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Ponte de Guaratuba impulsiona mobilidade com mais de 7 mil passagens de ciclistas em um mês

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A consolidação da Ponte de Guaratuba como o principal vetor de desenvolvimento e integração do Litoral paranaense vai além do tráfego rodoviário tradicional. O novo corredor logístico e turístico do Estado do Paraná consolidou-se também como um pilar para a mobilidade sustentável. Dados do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) revelam que a estrutura registrou 7.375 passagens de bicicletas nos 30 primeiros dias de operação da ponte.

O volume reflete o impacto imediato da infraestrutura projetada para abrigar múltiplos meios de transporte. Ao contrário do antigo sistema de ferry-boat, que impunha restrições de horários, custos e riscos climáticos aos ciclistas, a ponte disponibiliza uma ciclovia de sentido duplo, segura e dotada de barreiras de proteção rígidas que protegem contra o tráfego de veículos pesados.

O monitoramento de tráfego mostrou que muitos ciclistas fazem o trajeto de ida e volta diariamente. Do total de passagens que as câmeras e sensores de contagem automatizada registraram, o sentido Guaratuba para Matinhos concentrou a maior fatia da demanda, com mais da metade dos deslocamentos: 60,7% do fluxo. No sentido oposto, de Matinhos para Guaratuba, a porcentagem foi de 39,3%.

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Essa movimentação reflete a importância estratégica da obra, de acordo com o Secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Fernando Furiatti: “A Ponte da Vitória é um símbolo da modernização logística do Paraná, que, unida à eficiência técnica, traz um impacto positivo direto na vida dos cidadãos”, afirma o secretário.

TRANSPORTE DIÁRIO – As estatísticas comprovam que a bicicleta é um meio de transporte regular e viável para o trabalhador litorâneo, validando a premissa de engenharia adotada na obra: construir para as pessoas, não apenas para veículos.

Alexandre Castro Fernandes, diretor de Operações do DER/PR, reforça essa visão: “A concepção da Ponte de Guaratuba atendeu a uma premissa moderna de engenharia civil: construir não apenas para carros e caminhões, mas para as pessoas. O volume expressivo de ciclistas chancela que investir em faixas exclusivas e seguras estimula o uso do transporte limpo, gera saúde e retira veículos poluentes das vias urbanas.”

Esse compromisso com a mobilidade urbana reflete-se na prática diária dos usuários, como o ciclista Emanuel Gomes Alves, de 19 anos. Morador de Guaratuba, o vendedor utiliza a ponte tanto para trabalho quanto para lazer e nota a diferença: “Mudou muito, pois agora é bem mais rápido atravessar de bicicleta. Sinceramente, eu quase não fazia a travessia com o ferry, pois era complicado”, afirma.

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O impacto positivo estende-se a outros perfis profissionais, como o de Priscila Poli, designer de interiores. “A ponte otimizou minha rotina de atendimentos nos balneários. O que antes exigia um dia inteiro, hoje é solucionado em poucos minutos, tornando o trabalho mais eficiente e permitindo mais tempo com a minha família”.

INFRAESTRUTURA, SEGURANÇA E MONITORAMENTO – Com 1.244 metros de extensão e 22,60 metros de largura, a Ponte de Guaratuba foi projetada para integrar o tráfego de cargas ao fluxo local, oferecendo quatro faixas de rolamento e uma ciclovia exclusiva de 3 metros. Essa via exclusiva é isolada por barreiras de concreto e equipada com iluminação em LED, garantindo total segurança para ciclistas e pedestres. 

Complementando esse trabalho, o DER/PR realiza o monitoramento contínuo do local com sensores de alta precisão. Esse acompanhamento em tempo real é fundamental para a gestão da mobilidade na região, fornecendo dados analíticos essenciais para futuras intervenções e para a consolidação de políticas públicas de transporte no Paraná.

Fonte: Governo PR

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Governador anuncia parceria de R$ 192 milhões com a Vivo para ampliar cobertura de telefonia e internet

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta terça-feira (16) uma parceria com a operadora Vivo para ampliar a cobertura de telefonia móvel e internet em áreas rurais, rodovias e localidades com pouco ou nenhum acesso à conectividade no Paraná. O investimento previsto é de R$ 192 milhões, com a instalação de 411 novas antenas em 74 municípios até o fim de 2027.

A iniciativa faz parte do Programa de Conectividade Rural, coordenado pelo Governo do Estado, que busca ampliar o acesso à internet banda larga e à telefonia móvel em regiões afastadas dos centros urbanos. Com as novas estruturas, produtores rurais, estudantes, moradores de comunidades isoladas e usuários das rodovias paranaenses terão acesso a serviços digitais, educação, telemedicina e outras oportunidades ligadas à economia digital.

