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Pesquisa aponta consolidação de novas empresas turísticas no Paraná nos últimos anos

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Uma pesquisa realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Turismo, Sebrae/PR e Fecomércio, confirma a expansão do setor no Paraná. A “Pesquisa Empresarial do Turismo no Paraná 2023”, divulgada nesta terça-feira (12), envolveu 1.032 empresas que atuam em turismo e apontou que 400 (40%) foram abertas nos últimos quatro anos. Dessas, 29,3% possuem de um a quatro anos de existência e 10% foram abertas há menos de um ano. Do total de envolvidas na sondagem, 27,1% tem mais de 16 anos de mercado e outras 15,8% tem de cinco a sete anos.

A pesquisa aponta também que 44,6% das empresas são microempresas e outras 34,8% funcionam na modalidade MEI (microempreendedor individual). Segundo o relatório, 39,9% afirmaram que houve aumento no faturamento neste ano em relação ao ano passado. Além disso, para 58,2% dos participantes a expectativa é de expandir os negócios nos próximos seis meses.

Outros destaques são o bom número de empresas paranaenses cadastradas no Cadastur, sistema do governo federal que organiza as demandas do setor, com 72%, e o número de empresas com funcionários registrados, com 68,4%. De acordo com a sondagem, os meses de maior movimentação e demanda de serviços são janeiro e dezembro, no verão.

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Em relação à sustentabilidade e desenvolvimento de práticas ESG, 21,1% responderam que tem ações de gestão de resíduos (redução, separação e reciclagem), 13% tem preferência por fornecedores locais para fortalecer a economia regional e 11,5% estimulam o uso racional da água e gestão de efluentes. A pesquisa também mostra que 73,4% já incorporaram novas tecnologias ao dia a dia (soma de digitalização média, alta e muito alta).

O levantamento foi feito entre os dias 05 de setembro e 22 de outubro de 2023 com restaurantes, cafeteria, bares e similares, empresas de hospedagem, agências de turismo (emissivas e receptivas), transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, guias de turismo e prestadores de serviços especializado em segmentos turísticos. As perguntas foram dirigidas a empresários de todas as 19 Regiões Turísticas do Estado.

“O trabalho com o turismo está crescendo cada vez mais no Paraná e queremos aprofundar o conhecimento sobre como o setor funciona. Esse diagnóstico vai ajudar a nortear as próximas ações”, afirma o secretário estadual do Turismo, Márcio Nunes.

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TURISTAS – O levantamento também aponta mudança no perfil do turista segundo a percepção dos empresários do segmento da hospedagem. Antes, segundo as respostas, o predomínio era de hóspedes em viagens a negócio. Atualmente, a maioria dos hóspedes em hotéis está em busca de lazer (22,8%), atividade seguida por turismo de negócios, com 19,8%, e participantes de eventos, com 15,9%. 

Outro ponto pesquisado foi em relação ao nível de ocupação dos hotéis. Para 22,7% dos meios de hospedagem participantes da pesquisa, a ocupação mensal média está na faixa de 51% e 60%. Já na percepção das empresas de alimentos e bebidas, o perfil do consumidor se concentra entre moradores locais (29,7%), visitantes ou turistas de lazer (28%) e visitantes ou turistas de negócios (20,2%).

Fonte: Governo PR

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MPPR recomenda que Município de Paranaguá cumpra legislação e adote providências para a efetiva instalação de um segundo Conselho Tutelar

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa para que o Município de Paranaguá, no Litoral do estado, adote providências para a implantação e estruturação de um segundo conselho tutelar na cidade. A medida administrativa decorre de procedimento instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça da Paranaguá que, a partir de apuração, demonstrou inércia do poder público local no efetivo cumprimento de legislação municipal (Lei 4.449/2024) que instituiu formalmente uma segunda unidade do órgão integrante da rede de proteção à infância e juventude.

De acordo com a Promotoria de Justiça, após atraso inicial causado em razão da transição da gestão municipal ocorrida entre os anos de 2024 e 2025, o Município passou a justificar a não implantação do novo Conselho por “inviabilidade financeira para o custeio contínuo e contratação de pessoal frente aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Entretanto, as apurações demonstraram haver uma desarticulação interna entre órgãos do próprio Executivo Municipal, cenário que dificultaria o início da operacionalização da nova unidade do Conselho.

Apesar de a implantação do novo Conselho estar expressamente prevista no Plano Plurianual (PPA 2026-2029), a Secretaria Municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (Semdir), pasta finalística responsável pela área de proteção à infância, sequer formalizou à Secretaria Municipal da Fazenda (Semfa) a inserção das despesas relacionadas à criação da nova sede do Conselho na proposta orçamentária do próximo exercício e também não apresentou à pasta os estudos técnicos relacionados.

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Além disso, também não ficou demonstrado que o Município esteja adotando qualquer providência no sentido de promover uma articulação interinstitucional para a economia de recursos públicos, tampouco solicitou ao Legislativo Municipal a devolução de sobras do repasse duodecimal para o custeio de programas de prioridade absoluta, prática frequentemente adotada por outras Administrações, inclusive no âmbito estadual e na capital Curitiba, e que tem se mostrado exitosa.

A cobrança do Ministério Público para a efetiva instalação do novo Conselho deve-se ao fato de ser insustentável a existência de somente um Conselho Tutelar em Paranaguá, uma vez que o município possui mais de 145 mil habitantes, com vasta extensão territorial, que inclui ilhas e áreas rurais de difícil acesso, “sendo absolutamente inadmissível e gerador de graves prejuízos à proteção da infância e da juventude que o ente municipal conte com apenas uma sede e cinco conselheiros tutelares, contingente insuficiente para a demanda e cuja capacidade de resposta é drasticamente reduzida pelo fato de os servidores precisarem se revezar no gozo de férias, eventuais licenças para tratamento de saúde e outras eventualidades”, sustentou a recomendação.

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Outro fator apontado pela Promotoria de Justiça é o de que a Administração Pública está às vésperas da confecção da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027, sendo “estritamente necessária e urgente a adoção de medidas concretas e definitivas para a inclusão da totalidade dos custos de implantação e manutenção do 2º Conselho Tutelar no orçamento municipal do próximo ano, viabilizando sua entrada em funcionamento”.

Foi concedido prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento da medida administrativa, para que o Município informe à Promotoria de Justiça sobre o acatamento das recomendações e as respectivas providências adotadas para a solução dos problemas.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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