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Pesquisas científicas tornam lavouras de Mato Grosso mais eficientes e econômicas

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Ciência e tecnologia transformam o manejo agrícola

A agricultura de Mato Grosso, antes guiada apenas pela experiência de gerações, hoje conta com pesquisas científicas que otimizam o uso de insumos e tornam as lavouras mais sustentáveis e produtivas. O investimento em estudos permite um consumo mais preciso de fertilizantes, defensivos e sementes, evitando desperdícios e aumentando a eficiência da produção.

Os principais centros de pesquisa do estado, CTECNO Araguaia e CTECNO Parecis, mantidos pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso e pelo Instituto Mato-grossense do Agronegócio, desenvolvem há mais de dez anos experimentos voltados para o uso consciente dos recursos agrícolas.

Eficiência como diferencial competitivo

Segundo Luiz Pedro Bier, vice-presidente e coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja MT, o principal benefício da aplicação da ciência no campo é a eficiência produtiva. “Produzimos mais em menos áreas, com menor custo e maior qualidade, sem necessidade de desmatar novas áreas. Isso gera ganhos ambientais e sociais, atendendo à população com alimentos em abundância e a preços competitivos”, explica.

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Bier ressalta que a pesquisa brasileira é pioneira na agricultura tropical, adaptando cultivares e manejo ao clima e aos solos do Centro-Oeste, o que colocou Mato Grosso em destaque na produção nacional.

Testes em campo reduzem riscos e aumentam assertividade

Os CTECNOs realizam experimentos com diferentes cultivares de soja e híbridos de milho, tipos de solo e combinações de insumos, permitindo que os produtores reduzam perdas e aumentem a produtividade.

Rodrigo Hammerschmitt, coordenador do CTECNO Parecis, explica: “Nossos experimentos mostram aos produtores quais manejos funcionam melhor e quais são menos eficientes. Por exemplo, em solos arenosos com menos de 15% de argila, observamos que a sucessão da soja com plantas de cobertura como a braquiária gera maior rentabilidade por hectare.”

Dados científicos orientam decisões ao longo do tempo

Os resultados obtidos nas estações de pesquisa são repetidos e acompanhados ao longo dos anos, permitindo que os agricultores acompanhem os efeitos das práticas adotadas em suas lavouras e planejem os ciclos futuros. Essas informações são divulgadas em visitas técnicas e publicadas em circulares no site da Aprosoja MT.

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Bier reforça: “Quem participa dos dias de campo e acompanha os trabalhos científicos percebe onde há perdas e como otimizar recursos, aumentando a rentabilidade da propriedade.”

Produtores confirmam impactos positivos da pesquisa

O produtor rural Alberto Chiapinotto destaca que as visitas ao CTECNO Parecis foram fundamentais para melhorar a produtividade de suas lavouras em solos arenosos. “Investir em tecnologia é o caminho certo. Sem a pesquisa, não teríamos alcançado a evolução que vemos hoje no Mato Grosso e no Brasil”, afirma.

Pesquisa científica como motor da evolução agrícola

Os estudos realizados nos centros de pesquisa de Mato Grosso mostram que a ciência aplicada ao campo é indispensável para aumentar a produtividade, reduzir custos e orientar o manejo sustentável. A Aprosoja MT mantém o compromisso de investir em pesquisas, garantindo que as lavouras brasileiras continuem evoluindo e contribuindo para a segurança alimentar no país e no mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nanossensores revolucionam detecção de pesticidas na água e fortalecem monitoramento ambiental, aponta estudo

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O avanço da nanotecnologia está abrindo novas perspectivas para o monitoramento ambiental e a proteção dos recursos hídricos. Pesquisadores ligados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) destacam que os nanossensores representam uma das soluções mais promissoras para detectar resíduos de pesticidas na água de forma rápida, precisa e com elevada sensibilidade.