“Hoje o agronegócio é cada vez mais tecnológico. Em um aviário, por exemplo, o produtor consegue controlar pelo celular a temperatura, a alimentação e o fornecimento de água. O mesmo acontece com tratores e implementos agrícolas, que dependem da conectividade para dar mais precisão ao plantio, à colheita, à pulverização e à análise do solo. Com essa parceria, estamos levando mais eficiência para o campo paranaense”, afirmou Ratinho Junior.

Do total de 411 antenas previstas, 155 serão instaladas ao longo de rodovias estaduais e federais, incluindo toda a extensão da BR-277, principal corredor logístico do Paraná. Também serão atendidas vias que ligam o Litoral, como a Estrada da Graciosa (PR-410), a Alexandra-Matinhos (PR-508) e os acessos a Pontal do Paraná e Guaratuba. As estruturas terão alcance aproximado de seis quilômetros, ampliando a conectividade também para áreas rurais localizadas nas proximidades dessas rodovias.

Com a conclusão do projeto, serão acrescentados mais de 580 quilômetros de cobertura móvel em importantes corredores logísticos e turísticos do Estado. “Também estamos ampliando a conectividade em uma área estratégica para o Paraná. A BR-277 liga Paranaguá a Foz do Iguaçu e terá cobertura ao longo de toda a sua extensão. Isso fortalece a logística, melhora a comunicação nas estradas e dá mais segurança para quem transporta mercadorias e para quem utiliza a rodovia diariamente”, acrescentou o governador.

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Segundo o diretor institucional da Vivo, Tiago Machado, o investimento representa uma ampliação significativa da infraestrutura de telecomunicações no Paraná. “Esse investimento de R$ 192 milhões será realizado até 2027 e vai representar uma transformação da cobertura no Estado. Teremos um aumento de mais de 16% na quantidade de sites, que são as estruturas que levam cobertura 4G e 5G para a população. Hoje a Vivo já está presente em 392 municípios paranaenses com a rede móvel e esse projeto mostra a nossa decisão de seguir ampliando, investindo e acelerando os investimentos no Paraná”, detalha.

PARANÁ CONECTADO – O novo investimento reforça o Programa de Conectividade Rural, coordenado pela Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) em parceria com a Secretaria da Fazenda (SEFA), a Invest Paraná e outros órgãos estaduais.

A estratégia começou a ser estruturada em 2023, a partir de um amplo diagnóstico técnico realizado pelo Governo do Estado para identificar localidades com acesso limitado ou inexistente à cobertura móvel. O levantamento incluiu estudos georreferenciados, análises de relevo e cruzamento de indicadores socioeconômicos, permitindo direcionar investimentos para regiões com maior necessidade de infraestrutura digital.

Com a adesão da Vivo, o número de novas torres contratadas pelo programa chega a 959 antenas, resultado de parcerias com três operadoras de telecomunicações. Desse total, 434 já foram instaladas desde o início do projeto.

De acordo com o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, os resultados demonstram o impacto da estratégia adotada pelo Estado para ampliar a conectividade. “Com as novas torres anunciadas hoje, chegamos a mais de 900 estruturas contratadas desde o início do programa. Esse trabalho já permitiu ampliar a cobertura de conectividade de 51% para 61% do território paranaense, um avanço que corresponde a uma área equivalente ao território da Bélgica”, afirmou.

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Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a ampliação da conectividade no Paraná representa mais de 29,4 mil quilômetros quadrados de áreas rurais conectadas.

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ALERTA DE DESASTRES – O aumento do número de torres de telefonia também se traduz em maior segurança para a população por fortalecer a preparação e mitigação de desastres ambientais. Nesta primeira fase da parceria com a Vivo, o Comitê de Governança Climática, liderado pela Defesa Civil Estadual e a Casa Civil, identificou os pontos mais vulneráveis do Paraná, com base no registro de ocorrências do Sistema Informatizado da Defesa Civil (Sisdc). Dessa forma, a ampliação realizada pela empresa vai atender inicialmente 12 localidades apontadas como prioritárias em razão do histórico da área e a ausência completa de cobertura.

Boa parte dos territórios abrange aldeias indígenas e áreas afastadas, com pequenas vilas e baixa densidade populacional, com menos de mil habitantes. “Quando emitimos os alertas de risco pelo telefone é fundamental que as pessoas daqueles pontos recebam as nossas orientações. Casos graves, com prejuízos vultosos e até perdas de vidas podem ser evitados. Quando uma enxurrada acontece durante a madrugada, por exemplo, e as pessoas estão dormindo, o cell broadcast pode despertar os moradores a tempo suficiente de se proteger”, explica o coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil Estadual.

PRESENÇAS – Também acompanharam a agenda o vice-governador, Darci Piana; o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara; o diretor-presidente do IDR-PR, Altair Sebastião Dorigo; o diretor-geral da SEAB, Bruno Luis Krevoruczka; coordenador estadual da Defesa Civil, Fernando Shunig; executivos da Vivo e demais autoridades.

Fonte: Governo PR

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