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PMPR reforça segurança na Tríplice Fronteira com a Companhia de Choque

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A segurança pública na região da Tríplice Fronteira ganhou um novo reforço estratégico nesta quinta-feira (25), com a inauguração da Companhia de Polícia de Choque do 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Foz do Iguaçu. Criada pelo Decreto nº 13.044, de 23 de março de 2026, a nova unidade especializada amplia a capacidade operacional da Polícia Militar do Paraná (PMPR) para atuar em ocorrências de maior complexidade na região Oeste do Estado.

A nova companhia fortalece a estrutura de policiamento especializado na área de fronteira, ampliando a pronta resposta da corporação em situações que exigem emprego tático diferenciado. A unidade ficará responsável por apoiar ações operacionais do 14º BPM e demais demandas estratégicas da região.

O secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo de Tarso Sanson, destacou que o reforço da estrutura policial contribui para a proteção da população e para o desenvolvimento regional. “Investir em segurança pública é investir no cidadão, no turismo e na economia. A Tríplice Fronteira tem uma importância estratégica para o Paraná e para o Brasil, e uma atuação cada vez mais especializada e integrada das forças de segurança fortalece a prevenção e o combate à criminalidade”, afirmou.

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O subcomandante-geral da PMPR, coronel Paulo Renato Aparecido Siloto, ressaltou a responsabilidade da nova unidade na atuação operacional da região. “A prevenção e repressão qualificada torna o nosso Estado cada vez mais seguro, fomentando o turismo e movimentando a economia de forma positiva. O comando da Corporação confia em cada um desses policiais para ser a resposta que a Polícia Militar precisa nas ocorrências que abrangem a região”, declarou.

EXPERIÊNCIA – O comando da companhia ficará sob responsabilidade do capitão Flávio Augusto Marczak, que retorna ao batalhão após concluir o 20º Curso de Operações Especiais (COEsp), uma das mais rigorosas capacitações da Polícia Militar do Paraná. Reconhecido nacionalmente pelo elevado nível de exigência física, técnica e psicológica, o curso é a principal etapa de seleção e formação dos policiais que passam a integrar as fileiras das Operações Especiais. A edição de 2026 teve início com 49 alunos, entre oficiais e praças da PMPR, além de policiais de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Alagoas e Sergipe, que passaram por 32 disciplinas especializadas e precisaram obter aproveitamento mínimo de 70% em todas as etapas para concluir a formação.

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OPERAÇÃO OMNIS – Durante a solenidade de inauguração da Companhia de Choque, também ocorreu o lançamento da Operação Omnis em Foz do Iguaçu. A mobilização faz parte de uma estratégia da Polícia Militar do Paraná para ampliar a presença policial, intensificar ações preventivas e realizar repressão qualificada em áreas definidas a partir de dados operacionais e análise criminal.

Na área de atuação do 14º BPM, a operação conta com reforço do policiamento ostensivo, patrulhamento, abordagens, bloqueios e fiscalizações em pontos estratégicos, com emprego de equipes operacionais e especializadas.

A iniciativa integra o trabalho permanente da Polícia Militar para fortalecer a segurança pública na região Oeste do Paraná, ampliando a capacidade de prevenção e resposta contra a criminalidade, especialmente em uma das áreas fronteiriças mais estratégicas do país.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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