Paraná
Pioneira e ícone do reggae internacional, banda Inner Circle é atração do Verão Maior
O primeiro mês de 2026 fecha com a conexão entre Paraná e Jamaica. Pioneiros na criação do gênero musical do reggae, o Inner Circle faz show gratuito em Matinhos, no litoral do Paraná, neste sábado (31), às 20h. Quem estiver na areia da Praia Brava poderá escutar sucessos atemporais da década de 1990 como “Bad Boys” e “Sweat (A La La La La Long)”. O show antecede a apresentação dos Paralamas do Sucesso que ocorre mais tarde, às 22h.
Criado em Kingston, capital da Jamaica, no final dos anos 1960, o grupo ajudou a espalhar o ritmo caribenho por diversos países. A venda de cerca de 2 milhões de discos demonstra a notabilidade do grupo que conquistou o Grammy de melhor álbum de reggae com “Bad Boys”, de 1993. No Brasil, a banda conquistou o disco de platina ao vender mais de 100 mil cópias.
O sucesso de “Bad Boys”, maior hit da banda, foi impulsionado graças à TV e ao Cinema. Lançada em 1987 no álbum “One Way”, a música teve repercussão inicial, mas ainda não era febre mundial. O salto veio depois, a partir da série norte-americana “Cops”, quando virou tema de abertura do programa policial que foi sucesso absoluto nos Estados Unidos a partir de 1989.
A canção passou a ser reconhecida mundialmente como “música de perseguição policial” e entrou para o topo das paradas musicais da época. Mas o sucesso não parou por aí, porque em 1995 foi lançado o filme com o mesmo nome da música, Bad Boys, estrelado por Will Smith e Martin Lawrence como dois detetives do Departamento de Polícia de Miami.
Além de pegar o nome da música, o filme usou a faixa como identidade sonora da franquia. No total, foram quatro filmes, sendo o último deles o “Bad Boys: Até o Fim”, lançado nos cinemas em 2024, o que deixou a música em evidência por décadas.
TRAGÉDIA E RECOMEÇO – O Inner Circle foi formado por uma união familiar que se mantém até hoje por mais de cinco décadas de carreira. Liderados pelos irmãos Ian Lewis no baixo e Roger Lewis na guitarra, o grupo ficou conhecido por unir reggae, soul e pop em uma linguagem acessível, e consolidar o nome da banda entre as mais influentes do reggae.
Nos anos 1970, o Inner Circle ganhou destaque com o cantor Jacob Miller, um dos nomes mais populares da Jamaica na época, ao lado de Bob Marley. Com ele, o grupo consolidou clássicos do reggae – entre eles “Tenement Yard” e a versão de “You Make Me Feel Brand New” – e passou por grandes gravadoras internacionais, como Capitol Records e Island Records.
A fase com Miller foi marcada por apresentações no exterior e pela mistura de reggae com elementos de rock e soul, o que ajudou a expandir o público do gênero. A morte do cantor em 1980, em um acidente de carro, interrompeu a banda momentaneamente e levou os irmãos Ian e Roger Lewis a se mudarem para Miami, onde criaram o estúdio Circle House, referência internacional na produção musical.
Depois de perderem o seu histórico cantor, Calton Coffie entrou na banda em 1982. Ele foi a voz da fase mais global e comercialmente bem-sucedida do Inner Circle. Com ele, a banda entrou forte no mercado internacional, adaptou o som para reggae pop e chegou às rádios mainstream dos Estados Unidos e Europa.
Enquanto Jacob Miller esteve na fase da época de ouro do reggae jamaicano raiz, Calton Coffie fez parte da era global da banda, sendo a voz dos maiores sucessos “Bad Boys”, “Sweat (A La La La La Long)” e “Games People Play”.
A banda ainda teve mais uma alteração no microfone. Em 1995, Calton teve problemas internos com os outros integrantes e saiu. Em seu lugar, chegou Kris Bentley, que ajudou a manter o Inner Circle relevante e ativo mundialmente depois do auge comercial. 30 anos depois, ele ainda é o vocalista do grupo.
Outras mudanças ocorreram como Cat Coore deixando a guitarra junto com Michael Cooper com os teclados e o multi-instrumentista Richard Daley em 1973, para a entrada de Bernard “Touter” Harvey no teclado em 1973 e Lancelot Hall na percussão em 1982, ambos presentes na formação atual da banda.
