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Agro

Suplementação nutricional protege o cafeeiro contra estresses e mantém a qualidade dos grãos

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Importância da nutrição para o cafeeiro brasileiro

O café é uma das principais culturas do Brasil, líder mundial em produção e exportação, com cerca de 26 milhões de sacas fornecidas ao mercado global, representando mais de 30% da oferta, segundo a Embrapa.

Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica, destaca que, para manter a produtividade e qualidade do café, é essencial enfrentar desafios como variações climáticas, pragas e doenças, garantindo que as plantas expressem seu potencial mesmo em condições adversas.

Macro e micronutrientes: aliados contra estresses abióticos

O fornecimento equilibrado de nutrientes é fundamental para reduzir estresses abióticos, como excesso ou falta de água, oscilações de temperatura e luminosidade, que comprometem fotossíntese, respiração e absorção de nutrientes.

  • Potássio (K): regula o balanço hídrico da planta.
  • Cálcio (Ca): fortalece membranas e paredes celulares.
  • Magnésio (Mg): garante eficiência da fotossíntese em conjunto com K e Ca.
  • Boro (B): favorece crescimento mesmo em períodos de seca.
  • Zinco (Zn), manganês (Mn) e cobre (Cu): reduzem o estresse oxidativo.

Nitrogênio (N) e enxofre (S): fortalecem barreiras contra pragas e doenças, como ferrugem-do-cafeeiro e cercosporiose.

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Neves alerta que excesso ou deficiência de nutrientes pode prejudicar a planta. Por exemplo, excesso de N favorece tecidos mais suscetíveis a pragas, enquanto falta de K compromete tolerância à seca e enchimento de grãos.

Aminoácidos e prolina: defesa extra contra seca e calor

A prolina, aminoácido produzido naturalmente em situações de estresse térmico e hídrico, pode ser estimulada preventivamente pela aplicação de aminoácidos, fortalecendo a resistência do cafeeiro.

Essa estratégia, combinada ao manejo equilibrado de macro e micronutrientes, contribui para lavouras mais resistentes, estáveis e produtivas.

Tecnologias e soluções para o manejo nutricional

A BRQ Brasilquímica oferece soluções avançadas para nutrição de plantas, como:

  • Inoculantes QualyFix Gramíneas e QualyFix Soja Líquido 7.2: potencializam a fixação biológica de nitrogênio e aumentam a eficiência produtiva.
  • Aminoácidos e substâncias húmicas: aliados na mitigação de estresses e fortalecimento das defesas naturais.
  • Práticas de conservação do solo e da água: garantem maior resiliência das lavouras frente a desafios ambientais.

Segundo Neves, a combinação dessas estratégias assegura maior produtividade, qualidade do grão e resistência do cafeeiro, mesmo diante de condições climáticas e biológicas adversas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Compras de fertilizantes e defensivos avançam com cautela no Brasil e mercado segue amplamente aberto para safra 2026/27

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O mercado brasileiro de insumos agrícolas iniciou junho com comportamentos distintos entre fertilizantes e defensivos, refletindo a cautela dos produtores rurais diante dos desafios econômicos, climáticos e de rentabilidade das próximas safras. Apesar de alguns sinais positivos, como a queda dos preços da ureia, as negociações seguem em ritmo moderado, especialmente para o milho safrinha 2027.

De acordo com análise de Jeferson Souza, especialista em inteligência de mercado da Agrinvest, o cenário atual ainda é marcado pela necessidade de recomposição das margens dos produtores, o que tem influenciado diretamente o ritmo das compras.

Ureia recua 30% e melhora poder de compra do produtor

Entre os fertilizantes, a ureia foi o principal destaque dos últimos meses. Desde meados de abril, o nitrogenado acumulou recuo próximo de 30%, contribuindo para uma melhora na relação de troca com o milho.

Apesar do alívio nos custos, o indicador ainda permanece acima das médias históricas em sacas necessárias para aquisição de uma tonelada do produto. Dessa forma, a redução dos preços ainda não foi suficiente para acelerar significativamente as negociações.

Segundo a análise, o movimento trouxe melhores oportunidades de compra, mas o produtor continua avaliando o cenário com cautela antes de assumir novos compromissos.

Compras para o milho safrinha 2027 registram menor avanço desde 2019

O levantamento aponta que as aquisições de fertilizantes destinadas ao milho safrinha 2027 apresentam o menor avanço para este período do ano desde 2019.

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Entre os fatores que explicam a lentidão estão os preços ainda pouco atrativos do milho, a preocupação com o comportamento climático nos próximos meses e as incertezas relacionadas ao desenvolvimento da safra de soja.

Além disso, o temor em torno dos impactos do fenômeno El Niño e seus reflexos sobre o calendário agrícola tem levado muitos produtores a postergar decisões estratégicas de compra.

Mercado de defensivos desacelera, mas ainda possui grande volume de negócios pela frente

No segmento de defensivos agrícolas, o ritmo das negociações mostrou avanço até o início de maio, mas perdeu intensidade ao longo das últimas semanas.

Mesmo com a desaceleração, os dados indicam que uma parcela expressiva do mercado permanece em aberto. Para a safra de soja 2026/27, mais da metade das compras ainda não foi realizada pelos produtores brasileiros.

Até 31 de maio, o percentual negociado alcançava 47%, superando os 44% registrados no mesmo período do ciclo anterior. No entanto, o desempenho segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 51%.

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O resultado demonstra um adiantamento de três pontos percentuais em relação à temporada passada, mas ainda distante dos patamares observados em anos de comercialização mais acelerada.

Defensivos para milho seguem com até 90% do mercado em aberto

No caso do milho, a abertura do mercado é ainda mais significativa. As estimativas indicam que entre 85% e 90% das compras de defensivos agrícolas para os próximos ciclos ainda não foram realizadas.

Esse elevado volume de demanda potencial abre espaço para novas negociações ao longo dos próximos meses, dependendo da evolução dos preços dos insumos, das condições climáticas e da percepção de risco por parte dos produtores.

Perspectiva para os próximos meses

A expectativa do mercado é de que a definição do clima para a safra de verão, o comportamento dos preços do milho e da soja e as oscilações do mercado internacional de fertilizantes sejam fatores decisivos para determinar o ritmo das compras no segundo semestre.

Enquanto isso, produtores seguem monitorando oportunidades pontuais e buscando equilibrar custos de produção com a necessidade de proteger margens em um ambiente ainda marcado por elevada volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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