O tema é abordado no capítulo Nanosensores Avançados para Detecção de Pesticidas em Água: Garantindo a Segurança Ambiental e a Saúde Pública, publicado em janeiro de 2026 na obra Emerging Nanotechnologies for Agroecosystem Management. O estudo reúne avanços científicos que podem ampliar significativamente a eficiência da vigilância ambiental e subsidiar políticas de preservação dos recursos hídricos.

Contaminação da água segue como desafio global

A presença de pesticidas em rios, lagos e mananciais é uma preocupação reconhecida por organismos internacionais e pela comunidade científica. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição prolongada a determinados contaminantes químicos presentes na água destinada ao consumo humano pode provocar efeitos adversos à saúde, reforçando a necessidade de sistemas eficientes de monitoramento.

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o consumo mundial de pesticidas supera 4 milhões de toneladas por ano. Parte desses produtos não permanece nas áreas de aplicação e pode alcançar os corpos d’água por processos naturais, como escoamento superficial e lixiviação do solo.

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Esse cenário torna essencial o desenvolvimento de tecnologias capazes de identificar rapidamente a presença desses compostos e fornecer informações para ações preventivas e corretivas.

Nanossensores aumentam precisão na detecção de pesticidas

O estudo destaca que a evolução dos sensores ambientais, especialmente aqueles associados à nanotecnologia, está transformando a capacidade de monitoramento da qualidade da água.

Entre as tecnologias avaliadas estão sensores eletroquímicos, ópticos e dispositivos baseados em mecanismos de bioreconhecimento. Nesse grupo, os biossensores — incluindo sensores enzimáticos, imunossensores e sensores de DNA — apresentam elevado desempenho na identificação de pesticidas, mesmo quando presentes em concentrações extremamente baixas.

A incorporação de nanomateriais aos dispositivos amplia sua eficiência ao oferecer maior área de contato, melhor transferência de elétrons e respostas analíticas mais rápidas, aumentando significativamente a precisão dos resultados.

Monitoramento em tempo real fortalece a gestão ambiental

Outro diferencial apontado pelos pesquisadores é a possibilidade de utilização desses equipamentos diretamente em campo.

Por serem mais compactos, portáteis e potencialmente mais acessíveis, os nanossensores permitem o monitoramento em tempo real da qualidade da água, reduzindo o tempo entre a detecção de uma contaminação e a adoção de medidas de controle.

Essa capacidade pode contribuir para respostas mais ágeis diante de eventos de poluição, reduzindo riscos ambientais e fortalecendo programas de vigilância em áreas agrícolas e de abastecimento.

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Tecnologia apoia agricultura sustentável e políticas públicas

Os pesquisadores ressaltam que os nanossensores não substituem as estratégias de prevenção da contaminação, mas fornecem informações fundamentais para orientar decisões técnicas e políticas públicas.

Segundo o estudo, a integração dessas tecnologias aos programas de monitoramento ambiental e às práticas agrícolas sustentáveis pode ampliar a eficiência da gestão dos recursos hídricos, oferecendo dados confiáveis para ações de fiscalização, mitigação de impactos e preservação ambiental.

Além disso, a disponibilidade de informações em tempo real favorece o desenvolvimento de estratégias mais eficientes para reduzir a exposição da população e dos ecossistemas aos resíduos de pesticidas.

Pesquisa reúne especialistas em nanotecnologia aplicada ao agro

O capítulo foi elaborado pelos pesquisadores Diego Maroso da Silva, Clarice Steffens e Juliana Steffens, integrantes da rede de pesquisa do INCT NanoAgro.

A publicação integra um esforço internacional voltado ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a agricultura sustentável e conta com a edição do pesquisador Leonardo Fraceto, coordenador do INCT NanoAgro, em parceria com cientistas de diversos países, reforçando o papel da nanotecnologia como uma das principais ferramentas para o futuro da segurança ambiental e da produção agropecuária sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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