uma plataforma de intercâmbio de experiências entre países, com foco no fortalecimento do compromisso político global com a igualdade salarial.

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Luiz Marinho destacou a experiência brasileira e a relevância do tema na agenda nacional. “No Brasil, a igualdade salarial é uma prioridade. Sob a liderança do presidente Lula, o país transformou esse compromisso em ação concreta com a sanção e a implementação da Lei da Igualdade Salarial”, ressaltou.

A agenda incluiu também a participação do Brasil na reunião da Coalizão Global para a Justiça Social, espaço voltado à articulação internacional de políticas públicas para a redução das desigualdades e a promoção do trabalho digno.

Cooperação internacional e trabalho em plataformas digitais

Ao final do dia, o ministro participou da reunião de encerramento da comissão normativa sobre economia de plataformas, que aprovou uma convenção internacional para regulamentar o trabalho no setor.

O instrumento reconhece as transformações promovidas pelas plataformas digitais e, ao mesmo tempo, busca enfrentar desafios relacionados à proteção social e às condições de trabalho.

A convenção estabelece princípios e direitos fundamentais, incluindo proteção à saúde e à segurança, remuneração mínima, acesso à seguridade social e maior transparência nos sistemas algorítmicos.

“Ao assegurar aos trabalhadores de plataformas digitais os princípios e direitos fundamentais no trabalho, bem como proteções específicas, a Convenção busca promover melhorias concretas nas condições de vida de milhões de trabalhadores em todo o mundo”, enfatizou Marinho.

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Para o ministro, a aprovação do instrumento representa um marco importante na agenda internacional do trabalho. “Uma conquista significativa e o passo inicial para a construção de políticas de defesa dos trabalhadores de plataformas digitais.”

Encerramento da participação brasileira

A atuação do Brasil na 114ª Conferência Internacional do Trabalho reforça o protagonismo do país nos debates globais sobre trabalho, emprego e desenvolvimento sustentável, com destaque para temas como transformação tecnológica, inclusão social e justiça no mundo do trabalho.

Ao longo da programação em Genebra, o ministro Luiz Marinho participou de reuniões multilaterais, encontros bilaterais e sessões plenárias, contribuindo para a construção de consensos e para o fortalecimento da cooperação internacional em torno do trabalho decente.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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