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Agro

Plantio da safra de verão 2025/26 de milho é concluído em Campos Novos (SC)

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Safra de milho em Campos Novos chega ao fim

O plantio da safra de verão 2025/26 de milho em Campos Novos, na região central de Santa Catarina, foi concluído nos últimos dias, conforme informou o departamento técnico da Copercampos (Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos Ltda).

O engenheiro-agrônomo Fabrício Hennigen detalha que os produtores ligados à cooperativa cultivaram 5,8 mil hectares, enquanto a área total do município deve alcançar 13 mil hectares.

Boas condições climáticas favorecem lavouras

Segundo Hennigen, as lavouras estão em ótimas condições, beneficiadas por períodos consecutivos de chuva. A previsão é de que o tempo permaneça ensolarado nos próximos dias, favorecendo o desenvolvimento das plantas.

A Copercampos projeta uma produtividade média de 9.900 quilos por hectare para esta safra.

Cenário estadual: expansão da área cultivada em Santa Catarina

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, a área total de milho em Santa Catarina para a temporada 2025/26 deve atingir 590,114 mil hectares, um aumento de 1,2% em relação aos 583,120 mil hectares cultivados na safra 2024/25.

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A produção estadual está estimada em 4,154 milhões de toneladas, superando as 4,105 milhões de toneladas da safra anterior. A produtividade média esperada é de 7.040 kg/ha, mantendo-se praticamente estável frente à temporada passada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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