Polícial
Policiais Militares do 20º BPM participam de palestra sobre assédio moral e sexual.
Na manhã desta sexta-feira (17), integrantes do 20º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento da região sul da capital, participaram da palestra “Prevenção e Combate ao Assédio Moral e Sexual”. A instrução ocorreu no auditório da UniFAESP em Curitiba.
A palestra marca a retomada do cronograma de instruções ministradas pela Comissão de Prevenção e Combate ao Assédio Moral e Sexual da Polícia Militar do Paraná a todo o efetivo da corporação, com o intuito de promover a discussão sobre as políticas de prevenção e combate ao assédio.
Instituídas pela Portaria nº 551/2021 do Comando-Geral da PMPR, as politicas de prevenção e combate aos assédios moral e sexual são destinadas a identificar e coibir condutas que configurem estes tipos de assédios no ambiente de serviço.
“A nossa palestra é sobre o assédio sexual e moral no ambiente de trabalho. Durante o evento vamos conceituar os tipos de assédios, apontar as suas consequências, bem como as formas de evitar, prevenir e combater esta prática no âmbito da corporação”, afirmou a cabo Cristina Martins de Camargo, palestrante e membro da Comissão.
Embora seja um assunto amplamente comentado, muitas pessoas desconhecem ou tem uma compreensão parcial ou equivocada sobre o que é assédio moral e sexual.
O assédio moral é uma conduta abusiva, frequente e repetitiva que se manifesta por meio de palavras, atos, gestos, comportamentos ou de forma escrita, que humilha, constrange e desqualifica a pessoa ou um grupo, atingindo sua dignidade e saúde física e mental, afetando sua vida profissional e pessoal. As ações que caracterizam o assédio são frequentes, reiteradas, reproduzidas pelo assediador por algum tempo. O assédio moral pressupõe a degradação deliberada das condições de trabalho.
O assédio sexual, por sua vez, consiste em constranger colegas por meio de galanteio e insinuações constantes, com o objetivo de obter vantagens ou favorecimento sexual. O ato do assediador pode ser sutil ou claro, escrito ou insinuado, pode vir na forma de coação, chantagem ou intimidação: ofende a honra, a imagem, a dignidade e a intimidade da pessoa.
Qualquer militar estadual que seja vítima, que testemunhe ou tome conhecimento de atos que possam caracterizar assédio moral ou sexual no ambiente de trabalho poderá denunciar à Corregedoria-Geral da PMPR, por meio dos seguintes canais:
– Site (http://www.pmpr.pr.gov.br/Coger);
– Telefone: 0800 643 7090; ou
– Presencialmente (necessário o agendamento prévio) na sede em Curitiba e nas Subcorregedorias nos municípios de Cascavel, Maringá e Londrina.
Comunicação Social da PMPR.
Fonte: Polícia Militar PR
Polícial
PCPR prende 23 suspeitos por caça de animais silvestres no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 23 pessoas em uma operação deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira (16) contra suspeitos dos crimes de caça de animais silvestres e comércio ilegal de armas de fogo e munições. A ofensiva aconteceu em três estados e contou com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Científica do Paraná (PCI-PR), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e do Instituto Água e Terra (IAT).
Mais de 150 policiais atuaram para o cumprimento de 23 mandados de prisão temporária e 32 de busca e apreensão nas cidades de Campo Largo, São José dos Pinhais, Lapa, Tijucas do Sul, Palmeira, Guaratuba, Ponta Grossa, São João do Triunfo, Imbituva, Fernandes Pinheiro, Guamiranga, União da Vitória, Mallet, Coronel Vivida e Itaipulândia; Rio dos Cedros, Brusque e Itajaí (SC); Canarana (MT).
Nos endereços dos suspeitos, foram apreendidas 25 armas de fogo ilegais, diversos troféus de caça, 15 cães utilizados em atividades de caça, pássaros silvestres, centenas de munições e carne de caça. Os animais resgatados apresentavam sinais de maus-tratos e serão acolhidos pelo Instituto SOS 4 Patas para que recebam os cuidados necessários.
As investigações tiveram início em julho de 2025 após o registro de uma denúncia anônima sobre a realização de comércio de armas de fogo em um grupo de conversas em um aplicativo de mensagens. “Além da venda de armamentos e munições, verificamos que o grupo era utilizado pelos membros para a divulgação e compartilhamento de fotos e vídeos de caça ilegal de animais silvestres”, disse o delegado da PCPR Guilherme Dias.
A investigação contou com trabalho de inteligência policial que envolveu as equipes da PCPR e da PMPR. “As forças de segurança do Paraná vêm desenvolvendo um trabalho integrado de combate aos crimes ambientais. Essa operação iniciou por meio de trabalhos de levantamento de campo, atendimento de ocorrências, tanto pela Polícia Militar Ambiental quanto pela Delegacia de Proteção Ambiente”, destacou o comandante do BPMA da PMPR tenente-coronel Álvaro Gruntowski.
Durante os meses de apuração, foi possível identificar a dinâmica da comercialização de armamentos e verificar que os suspeitos caçavam diversos animais como pacas, cotias, veados e tatus. As carnes chegavam a ser comercializadas por até R$ 600 o quilo.
Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A PCPR segue em investigação.
Fonte: PJC PR
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