Paraná
PGJ recebe Prêmio Lucio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação
Em solenidade realizada em Brasília nesta quarta-feira, 25 de outubro, o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Paraná, Gilberto Giacoia, foi agraciado com o Prêmio Lucio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação. A premiação é promovida pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados e contempla três entidades e três personalidades que atuam para a melhoria de vida da população nas áreas de mobilidade, saneamento e habitação no Brasil. Giacoia foi escolhido por sua liderança à frente do MPPR, instituição responsável por promover uma atuação proativa e resolutiva, em especial, na defesa da área de saneamento básico.
Em seu discurso de agradecimento, Giacoia ressaltou a gratidão pela indicação na categoria Personalidade e pela aclamação unânime do Conselho, dedicando o reconhecimento público a todos os integrantes do MPPR. “Esta premiação prestigia a possibilidade da cidade oferecer sua vocação, que é a felicidade dos cidadãos que a habitam e faz com que nós, das instituições públicas e também dos segmentos privados da sociedade, sejamos estimulados a implementar ações e políticas públicas inclusivas na área da mobilidade, da habitação, na área do saneamento”, afirmou o procurador-geral de Justiça.
Giacoia destacou ainda a deferência em receber a premiação, lançada em 2015, que homenageia Lucio Costa, arquiteto e urbanista criador do Plano Piloto de Brasília. “É muito honroso que o prêmio leve o nome desse grande urbanista, pioneiro na área da modernidade urbana, que faz com que cresça a nossa responsabilidade para fazermos muito mais em prol da população e sermos, juntos, os construtores de um Brasil melhor e mais justo”, finalizou.
A cerimônia de premiação contou com a presença do ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho – que foi agraciado por aclamação -, dos deputados federais Acácio Favacho e Toninho Wandscheer, da procuradora de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e chefe do Gabinete do Procurador-Geral da República, Eunice Pereira Amorim Carvalhido, do promotor de Justiça do MPPR e membro auxiliar do Gabinete do Procurador-Geral da República, Marcos Cristiano Andrade, e da presidente da Associação do Ministério Público do Paraná (APMP), Symara Motter.
Atuação institucional – Na área do saneamento básico, o Ministério Público do Paraná destaca-se pelo projeto institucional, desenvolvido pelo Caop de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo, com o intuito de atender as determinações constantes no Novo Marco Legal do Saneamento Básico. A iniciativa promove um conjunto de medidas para o acompanhamento das ações exigidas na legislação, fomentando a atuação das Promotorias de Justiça em todo o estado nesse sentido.
Assista aqui à gravação do evento
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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