Agro
Pesquisa da Embrapa cria padrão para classificar chá-mate
A Embrapa Florestas lançou um guia técnico que padroniza a forma de avaliar aroma, sabor e aparência do chá-mate, iniciativa que busca dar maior previsibilidade e qualidade à cadeia produtiva da erva-mate. A nova ferramenta transforma em aplicação prática o “dicionário sensorial” desenvolvido em 2021 e permite que produtores, indústrias e avaliadores utilizem critérios objetivos na classificação da bebida — modelo semelhante ao adotado em mercados mais estruturados, como os de café e vinho.
A erva-mate tem peso histórico na economia brasileira. No fim do século XIX e início do século XX, o produto chegou a constituir um dos principais ciclos econômicos do Sul do País, especialmente no Paraná. Hoje, o Brasil permanece como maior produtor mundial da bebida, responsável por cerca de 80% da produção global, com cultivo concentrado também em Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre os principais importadores estão Uruguai, Argentina e Chile, além de mercados do Oriente Médio, como Syria e Lebanon.
O novo documento da Embrapa simplifica o uso das pesquisas acadêmicas realizadas nos últimos anos e traduz os resultados para um formato prático, em português, voltado ao dia a dia da indústria e dos produtores. Segundo a pesquisadora responsável pelo estudo, desenvolvido em parceria com a Kansas State University, o objetivo é oferecer um vocabulário técnico comum para classificar e controlar a qualidade do produto, além de apoiar programas de melhoramento e o desenvolvimento de novos produtos.
O sistema organiza 39 atributos sensoriais em quatro categorias principais — aparência, aroma, sabor e gosto residual. Cada característica é acompanhada de referências simples, como amido de milho, cacau em pó ou frutas específicas, que ajudam no treinamento de avaliadores sem necessidade de equipamentos laboratoriais complexos. A metodologia utiliza ainda uma escala numérica de intensidade, de 0 a 15, permitindo comparar resultados entre diferentes produtores e laboratórios.
Na prática, o método reduz a subjetividade na avaliação da bebida. Em vez de classificações genéricas, como “chá-mate forte”, a análise passa a identificar características específicas, como notas de fumaça, amadeirado, vegetal escuro ou gramíneas — perfis frequentemente observados nas amostras estudadas. Para a indústria, a padronização também facilita o controle de qualidade da matéria-prima e o ajuste de processos de secagem e tostagem, considerados um dos gargalos históricos da cadeia.
A expectativa é que a padronização contribua para elevar o valor agregado da erva-mate brasileira. Ao permitir a diferenciação de perfis sensoriais e a criação de produtos com características específicas — incluindo notas florais, frutadas ou de especiarias — o setor busca ampliar a presença da bebida em nichos premium do mercado internacional e reduzir a dependência do modelo tradicional de commodity.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Ministro André de Paula participa de ato simbólico de exportação de uvas com oportunidades abertas pelo Acordo Mercosul-União Europeia
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE), de ato simbólico de exportação de carga de uvas amparada pela entrada em vigor do Acordo Mercosul–União Europeia. A ação ocorreu durante visita ao packing house da Fazenda Argofruta, no Vale do São Francisco, e marcou o registro da carga destinada ao mercado europeu com tarifa zero.
Durante o ato, o ministro destacou a importância do acordo comercial para ampliar a competitividade da fruticultura brasileira e fortalecer a presença dos produtos nacionais no mercado internacional.
“Estamos concluindo um momento que considero histórico. Esta carreta segue para o Porto de Suape levando a primeira carga de contêineres de uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero. Isso representa mais competitividade para o nosso produto e, consequentemente, um retorno ainda maior para os nossos produtores”, comemorou André de Paula.
O ato simbolizou o potencial de ampliação das exportações da fruticultura brasileira, especialmente para produtores e exportadores do Nordeste, região que concentra um dos principais polos de produção irrigada e de exportação de frutas frescas do país.
O ministro ressaltou ainda a relevância do mercado europeu para a fruticultura do Vale do São Francisco e os impactos positivos do acordo para o setor. “Quando levamos em conta que cerca de 75% das uvas exportadas pelo Vale têm como destino o mercado europeu, percebemos a dimensão desse momento. É uma grande celebração, porque este acordo marca definitivamente a história da produção e da exportação de frutas da região”, destacou.
André de Paula também enfatizou os avanços obtidos pelo Brasil na abertura de mercados internacionais para os produtos agropecuários brasileiros. Desde 2023, o país contabiliza 616 aberturas de mercado em 88 destinos internacionais.
“Esse ato simboliza a força e a competitividade da fruticultura brasileira no mercado internacional. O acordo entre Mercosul e União Europeia representa novas oportunidades para os produtores brasileiros e reforça o trabalho realizado pelo Mapa para ampliar a presença do agro brasileiro no exterior”, afirmou o ministro.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou a atuação conjunta entre a ApexBrasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o governo federal na consolidação do acordo e no fortalecimento das exportações da fruticultura brasileira. “Hoje vemos, na prática, o resultado desse trabalho integrado, com a saída do primeiro contêiner de uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero para o mercado europeu. Isso demonstra que o acordo já está gerando oportunidades concretas para os produtores brasileiros e ampliando a competitividade da nossa fruticultura no mercado internacional”, disse.
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