Paraná
Planejamento desenvolve projetos para novas bases das forças de segurança
O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Planejamento (SEPL) e Paraná Projetos, realizou a entrega de parte dos projetos que irão padronizar e fortalecer as bases das forças de segurança em todo o estado. Ao todo, são 27 projetos, que representam um investimento estratégico na melhoria da infraestrutura e no atendimento à população
Terça-feira (25), o secretário do Planejamento, Ulisses Maia, e o diretor de Planejamento e Projetos do Paraná Projetos, Célio Watter, estiveram reunidos com o secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, na sede da Secretária de Estado da Segurança Pública (SESP), para realizar a entrega oficial.
São projetos que preveem novas sedes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Científica e outras estruturas estratégicas distribuídas por diversas regiões do estado.
“Essa é a primeira vez que haverá esse processo de construção, seguindo um padrão. A previsão é que as licitações ocorrem no primeiro trimestre de 2026, para, em seguida, já começarem as obras. Esse é um legado muito importante que o Governo do Paraná deixa para o povo paranaense, proporcionando mais segurança para todos”, comentou o secretário do Planejamento, Ulisses Maia.
As secretarias do Planejamento e de Segurança Pública seguem trabalhando em conjunto no aprimoramento dos projetos até as licitações.
“A padronização dessas novas unidades traz eficiência, agilidade e economia. Estamos modernizando a estrutura das nossas forças com projetos sólidos, funcionais e preparados para o futuro”, apontou o secretário de Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira.
Entre os projetos entregues estão as novas sedes das seguintes unidades:
- 9º BPM – 4ª Companhia PM da Ilha do Mel (Paranaguá);
- Seção de Bombeiros de Castro;
- Seção de Bombeiros de Piraquara;
- Polícia Científica – Posto Avançado de Loanda;
- Polícia Científica – Unidade de Execução Técnico-Científica Básica de Telêmaco Borba;
- Polícia Científica – Unidade de Execução Técnico-Científica Básica de Cianorte;
- 22º Batalhão PM de Colombo;
- 30º Batalhão PM de Londrina;
- 31º Batalhão PM de Assis Chateaubriand;
- Subagrupamento Independente de Bombeiros de Santo Antônio da Platina.
EQUIPAMENTOS MODULARES – Os projetos entregues são formados com equipamentos modulares, que são a padronização e sistematização dos projetos arquitetônicos das edificações que abrigarão as forças de segurança.
O projeto tem como objetivo fornecer ao poder público uma solução arquitetônica universal e unificada, que simplifique o processo de elaboração e implantação de novos edifícios públicos nas diversas cidades do estado.
Com isso, o projeto prevê um bloco-base, com as instalações mínimas, organizado em uma grade quadriculada. Esse bloco-base é padronizado e possibilita flexibilidade para adaptações internas, conforme a necessidade de tipologias, portes, usos e implantações.
IDENTIDADE VISUAL – Cada força de segurança possui sua própria identidade, não só no aspecto visual e de marca, mas também no senso de pertencimento dos próprios membros, sejam eles civis ou militares. Por isso, essa identidade deve estar representada nas edificações. Por meio das cores da marca, do ritmo da fachada e linhas retas, diretas, que reflitam a seriedade e a coesão dessas forças
Com isso, os projetos já preveem as cores base e de destaque de cada força, sendo a Polícia Científica, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. As fachadas frontal e laterais de cada um deles, assim como as respectivas garagens para viaturas, totens e demais elementos arquitetônicos estão todos planejados
Fonte: Governo PR
Paraná
Inverno de 2026 será mais quente e chuvoso do que a média, prevê o Simepar
O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul.
A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno.
“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros.
MUDANÇAS – Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.
Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade.
O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.
“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo.
Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera.
PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES – Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.
Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras.
“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.
Fonte: Governo PR
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