Agro
PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025 e força do agronegócio sustenta atividade econômica
A economia brasileira registrou crescimento moderado em 2025, com o agronegócio exercendo papel decisivo para sustentar a atividade econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) do país alcançou R$ 12,7 trilhões, com expansão de 2,3% em relação a 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Embora positivo, o resultado representou uma desaceleração em comparação ao desempenho do ano anterior. Ainda assim, o país manteve sua posição entre as maiores economias do mundo, com forte contribuição do setor agropecuário.
Agropecuária registra maior crescimento entre os setores
O principal destaque da economia em 2025 foi o setor agropecuário, que apresentou crescimento de 11,7%, superando com folga os demais segmentos produtivos.
O desempenho foi impulsionado principalmente por safras expressivas de grãos, com destaque para soja e milho, que ampliaram a produção e reforçaram o papel do agronegócio como motor da economia nacional.
A expansão da produção agrícola ajudou a compensar o crescimento mais moderado observado em outros setores da economia.
Serviços e indústria avançam em ritmo mais moderado
Enquanto o agronegócio apresentou forte expansão, os demais setores da economia tiveram desempenho mais contido.
O setor de serviços, responsável pela maior participação no PIB brasileiro, cresceu 1,8% ao longo de 2025. Já a indústria registrou avanço de 1,4%, refletindo um cenário econômico marcado por cautela nos investimentos e menor dinamismo da atividade produtiva.
Esse contexto contribuiu para o ritmo mais moderado de crescimento da economia brasileira no período.
Juros elevados influenciaram o ritmo da economia
Outro fator que impactou o desempenho econômico foi a política monetária adotada ao longo do período.
O Banco Central do Brasil manteve uma política de juros elevados como estratégia para conter pressões inflacionárias. Taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e os investimentos, o que influencia diretamente o ritmo de crescimento da economia.
Apesar desse cenário mais restritivo, o resultado de 2025 ainda ficou acima de momentos recentes de retração econômica, como em 2020, quando o PIB brasileiro registrou queda de 3,3%.
Brasil segue entre as maiores economias globais
Com o desempenho registrado, o Brasil encerrou 2025 como a 11ª maior economia do planeta, com um PIB estimado em cerca de US$ 2,3 trilhões.
A relevância do país no cenário econômico internacional continua fortemente ligada à produção de commodities agrícolas e à capacidade de exportação do agronegócio brasileiro.
Boletim do IMEA aponta crescimento das exportações agrícolas
Dados recentes divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária no boletim de 9 de março de 2026 reforçam o papel estratégico do agronegócio na economia.
Segundo o instituto, as exportações brasileiras de soja somaram 1,88 milhão de toneladas em janeiro de 2026, volume 75,51% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
O estado de Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, respondeu por 487,63 mil toneladas embarcadas, o equivalente a 25,99% do total exportado pelo Brasil no período.
O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pela maior disponibilidade do grão no mercado e pela demanda internacional aquecida.
Mato Grosso mantém liderança nas exportações de soja
De acordo com o IMEA, o volume exportado por Mato Grosso em janeiro ficou 202,5% acima do registrado no mesmo período do ano anterior e 96,3% superior à média dos últimos cinco anos para o mês.
Para 2026, a projeção do instituto é de que as exportações de soja do estado alcancem cerca de 32,1 milhões de toneladas, mantendo Mato Grosso como um dos principais protagonistas do comércio agrícola brasileiro.
Esse cenário reforça a importância do agronegócio para o desempenho econômico nacional e para o equilíbrio da balança comercial brasileira.
Tensões no Oriente Médio seguem no radar do agronegócio
Além dos fatores econômicos internos, analistas também monitoram possíveis impactos de tensões geopolíticas no comércio internacional.
O Oriente Médio representa um mercado relevante para as exportações do agronegócio brasileiro, especialmente para produtos como milho e carne bovina. No caso de Mato Grosso, o bloco responde por 15,13% das exportações e 9,36% das importações do estado.
A região também tem participação importante na produção de fertilizantes nitrogenados e integra rotas estratégicas do comércio global. Eventuais restrições logísticas ou comerciais podem elevar os custos de produção agrícola nas próximas safras.
Agronegócio continua sendo pilar da economia brasileira
Com forte presença nas exportações, geração de renda e produção de alimentos, o agronegócio segue como um dos principais sustentáculos da economia brasileira.
O crescimento expressivo da agropecuária em 2025 e a expansão das exportações agrícolas no início de 2026 demonstram a relevância do setor para manter o dinamismo econômico do país, mesmo diante de um cenário global marcado por incertezas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de laranja ganha ritmo com avanço das negociações, enquanto chuvas atrasam colheita em São Paulo
As negociações entre citricultores e a indústria de processamento da safra de laranja 2026/27 ganharam força nos últimos dias, impulsionando o mercado de citros no Brasil. De acordo com levantamentos do Cepea, as renegociações de contratos avançaram de forma mais consistente, acompanhadas pelas primeiras compras mais frequentes de frutas destinadas ao processamento industrial.
O movimento sinaliza maior dinamismo nas relações comerciais entre produtores e indústrias, em um momento estratégico para o planejamento da nova temporada.
Indústria amplia contratos e operações no mercado spot
Segundo pesquisadores do Cepea, a indústria ampliou tanto a formalização de contratos de curto prazo para a safra atual quanto as aquisições no mercado spot. Apesar do crescimento das negociações imediatas, os preços praticados nesse segmento continuam inferiores aos valores estabelecidos nos contratos previamente firmados.
Esse cenário demonstra que as indústrias buscam garantir matéria-prima para o processamento, enquanto produtores acompanham atentamente as condições de oferta antes de definir novos negócios.
Chuvas reduzem ritmo da colheita
Enquanto as negociações evoluem, as condições climáticas passaram a representar um importante desafio para a colheita da laranja.
As chuvas registradas ao longo da semana nas principais regiões citrícolas do estado de São Paulo reduziram significativamente o ritmo das operações no campo. Além de dificultarem o acesso às áreas de produção, as precipitações podem continuar impactando os trabalhos nos próximos dias, especialmente nas localidades que receberam maiores volumes de chuva.
Oferta limitada faz produtores adiarem entregas
Outro fator que influencia o mercado é a disponibilidade restrita de frutas em condições ideais para a colheita. Conforme o Cepea, muitos produtores ainda avaliam que a parcela de laranjas aptas à colheita permanece limitada.
Diante desse cenário, parte dos citricultores tem optado por adiar tanto a colheita quanto a definição das entregas para a indústria, aguardando melhores condições climáticas e maior disponibilidade de frutos.
Perspectiva para o mercado de citros
A combinação entre avanço das negociações comerciais e limitações impostas pelo clima mantém o mercado da laranja em um momento de atenção. Caso as chuvas persistam nas principais regiões produtoras, a oferta de frutas poderá continuar restrita no curto prazo, influenciando o ritmo de abastecimento das indústrias e a evolução das negociações ao longo da safra 2026/27.
Fonte: Portal do Agronegócio
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