CONEXÃO COM O BRASIL – No auge da banda na década de 1990, o Inner Circle aparecia no Brasil quase que anualmente em diferentes festivais. Uma dessas passagens foi na edição de 1994 do Sunsplash Festival, considerado o maior festival de música reggae da época. Em outra edição mais recente de 2011, o ex-vocalista da banda Calton Coffie se apresentou em Guaratuba, no litoral do Paraná.
A banda chegou a se apresentar em Curitiba durante uma edição do Ruffles Reggae Festival de 1996, na Pedreira Paulo Leminski, sendo a atração principal junto com Ziggy Marley, filho mais velho de Bob Marley. O festival ocorreu em diversas cidades e levou a banda para Belém, Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e duas vezes em São Paulo. Na capital paulista, a banda fez o show mais animado da noite e reuniu 35 mil pessoas no Parque Ibirapuera em plena madrugada.
As vindas para o Brasil também renderam parceria musical. Em 1996, o Ian Lewis levou ao seu estúdio em Miami a banda Cidade Negra, um dos pioneiros do reggae nacional. Lá ele apresentou a faixa “Free” e deu a música para o grupo brasileiro que a incluiu no álbum “Erê”.
Fonte: Governo PR
Paraná
PMPR forma 34 policiais para uso de cães em operações e patrulhamentos
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) formou nesta quinta-feira (16), em Curitiba, 34 novos policiais para emprego de cães em operações de segurança pública. A capacitação integra a estratégia de reforço operacional da corporação no enfrentamento ao tráfico de drogas, na localização de ilícitos e na atuação em ocorrências de maior risco.
O 8º Curso de Cinotecnia Policial Militar teve duração de pouco mais de um mês e carga de 245 horas de instruções teóricas e práticas, voltadas à formação de operadores aptos a atuar com cães em diferentes cenários, como patrulhamento, detecção de entorpecentes, busca, captura e controle de distúrbios.
“A capacitação contínua do nosso efetivo é fundamental para garantir respostas cada vez mais qualificadas à sociedade. A cinotecnia representa uma ferramenta moderna, eficiente e alinhada às melhores práticas operacionais, fortalecendo a atuação da Corporação em diversas frentes”, afirmou o subcomandante-geral da PMPR, coronel Paulo Renato Aparecido Siloto.
A formação amplia a capacidade de atuação da corporação em operações em todo o Estado, especialmente no enfrentamento ao tráfico de drogas e na atuação em situações de risco.
FORMAÇÃO – Os policiais foram treinados para empregar cães em diferentes cenários operacionais, incluindo patrulhamento, detecção de entorpecentes, controle de distúrbios e captura de indivíduos em situação de resistência.
Em simulações realizadas durante o curso, foram demonstradas técnicas de contenção com cães de proteção, considerados instrumentos de menor potencial ofensivo, capazes de imobilizar suspeitos com segurança e proporcionalidade. O curso também aborda fundamentos do comportamento canino, técnicas de adestramento e diretrizes para o uso responsável dos animais, garantindo eficiência operacional aliada ao bem-estar animal.
Ainda foram apresentados exercícios de faro, em que os cães identificam drogas ocultas em bagagens, veículos e compartimentos diversos, mesmo em concentrações mínimas.
“Os policiais que concluem este curso retornam às suas unidades não apenas mais capacitados, mas também com a missão de difundir a doutrina cinotécnica, elevando o padrão operacional e ampliando o emprego técnico dos cães de serviço em todo o estado”, destacou o comandante da Companhia Independente de Operações com Cães (CIOC), capitão Marcelo Henrique Hoiser.
USO DE CÃES – O uso de cães policiais tem impacto significativo nos resultados operacionais da corporação. Em 2025, ações com apoio de equipes cinotécnicas resultaram na apreensão de aproximadamente 141 toneladas de maconha, 2,8 toneladas de cocaína, 110 quilos de crack e 730 quilos de haxixe. No mesmo período, também foram apreendidas mais de 405 armas de fogo e 5.200 munições, além da prisão de cerca de 1.500 pessoas em ocorrências relacionadas ao tráfico e outros crimes.
Os novos operadores formados passam a reforçar unidades especializadas e operacionais em diferentes regiões do Paraná, ampliando a cobertura e a presença das equipes com cães em ações estratégicas. Além do enfrentamento ao tráfico, o emprego do cão policial também é utilizado em operações de fiscalização, buscas, apoio a abordagens e em ações integradas com outras forças de segurança.
Fonte: Governo PR
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