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Agro

Plantio de algodão em Mato Grosso chega a 98% e safra 2025/26 caminha para encerramento

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O plantio de algodão em Mato Grosso está praticamente finalizado e entra na reta final da safra 2025/26. Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), 98,03% da área projetada já foi semeada até a última semana, e alguns municípios já concluíram completamente os trabalhos de campo.

O órgão deve divulgar nos próximos dias uma nova estimativa atualizada da área total cultivada, que atualmente é de 1,43 milhão de hectares, conforme projeção feita em dezembro de 2025. Caso os números se confirmem, o estado registrará redução de 7,28% em relação à safra anterior (2024/25) — a primeira queda desde o ciclo 2020/21.

Área de cultivo recua após quatro safras de crescimento

A retração na área plantada reflete um cenário de ajuste do mercado de algodão, com produtores avaliando custos de produção, rentabilidade e condições climáticas. Após quatro anos de crescimento contínuo, a safra 2025/26 sinaliza um movimento de readequação na estratégia agrícola, diante da pressão dos custos e da concorrência com outras culturas, como soja e milho.

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Apesar da leve redução, Mato Grosso segue como maior produtor de algodão do Brasil, responsável por mais de 70% da produção nacional. O ritmo avançado da semeadura indica que a colheita deverá ocorrer dentro do cronograma habitual, mantendo boas perspectivas de produtividade.

Preço do óleo de algodão recua com menor demanda do biodiesel

Enquanto o plantio avança para o encerramento, o mercado do óleo de algodão registrou queda na última semana. O produto foi negociado a R$ 5.158 por tonelada, o que representa recuo de 2,10% em relação à semana anterior.

De acordo com o IMEA, a redução está ligada à diminuição da demanda do setor de biodiesel, principal destino do óleo de algodão industrializado. A baixa movimentação no segmento contribuiu para a pressão sobre as cotações, mesmo com oferta ainda ajustada no mercado interno.

Perspectivas para o setor algodoeiro em 2026

Com o plantio praticamente encerrado, o foco dos produtores agora se volta para o desenvolvimento das lavouras e o monitoramento das condições climáticas nas próximas semanas. Especialistas do IMEA destacam que a produtividade será determinante para equilibrar a retração da área e manter a competitividade do estado no cenário nacional e internacional.

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O desempenho da indústria têxtil e do mercado de exportação também deve influenciar os preços da pluma ao longo do ano, enquanto os derivados, como o óleo e o farelo, tendem a seguir as oscilações da demanda do setor de biocombustíveis e de ração animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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