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Paraná

Polícia Penal inaugura espaço com 450 vagas de trabalho para custodiados em Francisco Beltrão

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A Polícia Penal do Paraná (PPPR) inaugurou nesta quinta-feira (11) um barracão voltado à geração de trabalho para pessoas privadas de liberdade da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado. A solenidade marcou a abertura oficial do espaço de 4 mil metros quadrados, que já iniciou as atividades oferecendo mais de 450 vagas. 

O projeto é fruto da política de ampliação da ocupação laboral coordenada pela PPPR em parceria com a iniciativa privada. A estrutura foi viabilizada com a participação da empresa Big Bag Beltrão, credenciada por meio de edital de chamamento. 

Como explica a diretora-geral da PPPR, Ananda Chalegre dos Santos, a iniciativa nasce do entendimento de que a execução penal deve ir além do encarceramento. “Sabemos que o trabalho e a educação constituem instrumentos eficazes para a redução da reincidência criminal e para a promoção da dignidade humana. Por isso, este momento representa não apenas a concretização de um projeto mas, sobretudo, a reafirmação do nosso compromisso com a ressocialização das pessoas privadas de liberdade”.

Para os próximos meses, a previsão é de chegar a 900 postos de trabalho, com a construção de um segundo espaço, alcançando 9.000 metros quadrados de área construída.

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Para o prefeito de Francisco Beltrão, Antonio Pedron, a iniciativa representa um avanço importante do ponto de vista social e também de segurança. “O que nós estamos aqui fazendo é um crescimento, um amadurecimento da nossa capacidade para, de fato, recuperar essas pessoas. E uma das alternativas mais eficazes é o trabalho. Sem ele, não há recuperação digna”.

O diretor geral da Big Bag Beltrão, Joacir Padilha, expressou sua satisfação com a inauguração da primeira etapa da parceria. “Vamos utilizar em torno de 1.000 pessoas no projeto e, dessas, 900 serão pessoas privadas de liberdade. Ficamos satisfeitos e felizes por levar esperança a essas pessoas, que terão oportunidade de aprender uma profissão e ter um rendimento para poder dar um sustento digno para a sua família futuramente”.

ATUAÇÃO NO ESTADO — A iniciativa também alcança outras regiões do Estado. Em Piraquara, por exemplo, a construção de um barracão de 6 mil metros quadrados, que deverá absorver 450 PPL da Penitenciária de Integração Social de Piraquara – (PISP), está prevista para ter início em novembro deste ano, com conclusão estimada para o final do primeiro semestre de 2026.

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Atualmente, mais de 14.600 custodiados se encontram em canteiros de trabalho pelo Paraná, sendo mais de cinco mil em empresas privadas e órgãos públicos. Com a expansão dos projetos, a previsão é de que, até 2027, aproximadamente duas mil pessoas privadas de liberdade estejam inseridas em atividades laborais em diversas unidades penais do Paraná por meio da empresa Big Bag Beltrão.

REMIÇÃO – Previsto no artigo 28 da Lei de Execução Penal (nº 7.210/1984), o trabalho prisional é considerado um direito e dever do condenado, com finalidade educativa e produtiva. Além do salário, promove a reintegração social e garante a remição de pena, com a redução de um dia de prisão a cada três dias trabalhados.

Para as empresas que aderem ao programa os benefícios incluem isenção de encargos trabalhistas, já que os contratos não são regidos pela CLT, além de custo zero de aluguel do espaço.

Fonte: Governo PR

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Paraná

Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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